sexta-feira, 13 de junho de 2008

In Memorian - Dry Neres






Eu vejo longe, bem longe. Acho que nunca esteve aqui.
Eu não posso atrapalhar o amor, o meu amor de ser feliz. Mesmo que haja vista a necessidade de ser em outra casa.
"Tornar um amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém". Essa voz do Nando nunca me fora antes tão verdadeira!
Esta noite meu corpo chorou e se derrama nessa manhã de sol em que o frio predomina. Os olhos rasos mal conseguem ajeitar a construção de palavras que não alcançaram quem eu gostaria que assim tivesse chegado. Elas nem me alcançam mais. Já não sei ser arquiteta de mim mesma!
Eu queria fundar um mundo. Agora. Morar lá uns 1500 anos. Eu não sei lidar bem com a renúncia. Antes pensava ser um ato de covardia. Hoje sei que é um ato de amor. Mas ainda assim, preciso aprender a conviver com isso. E eu amo. Que louco! Mas, eu amo. Renuncio aos beijos e aos momentos que eu escrevi aqui. Só aqui. Eles nunca existiriam. Talvez ingenuidade ainda de achar que se pode acabar com um império de silêncios duplos. O navio regressa novamente ao porto sem a nau que buscava, encontrou e desapareceu. A nau ainda está lá fisicamente. Mas digo que desapareceu o elo que nunca se teve. Todo o tempo do mundo. Isso nunca vou negar. Todo o tempo do mundo...
Me faço vento, ou sol, ou teus cabelos, só pra te tocar involuntariamente. Me despeço do que não houve. Me despeço do próximo para entrar em contato com o distante. Eu não sei como vivi tanto tempo sem encontrar você. Nem sei como faço pra viver agora que encontrei. Tão perto e tão longe. Tão forte e tão fraca, me faço. Dancei com o amor e ele pisou no meu pé. Me apresentou um reino inatingível, mas eu ainda quero dormir nesse reino.
Até onde as forças e fibras que envolvem meu corpo puderem aguentar. Todo o tempo do mundo. Eu não acredito estar escrevendo isso. Mas antes dos dedos que digitam é o coração que fala. Me despeço da pele que sempre quis tocar, do riso que sempre quis rir junto, e que ri separado, às vezes por um simples "Olá". O coração aperta o fígado, os olhos e o pulmão. Me faço pequena novamente, assim como quando te vi pela primeira vez e poderia sem fazer esforço algum, descrever cada detalhe daquele.
Me faço pequena por mais uma vez, e me deixo ser sugada pelo mesmo canal da fala que exalava palavras sem som àquele ser instigante, devorador, que agora mora no meu inconsciente mais consciente. Me entrego esperando um sim ou então, um "até mais". Esse "até mais" demora e nunca chega ao "mais". Não posso escrever tanto agora. Preciso guardar cada força, de cada fibra pra dançar com o sonho mais sonhado que meus olhos contemplaram na realidade mais perigosa que quis viver...



"icnaba" -
Ps.: Se organizada, a palavra recebe forma.


Look in my eyes. You’re killing me, killing me. All I wanted was you...

3 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

GOSTEI MUITO DO SEU TEXTO, EMBORA ESTEJA ESQUISITA HJ, ESTOU TRISTE. MAS O TEXTO TEM QUALIDADE, PENSE NISSO. POSTEI HJ SOBRE STARDUST, O MISTÉRIO DA ESTRELA E SOBRE A II PARTE DA DAMA E O UNICÓRNIO. VÁ LÁ E DEIXE O SEU COMENTÁRIO. SE AINDA NÃO PÔS COMENTÁRIO EM PARIS, EU TE AMO, APROVEITE A OCASIÃO.
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
BEIJOS, CADA VEZ GOSTO MAIS DE VCS
RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO

Dayane Medeiros disse...

Organizei a palavra xD

Pow..o que vc escreveu é tão bonito...
Te desejo força viu e muita coragem, é foda pensar que num vai acontecer algo que se quer muito, mais que tudo...
Mas viver é assim mesmo né?
A gente tenta tenta tenta, mas nem sempre a gente consegue...
O que não quer dizer que a gente tenha que desistir..
Não da pessoa mas do amor...
o amor sim é digamos , sei lá , indisistível hauhauhaua nem sei se essa palavra existe, mas tah aí

bjuu
e fique bem^^

Eu caçador de mim disse...

Eu sinto tua dor...