terça-feira, 24 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Dry Neres
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Dry Neres

Cuidadosamente, fora desenhada. Antes de nascer sopraram-lhe poesia aos ouvidos. Disseram-lhe que devia amar com devoção. Deram-lhe um sorriso forte e doce. Nos olhos mora-lhe a verdade. Deus quando a fez disse-lhe: - "Vai ser diferente neste mundo de imperfeição". Quando ela nasceu, os sorrisos no mundo se unificaram num segundo só... Todos sorriram sem motivo aparente. E ouvia-se o cantarolar dos anjos que a acompanharam na viagem lá da esfera de cima, até aqui. Da sutileza das flores extraíram o seu perfume. A cor da sua pele é um misto de desejo e delicadeza. Os seus negros cabelos embriagam como o movimento do vento. No livro dos dias dela, escreveram as mesmas linhas que no meu: "Vais caminhar por longas estradas e datas. Vais ser feliz n'alguns dias. Todavia, o amor vai soprar-te a vida verdadeiramente, no dia em que os seus lábios tocarem outros lábios gêmeos em alma, seus. Ainda irás questionar acerca disso, porque no caminho para a verdadeira felicidade existem percalços. Mas haverá um dia, belo dia, feliz dia, incontável dia... Em que os céus se abrirão em clareza e conhecimento. E o seu coração sentirá a leve brisa da paz e queimará em êxtase do vermelho amor. Não saberás mais andar assim tão só. Sentirá saudade mesmo ela estando ao teu lado. Cada minuto sem ela, será como atravessar o deserto do mundo. Cada segundo ao lado dela, será como transformar o mundo num jardim de um Éden. Ela será tua Eva. Tu serás a Eva dela também".
Encontramo-nos! E antes de agradecer aos céus todas as noites por sua vida na minha vida... Indago: Ela é real? Amamo-nos! Ela é tão real quanto a minha própria existência.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Por: Carol Neres (Irmã minha *__*)
(Relato de uma menina de treze anos que enxerga com os olhos que o coração nos dá... Que ao invés de se preocupar com a cor do esmalte que vai usar, devota seu tempo e pensamento buscando soluções para sanar os problemas de uma sociedade já sedenta de cuidados. Ela, a menina, cansou de ser parasita... Quer ser quase enfermeira para cuidar desse povo quase cego com esse "verde" ou o "azul" ou o "vermelho" político que pintam ruas, calam vozes, matam famílias, levam a extinção a vida. - Carol Neres - Que segue os meus passos poéticos! - Meu orgulho!)
Nota de rodapé: Verde - a cor de slogan do prefeito de Cidade Ocidental - GO
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Dry Neres

Talvez ele o procure pela manhã, como um milhafre esfomeado implorando-lhe seus carinhos, os seus cuidados. Quem foi que disse que o amor não nos bate às portas? Vês?
Uma mistura de cores vestiu o meu globo ocular. Vês? Reconstrui a minha crença na eternidade do amor. Estava viva novamente. Na verdade, seguramente eu acabara de nascer. E como uma criança humilde e curiosa, eu me deixei ensaiar os primeiros passos. Desde então venho descobrindo o perfume da flor, o sabor da flor. E aquele sorriso moreno de cabelos longos encaracolados ou lisos, presos ou soltos... Ela é assim - Uma poesia transeunte externada em corpo de mulher. E o meu coração fica assim feito bobo... Até parece que eu amo. Vês? Amo sim!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dry Neres

Um dia, eu prometo... Ainda te escrevo um livro, com o título dos nossos dias e a foto tua estampada na capa. Dedico-te nem que seja umas quarenta páginas. Faço um diário e um álbum nosso. Seria um anexo, uma extensão nossa. Talvez eu já tenha aqui comigo algum dois livros prontos para te ver sorrir.
O nosso amor é um sujeito assim simples... Ajeita-se num abraço em dia frio. Alimenta-se de beijos. Caminha de mãos dadas. Viaja pensando em você. Dizer da felicidade ainda é pouco para nomear nossos minutos. Falar em céu é pouco para dizer da paz que você me traz.
Não vês que estamos a viver um conto de fadas, aMor?
sábado, 10 de outubro de 2009
Dry Neres

Às vezes a gente pensa mesmo é se tudo está valendo a pena. E a gente se questiona sobre nossa passagem aqui nessa Terra. Onde tenho foco? Onde a minha literatura tem o poder me levar? E de me resgatar? Eu já não sei se tenho carne e ossos e alma. Talvez eu seja somente mais um manequim com o sonho de ser gente. As cores de um cenário ofuscado se apresentam cada vez mais perto de mim. E eu temo o fim de tudo - O meu fim. Tenho sonhos de porcelana que facilmente caem e quebram sempre que me levanto. Criei um personagem que é difícil de alimentar. O meu caráter, já um tanto sem nome, pele, sentidos. O meu caráter já...
Impérios de papel. Montanhas de poesia. E mares de nadas. Vazios. Descontentamento. Sempre que lia nas literaturas as vidas dessas gentes desconexas, sentia pena delas. E agora, tenho pena de mim? São sensações alcoólicas. É só uma saudade que não passa. São só caminhos que se formaram de acordo com minhas escolhas cegas. O meu país foi derrotado por um exército invisível, de inimigos invisíveis que eu mesma criei. O meu país já...
Uma multidão de seres se forma em mim. Verdade e invenção se misturam ininterruptamente. Meus olhos não reconhecem se é dia ou noite. Frio ou fogo. Tudo tanto faz. Tudo a tanto já não vai bem. Eu preciso abandonar os palcos - Os textos. Eu quero quebrar os óculos porque de nada têm me servido diante de olhos cansados de não enxergar o que já me é tão claro. Os meus olhos dormem, porque já têm vergonha de mim. Os meus olhos já...
Eu já pensei tanto em mudar de cidade. Viajar uns três mil quilômetros procurando um cantinho para descansar os meus ombros. Eu sei que a solução está aí. Eu preciso tanto me livrar de mim. Já pensei em queimar os diários. E de que me adianta? Essas letras infinitas já aprenderam a me seguir fora dos papéis. Irrigam minha corrente sanguínea e... Eu preciso tanto me livrar de mim. Eu já...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Dry Neres
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
É dor, é fogo, desejo, encanto, fascinação. Sentidos. É incessante, arrebatador. Problemático. " Contentamento descontente". Não é como a paixão que é chama que se não alimentada apaga, é como o próprio ar. Nos mantém vivos, nos embala. Inexplicavelmente o néctar da vida, sentido até mesmo que em algum dia, em meio a algum devaneio, seja maldito. Nos torna divinos na mesma proporção que nos torna humanos. Faz com que seja sentido cada pulsar, cada contração, de todos os órgãos que compõem o tão frágil corpo em que habita.
Damaris de Carvalho
terça-feira, 8 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Dry Neres

Hoje em dia anda tão fácil de matar o amor. Nesses tempos de esfriamento, o amor implora aos seus ouvintes que Lhe dêem moradia, abrigo, consolo. Eu, por mim mesma, fui acometida pelo então Amor (sujeito romântico, cheio de predicados e hipérboles) - para amar alguém loucamente - com toda a intensidade que me mora. Faz dez meses ou ainda trezentos e quatro dias ou ainda sete mil duzentas e noventa e seis horas em que eu aprendi a comprender o significado de muita coisa que antes me passara despercebido. Almoçar se transformou numa tarefa dupla pra mim. Dormir também. Escrever também, visto que não consigo me ver tão solta dela. Antes de comer algo, penso se ela já comeu também. Antes de descansar as pálpebras, velo o sono dela mesmo que em alguns quilômetros poucos distantes. Antes de escrever reúno toda a inspiração que os beijos dela me dão.
Entendi, desde então o verdadeiro significado de poesia, porque ela se fez por inteiro todas as minhas letras alfabéticas e a minha coesão e a minha coerência. Penso que não me cabe tanto amor. E por isso, derramo-me em frases para dizer da divindade humana que me mora - Ela, a dona dos meus ais! Se mal visto esse amor ainda se faz, diante da 'pequenura' do campo de visão de alguns - eu insisto em desenhar nos muros, braços, beijos, olhos o tamanho desse cuidado que devotamo-nos. Eu grito assim tão alto, não para causar espanto ou por rebeldia. Eu grito tão alto assim para derramar mais cor no mundo, porque não há amor no universo - 'mais aquarela' que este que mora no peito meu. Ah, como me é divertido rir dos seus risos largos. Como me é delicioso beijar os olhos enquanto dormes. Acariciar teus cabelos negros rosados. Abrigar meu corpo no teu, como a mão abriga a luva - ou vice e versa ou isso e tal.
Eu tenho encanto e ternura por tudo o que ela faz. Na verdade, não é segredo meu, que eu acho-a uma das mulheres mais lindas desta Terra inteira - (ela só não ganha o 'pódio', porque tem aquela que me gerou e pra ela ofereço todas as flores de todos os jardins e ainda, para a que é irmã minha - na verdade alma gêmea minha, minha criança e amor primeiro). Tenho em mim a loucura dos que amam. Da loucura mais sã que meu coração pôde provar, quero embriagar-me infinitamente. Infinitos são os seus beijos, amor! Infinitos são nossos abraços e risos exagerados! Desesperada é a minha respiração quando te encontra. Úmidas são as minhas mãos quando te alcançam.
Eu a amo de uma forma tão indescritível - Imensa. Faz dez meses que nossos lábios se acharam um n'outro, todavia meus olhos já te procuravam incessantemente. A minha poesia buscava os teus olhos de mar, desde que eu fiz o movimento de pisca-abre de pálpebras aqui nesta esfera denominada Terra. Eu já te desenhava antes mesmo de te ver, assim tão de perto. E nos meus sonhos de amor, suas mãos já me acariciavam. Eu ja te amava, antes mesmo de te conhecer.
domingo, 30 de agosto de 2009
Dry Neres
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Já diziam os poetas, que tudo deve se calar diante do amor. Conceitos, arquétipos, razões. O amor é a única verdade que deve ser seguida. Antes de amar alguém, nosso coração não funciona como um 'buscador' de informações, espécie google. Ele não se importa se o meu gênero sexual é o mesmo que o seu. Ele não pergunta onde moro. Ele não questiona nada, pois tudo deve se calar diante da máxima de que se deve amar o seu próximo.
Existem os dogmas, as morais de rebanho, as verdades inventadas por homens que infelizmente não conhecem a verdadeira face do Deus excelso que existe além das literaturas, além das nuvens que o encobrem no céu. Ele é um Pai de amor. Ele derrama lágrimas cada vez que observa os filhos seus julgarem assim uns aos outros.
Amar entre iguais, não é ser diferente. Amar entre iguais, não é deixar de ter caráter, ou coração, ou família. Não é uma deficiência ou anomalia. Deficientes são os que insistem em enxergar apenas com o globo ocular, enquanto que a nossa bússola, deveria ser o coração. Ter preconceito é muito fácil. Julgar é melhor ainda. Buscar razões para atirar pedras nos 'leprosos homossexuais' é tarefa fácil para os ditos 'normais'.
Os que ousam ferir com as palavras, serão devorados por ela, como uma planta carnívora e feroz devora sua presa. Tente exalar mais palavras como: Obrigada, Por favor, Eu te amo, Posso ajudar. Ao invés de: Sapatão, Viado, Homossexual Leproso, Gay. Existem coisas mais importantes para se fazer quando se entende o real sentido da existência. Se você ainda não percebeu isso, talvez seja porque ainda não tenha entendido a frase tão suma de Platão - 'Penso logo existo'. Você existe?
Relato de uma mulher que ama outra mulher (o que poderia ser também o relato de um homem que ama uma mulher - nada haveria de desumano, nada haveria de anormal): 'Desde que te conheci tem sido primavera. Tenho sentido o aroma sutil do amor. Tenho me desdobrado em várias para devotar-lhe cuidados. Faço-o assim, porque nunca a loucura e a paixão, gêmeas que são, me acometeram de forma tão avassaladora. És o néctar dos meus lábios'.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O amor me transmutou. Fui lançada a um país que nem mesmo consta no atlas. Tenho aprendido a me alimentar das cores infinitas e das nuanças várias que teu perfume me provoca. Sinto-me mais mulher, mais madura e cada vez, mais amada. Faço planos para o nosso amor. Muitas vezes em silêncio, faço planos de preparar o teu café da manhã e de ser teu cobertor à noite - durante a contagem de infinitas luas - durante o cálculo matemático de incontáveis segundos. Faço planos de ser tua enquanto o amor assim nos permitir. Recorto as impressões que teus lábios me causam e digito-as em minhas pálpebras. Exalo romantismo. Tenho em mim a cor exata do amor. Exalo paixão. São teus olhos nos meus. É teu corpo que me fascina. Permeia todos os esconderijos secretos dos meus pensamentos mais longínquos. Exalo romantismo. E desconheço toda a minha poesia. Tem sido cada vez mais difícil dizer de tal amor. Tem sido mais difícil expressar em linhas, frases, letras tanto sentimento, tanta verdade. Se o poeta é um fingidor... Abandono a minha carreira; abandono a minha vocação... Só sei falar de verdades... E a verdade é que eu te amo... E não sei mais dizer desse amor... Me basta o teu beijo... Ah, e aí eu navego, me perco...!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Dry Neres

sexta-feira, 24 de julho de 2009
Dry Neres

segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dry Neres

Tua imagem refletida nas águas foi o meu presente. Foi-me como tocar as nuvens do céu que nos cobria com a palma das mãos. Os teus beijos me invadiram. Suas mãos procuravam desesperadamente minha pele tão branca e aveludada (tu que dizes!). O nosso contraste me instiga. O sol dançava diante de nossas faces apaixonadas. As árvores se moviam de acordo com o bater dos nossos corações em sintonia. As fotografias capturavam o que podiam daquele momento surreal. Você, linda. Você, minha. Você, estrela. Eu, teu sol. Nós, amor!
Sempre que algum desentendimento tenta nos acometer de forma a fazer meu rosto se afastar do seu, lembro-me dos nossos sorrisos, dos nossos beijos, do sono teu que velo com todo cuidado. Lembro-me do amor que nos devotamos, do corpo uno que nos fizemos. Cada momento com você é único, indescritível, doce. Doce são suas palavras. Doce, esse amor, minha Estrela. Diante de ti, emudeço! Contemplo os teus olhos como quem acaba de nascer e sente naquele instante o cheiro de felicidade. Amo-te como quem encontra oasis no deserto e sorrio das suas falas mesmo quando em silêncio estás. Suave, me é afagar os teus cabelos negros enquanto dormes. Suave, me é mapear o teu corpo com as minhas digitais e deixar contigo o perfume que tanto amas - o meu perfume em teus seios e mãos.
Se há algo nesse meu coração que não se esconde é o amor que transborda de ti para mim e de nós para o universo. Atravessei todos os obstáculos ardilosos como quem atravessa o mar vermelho em fúria e de muletas... E o amor sobreviveu, venceu e hoje frutifica. Eu amo porque sei que parte minha és. És órgão meu. Veias, artérias, fibras... Tu estás em mim, tal como há indícios de vida em meu suspirar.
quinta-feira, 9 de julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009
Dry Neres
sexta-feira, 3 de julho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009
Desde que te conheci tem sido primavera. Tenho sentido o aroma sutil do amor. Tenho-me desdobrado em várias para devotar-lhe cuidados. Faço-o assim, porque nunca a loucura e a paixão, gêmeas que são, me acometeram de forma tão avassaladora. És o néctar dos meus lábios. Tuas mãos me conduzem e me elevam ao mais perfeito estado de devaneio, prazer. Não seria exagero dizer que nunca tivera eu amado assim, outra (o). A minha vontade agora seria abandonar este meu local de sentar e fazer poesia com um vínculo quase empregativo e alavancar-me em seus braços e seios, que são meu local de sorrir. Escrevo-te porque assim libero parte do êxtase vermelho de amar que me invade. Escrevo-te porque ontem embebedei-me da tua presença e ainda hoje tenho teu perfume nos olhos. És sem dúvida alguma, a deusa nórdica das minhas poesias.
Minhas palavras ainda hão de habitar um livro com o nome teu. Escrever-te-ei com aflição, a saber, se teus olhos terão encanto na minha poesia tão sua. Escrever-te-ei com toda a verdade que me mora. Escrever-te-ei com a conjugação própria a que me conduziste a sentir. Não serão apenas páginas folheadas de verdades, Amor. Serão ainda mais: serão minhas próprias fibras a falar-te, porque me sublima como poetisa; porque me demove a ser o melhor em mim. Ao folheá-lo sentiras o nosso perfume de amor. Ao lê-lo assim lembrarás-se de cada dia/noite em que nossos corpos se desejaram em calor Celsius. Cada suspiro nosso habitará em ti como se cada momento vivido retornasse numa força de toneladas duma vez só. Encontrarás um beijo nosso em cada página. Minhas letras transbordarão em ti. Derramar-se-á todo o amor que meu coração faz ecoar em mim, em seus olhos.
DESDE QUE TE CONHECI
TEM SIDO PRIMAVERA.
E SORRISO.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Dry Neres

Versus: O que falta é coragem! O que falta é... Deixar de amar!
Proso: Ora, Sr. Paulo... Então é possível?
Versus: Assim como veste, agasalha, afaga... O amor também foi programado para desabrigar. Digo, não o amor em si. Exorto-te acerca do-s sujeito-s empregado-s no verbo.
Proso: Tudo seria mais tão fácil se então pudesse terminar em poesia. Puxa a cadeira, molha a ponta do lápis, enverga a folha, derruba dois dedos de qualquer líquido e dorme.
Pairo acima de algum lugar em mim. E percebo-me ausente.
Quando sinto-me assim é porque preciso da multidão de São Paulo. Daquelas ruas geladas, de rostos fugidios, imagem forçada. É porque quero te perder lá no meio. Esquecer sua voz lá dentro. E percebo-me ausente.
sábado, 13 de junho de 2009
porque ontem seus lábios
não me deram trégua
Dry Neres

terça-feira, 9 de junho de 2009
Dry Neres

sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dry Neres

terça-feira, 2 de junho de 2009
Dry Neres
Um Amor Puro
Composição: Djavan
"O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado pra te dar. E todas as horas que o tempo tem pra me conceder, são tuas até morrer. E a tua história, eu não sei! Mas me diga só o que for bom. Um amor tão puro que ainda nem sabe a força que tem... É teu e de mais ninguém! Te adoro em tudo, tudo, tudo!!! Quero mais que tudo, tudo, tudo!!! Te amar sem limites, viver uma grande história. Aqui ou noutro lugar, que pode ser feio ou bonito... Se nós estivermos juntos haverá um céu azul. Um amor puro... Não sabe a força que tem. Meu amor eu juro, ser teu e de mais ninguém. Um amor puro"!
182 dias ou 4.368 horas ou ainda 10.920 minutos - Seven s2
Estou ligeiramente encantada com o teu sorriso. Acho que estou apaixonada! É possível então apaixonar-se pelo mesmo Ser diversas vezes? Por e com você o amor é infinito. É uma carta de data invisível. É algum elemento inelegível. Só é por si só possível, quando nossos lábios e almas resolvem cuidarem-se. Eu faço amor com as palavras que se derramam de mim. Eu faço canção das lágrimas de alegria que sopram de nós. Entre os labirintos do que nomearam de amor, estamos. Embora, alguns espinhos tenham insistido morar em nossas pétalas, estamos. Voltamos! Mais fortes, mais mulheres, mais humanas, mais verdade e menos ausência. Estamos! Eu amo cada hora dessas em que as Estrelas me permitem o brilho de sua Regente maior. Eu amo cada loucura nossa. Eu faço preces, e sou religiosa e tenho fé na junção dos corpos nossos. O amor me rouba a descrença. Eu me visto da felicidade e banho-me no brilho que nossos olhos refletem. Eu me visto de felicidade e saio pelas ruas encorajada à permanecer em nós. Eu amo você!
terça-feira, 26 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009

Sinto-me como uma cadeira de balanço. Ali, estática. Silenciosa. Fria. Emocional. Passional. Só. E é como se todos os braços de todos os mundos não fossem suficientes para me abraçar. Porque o meu abrigo é você. Porque eu sinto falta do gosto do teu café nos meus lábios. Eu sinto falta do teu sorriso beijando meus instintos. Eu desenho-te em poesia. Tatuo nossa ausência no meu ato displicente de escrever. Não... Não quero te comover com a minha retórica. Antes fosse retórica. Mas é só verdade. Mas é só dor de amor. Amor dói?
Recordo-me com roer de unhas, dos nossos planos de tomar a areia e o mar num gole só. Recordo-te em livros que eu desejara escrever um dia. Recordo-te nos frascos vazios de perfumes que gastei no meu corpo para sua alma cheirar. E dos nossos beijos mais doces, em que o passear de lábios era dança ainda não inventada. Inventamos um jeito só nosso de ser. Fundamos um mundo só nosso, cheio de particularidades, CDS, vídeos, roupas, estrelas. Mas num belo dia, saí para trabalhar, esqueci as chaves... E quando voltei o mundo seu/nosso, estava trancado. Fiquei! Cadê você?
E se eu me revelo tanto. É só desespero. E se meus olhos não disfarçam a dor. É só canção. Eu tenho sido só ausência. Mas é você?
Anoiteço. Emudeço em lágrimas. Onde estou em mim?
segunda-feira, 18 de maio de 2009

Caminho pela cidade, assim descalça. Não me alimento de outra coisa que não seja do teu cheiro guardado em minhas mãos. Eu quero ser multidão. Quero abrigo. Preciso de um relógio sem ponteiros. Quero rasgar os conceitos; queimar as bibli(a)ografias que insistem em confundir nosso amor. Quero cortar as línguas das morais de rebanho e dos pré-con-ceitos que insistem em queimar tua/nossa pele. Nesse mundo de hipocrisia desmedida... Eu quero fugir da racionalidade. Dormir na vertical. Reescrever minha história cheia linhas unilaterais; cheia de teias e esconderijos subterrâneos pro meu Eu.
Eu quero gritar para os conceitos dos ‘Senhores Donos da Moral’ que o amor é maior que tudo. Quero morder as veias das regras, dos i-mora-is. Eu tenho pena de tudo o que nos afasta de nós. Você está em mim mais do que me era permitido perceber. Nem numa raspagem ocular tirariam você dos meus olhos. Eu tenho pena de tudo o que nos afasta de nós. Nem um transplante de pele tiraria seus poros dos meus. Mas, voa minha criança! Vá passear com as ondas do mar que desenham tua pele na minha. Voa minha criança. Amar é saber aproveitar o tempo que Deus nos concede com a pessoa que faz nossos órgãos pararem por alguns instantes. O tempo se derrama. Líquido é. Hoje descobri então, que não sei amar. E ainda cometi um pecado devido à falta de sabedoria no Amor: Pedi pra Deus guardar o nosso ‘enlace de almas’ pra sempre. Pedi pra você ficar na minha vida pra sempre.
Não há custódia perpétua que demarque a permanência do amor em nossas vidas. Borboletas pousam, encantam, e partem. Vão alegrar outros mundos. Você me fez melhor. Mas, no âmbito da minha ignorância e egoísmo, confesso que quereria mais um bocado de alegria.
sábado, 16 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dry Neres

Ela esteve em San Petersburgo. Também não sei o porquê. Ela esteve em cada artéria sua; para se despedir de si mesma, talvez. Impávida e encolhida ela esteve por algumas horas. Queria abraçar todos os seus órgãos. Abarcar todos os seus ‘sentires’. Sugeria a si mesma, minutos contados de respiração. Sorria enquanto chorava ou vice ou versa. Ela construiu um muro ao redor do seu coração. Odiava ler notícias populares. Não, não sabia ser normal. Enxergava beleza na dor. Extraía das canções mais que notas. Vez ou outra abria sua casca e mantinha um convívio social. Uns cigarros ou outros às escondidas até da própria sombra. Cabelos penteados ou somente artefatos. Mantinha um sorriso labial. O que não era o mesmo que sorrir pelo órgão muscular oco, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Tirava as amarras cotidianas após e, enclausurava-se no seu mundo aéreo, quase lateral. Ela não sabia ao certo o que é o amor. Não sabia exatamente nada de conjugação de verbos humanos. O seu léxico era limitado. Sentir, ela sabia. E só. Bastava. Não comia. Não dormia. E se perguntava o porquê de ter que respirar. Ela morava num casebre. O casebre era ela. Estava nela. Era meio irmã das coisas fugidias. E tinha um medo exorbitante de tocar pessoas. Sabia ela, que dia ou outro as pessoas iriam embora e ela ficaria nua novamente. E nesses dias de frio intenso, ela escreve, escreve. Imprime seus sentidos no seu corpo. Não há muita coisa a fazer. E confundo-me. Estranhamente é confusão. Não sei mais quem sou eu e/ou quem é ela.
quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sou inquieta. Ciumenta. Poética. Sutil. Velha. Nova. Arquetípica. Silenciosa. Ilha de mim. Sou várias em uma só. Multidão de São Paulo. Calmaria em Compostela. Tudo em mim parece acelerar-se. Quando criança, não sabia ter olhos de criança. Quando 20, tenho 70. À frente. Tenho os cheiros de todos os versos que se misturaram com o meu corpo. Confundo-me com os papéis de cartas e diários antigos que se jogaram pelo o meu local de abrigar o sono. Tenho o corpo suave. Mantenho os pés assim fora do chão, na tentativa egoísta de não fazer sangrar o coração. Nomeio o que sou e sinto como estado epifânico, todavia não sei o que fazer com a imagem que vejo nos espelhos. Corro do que descobri. Escondo-me dos registros que guardam de mim. Não atendo aos meus sentidos oculares quando à força esfregam em mim algumas rugas ou os meus lábios de outrora.
E de repente o cenário muda. Sou outra novamente. O que era presente, virou vazio. E mesmo feliz tenho a necessidade de falar sobre tristeza. Isso é arte típica dos fingidores de 'sentires' - poetas. Imito-os. Invejo-os. Derramo-os sobre meu corpo nu de conceitos. Sou quadro em branco à espera da pintura nem que seja rupestre, mas que seja pintura. Que invada o vazio que o branco se fez em mim. Tudo que ouvi no decorrer da breve existência minha até então, se aglomerou em blocos pensamentais que hora ou outra permeiam a parte do corpo meu responsável por sentir dor. Dor por tudo que o ser humano é. Dor por saber que aqui estamos sem compreender porque estamos. E fazemos o que achamos que devemos, todavia não sabemos. Compramos carros, casas, fazemos amor, guardamos algum cigarro... Cantamos, respiramos, fazemos amor novamente e caminhamos. Vejo um circulo nesse caminhar.
38 gritos expelidos num corpo só. Numa alma só-várias. Em questionamentos mil. Em estado de vida-cena-teatro. Somos todos atores. Funciona assim: Sorrimos o dia inteiro, interagimos com o social, almoçamos com os amigos, vamos ao banco. E sempre que perguntam - Você está bem? Dizemos que sim! 38 gritos expelidos num corpo só, são quando os pés tocam onde ninguém pode te ver, analisar, julgar, cobrar. Aí você é você. Aí você tira as roupas, alisa as coxas, amarra os cabelos. Aí é que você chora, promete e implora. É aí que você se vê. Percebe que embora cercado de outro um milhão de vidas, você é só. Porque sua dores não são expressas em veia ou outro material que possa ser compartilhado. Abstrata é. Cabe a você então, transcender os seus 'sentires' e se apegar à mantras, crenças, mundos laterais ao real. 38 gritos expelidos numa alma só-várias quando não se quer falar da beleza de nada. Quando não se permite brincar que tudo é perfeito, que todos são adoráveis. Em cada grito, uma verdade de três versões díspares. Uma verdade só... Somos desconhecidos de nós. Eu, por assim dizer, sou ilha minha.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Dry Neres

Meus olhos desacreditam das bibli(a)-ografias que tentam definir o que é a fé. Enclausuram a figura de um Deus-carrasco, um Deus-chicote, que na verdade só é Deus-Pai, Deus-Amor. Não tenho mais vontade, sede, saudade... Até que motivos tenho muitos... Mas perco-me na falta de coragem. Lembro-me do tempo que meus olhos sabiam ser humildes e se fechavam para agradecer-te pela dádiva que é a vida que a mim foi concedida. Invejo os momentos em que eu sabia orar quando medo meu coração sentia. E peco, por não ter coragem, por ter inveja-saudade minha, por continuar de mãos cruzadas. E peco, temo, tremo, choro... Corro feito criança perdida na areia molhada pelo mar que sou. Escrevo com a tinta dos meus pulsos nos cadernos e diários que inventei para gritar as minhas dores. O corpo cansado pede cuidados. E questiono-me acerca dos acúmulos materiais que todo homem ousa fazer. De que vale tudo? Por que não gastar seu dinheiro comendo algo que deseja muito, ou indo ver o filme que quer muito, se amanhã mesmo seus olhos poderão deixar de abertos estarem; se hoje mesmo seu coração pode cansar-se de ser artista e protagonista; se sua carne logo voltará ao seu estado primeiro: pó. ?
Eu quero mesmo seus cuidados de novo. Seu abraço apertado. Uma canção para brindar o amor. Um sorvete gelado. Andar de meias. Distraída. Andar de mãos dadas com as suas mãos. Se não for pedir demasiadamente, quero sóis coloridos, sorvetes de pistache. Quero o amor, meu bem querer enraizada(o) bem aqui no peito meu. E que todas as noites de estrelas muitas ao lado do amor, meu bem querer me seja cada vez mais felicidade. Desejo, outrossim, que a pureza, doçura e simplicidade desse amor, seja considerado pelo Senhor mais uma conjugação do verbo amar, que por vezes, assim sendo 'irregular' é mal vista aos olhos dos imorais. Eu quero amar entre iguais, sem classificação, sem excomungação. Quero de novo os teus olhos serenos ó Deus, sem medo de desaprovação. Eu quero que esta carta alce vôos... Amém!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Dry Neres

Não me vejo assim, não mais como sujeito independente.
Somos juntas (os) um arquipélago de cuidados, afagos.
Nossos corpos se traduzem, se desejam, se esperam.
O movimento frenético de roer unhas revela a minha ansiedade em te ter por perto
– Quando: Sempre!
Apaixonamos-nos diariamente.
Mandamo-nos flores em forma de beijos na mesma quantidade
De estrelas que existem no infinito.
Nosso cuidado ultrapassa os conjuntos numéricos, silábicos, geográficos.
Descubro e aprecio a doçura da alma tua.
Repousar a minha face sobre a tua me tem sido como a calma das nuvens.
É sempre algo novo.
É cada vez mais real.
É cada vez mais amor.
Nossos corpos se abrigam, multiplicam.
Nossa entrega é fotografada pelos deuses.
Nosso amor é romance parnaso.
És mais que o melhor em mim.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Dry Neres

Nos teus olhos pude aprender que existe poesia na alegria, que os poetas podem tocar o amor, que a solidão que então me acompanhava era pequena e se apagou... Partiu, visto que seu abraço abrange todas as células minhas desse corpo tão pequeno e frágil, desse corpo que tem como iniciais o nome teu, o perfume teu, a foto tua impregnada nos olhos refletidos n’água!
Pensei que sabia tudo das estrelas. Li em alguns livros que elas têm brilho próprio, formato singular, calor quase milenar. Ouvi em algumas músicas que as estrelas são esferas quase nucleares que brindam o amor, que inspiram os amantes, apaixonados.
Mal sabia eu, minha amada, que o brilho das estrelas mora logo no beijo teu. Senti-me uma desconhecedora de palavras e arpejos e notas e desconhecedora, sobretudo, e sobre-todos, de todas as filosofias que os homens inventam para explicar os desígnios de Deus. Mal sabia eu, minha amada, que o brilho das estrelas iria eu conhecer nos lábios teus.
E cada passear pela tua face me é como desenho de cada estrela dessas. E só deram o nome de Estrela, porque o homem, burro que é, esqueceu-se de perguntar o endereço teu; esqueceu-se de procurar teus dados, nos bancos de dados das coisas mais lindas, tão lindas que o Criador de tudo e dos céus, pintou!
E elas, só brilham e encantam e apaixonam seus apreciadores, porque aprenderam sumariamente com o teu caminhar, como é doce, como é eterna a nostalgia e fascínio do teu jeito assim sublime, quase sem par. Se me deixares somente ouvir teu guizo sorridente numa estrela dessas, e deitar-me, porventura, nas ondas que fazem os cabelos teus, serei eu feliz... Sentir-me-ei logo, quase estrela, quase apaixonada... Mais que amante teu!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Dry Neres
Uno os cacos, cactos, casebres, cacofonias, casos e causos, casas e gentes. São elos que invento na utopia de tapar alguns espaços meus. Cato palavras, colho músicas, capturo lágrimas para enfeitar poesias que saibam encher olhos famintos de rios largo-extensos, de líquidos sumos tão necessários ao movimento tão aclamado pelo meu eu, tão já desesperado - Movimento de pisca-abre, pisca fecha, pisca-morre.
N'alguns séculos destes que tenho vivido troco as bermudas por várias cores. Bebo cada cor como se cada uma, de cada qual fosse minha de verdade. Não peço licença ao entrar em orquestras humanas, divinas, insanas. Não tenho coragem, mal tenho coragem, de fitar-me no espelho. Sou outra. Sou várias. Sou o caos mesmo quando tudo é só calmaria.
Tenho a urgência de todas as flores. Tomo conta da doçura que me fora conferida com precisão. Tenho luvas de poesia, tenho os pés não sobre o chão. Entre emails e globanalidades, quero meu sossego, minha rede pra me embalar. Entre os transgênicos e os clones, quero só fotos 3x4, preto e branco pra minha memória desistir de esquecer dos meus sorrisos - Longínquos!
De beijos intermináveis quero encher os meus dias. Desejo vestir-me da sutileza e maciez das mãos de majestade 'Principal' (termo que emprego para dizer de príncipes, princesas, porque nos meus devaneios, posso imitar alguns poetas) - suas. Eu bebo a solidão do mundo e sinto que não pertenço a essa esfera aqui que piso. Já não me sinto de tudo, só nesse mar de braços e pernas... Já me é diferente o viver, porque de alguma forma a tua presença me transmuta.
Sim, não me julgo, nem me mutilarei por gostar de escrever dos amores e das dores, com as mesmas letras, nas mesmas poesias. É uma mistura agradável que me agrada facilmente, visto que sou duas e o ser humano é um-dois eterno (S) dúbio-s. Sou loucura aos meus olhos. Sou um vício saudável se souber se alimentar dos meus sorrisos e frases em construção de Regência reticente.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
- Poesia em Carta do Meu-Nosso Amor -
Dry Neres

Digo-te em resposta a tanta poesia-verdade-nossa, que eu já não caibo em mim. E nunca foi tão real, você na minha vida! Eu posso te tocar; eu sei que você está comigo; eu sei que nosso amor é de verdade; eu sei que quero você, mais e mais e sempre e sempre... Nada das/nas literaturas e gramáticas por onde morei e fui peregrina, podem traduzir o que é a grandeza desse sentimento. Realmente, não sei dizer... Sinto-me pequena diante do nosso amor!
Sou refém, recém... Brinco de tocar a felicidade, você, nosso amor. Sou bailarina em espetáculo, sou artista, espectador. SOU, quando ESTOU com VOCÊ!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Dry Neres

segunda-feira, 6 de abril de 2009
Dry Neres

quinta-feira, 2 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009
Dry Neres

'Please, don't wake me, no, don't shake me. Leave me where I am - I'm only sleeping'.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dry Neres

Pensei na forma melódica que é o viver... Toquei a morte de forma um tanto despercebida. Vi lágrimas rolarem das faces nossas, das faces amigas, daquele sarcófago que centralizado se fazia naquela sala fria. As mãos espalmadas e no 'olhoaquele' traços de dor sem descrição. Vi flores de morte, velas sem sorte, roupas escuras na indicação do luto. Vi 'ladoutro' morte outra, lágrimas-rios outras. Nós nascentes e morrentes, falantes e emudecidos. Nós, nadas. Nós, pó. Nós, véu. Ela, agora túmulo. E penso nas canções. A natureza chorou ontem ao entardecer. As lágrimas dos anjos derramaram-se sobre nossas cabeças. A grama enverdeceu-se para receber-te. Ouvi dizer que dos pássaros emanavam canções de pêsames invólucros do diálogo das consonâncias que é a vivência/morrência nossa.
Foi como escutar Radiohead numa tarde quente, de muita gente, com sorrisos nulos. Num campo minado onde o X imperceptível a esses olhos terrenos delimita quem será o próximo a habitar a mansão dos doentes de espírito... Ou melhor, os ausentes de espírito, visto que espírito aquele deixou de morar no corpo este. Como se conformar? Como entender que a jornada de vida tem fim? Como aceitar que a figura da morte com seu cajado impiedoso bate à porta nossa, da família nossa? Pensei que morna seria eu ao me deparar com cena aquela, mas vi-me desconsolada, vi-me amedrontada com essas consonâncias contraditórias.
Vai ser impossível não deixar uma lágrima cantar quando naquele antigo local de morar dela, meus pés se calcarem e meus olhos visualizarem o seu local de repouso e observação da gente. Vai ser impossível não lembrar e não sentir remorso da forma despercebida que temos, Humanos, em esquecer-nos de dar a atenção devida aos que compõem nosso amor. E é inevitável pensar que poderíamos ter feito mais, que poderíamos ter amado mais.
Nada é definitivo. Nem a morte é o nosso estado final. Ainda existe mais depois dela. É nela que a grande jornada se inicia. Mas infelizmente não conseguimos conjugar o verbo conformar... Por enquanto não!
'No alarms and no Surprises'... Diz-nos como entender?
*Que as nuvens a abrace, minha querida Bisa... Que as rosas que tanto apreciava possam beijar sua face tão cansada. Faça das nuvens seu algodão-doce e dance com o vento agora que pode, agora que seu corpo já é tão leve. Amamos-te!
quarta-feira, 18 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009
Dry Neres

Penso que é razão de ser e existir, o tal verbo amar.
Gosto do seu riso infantil, amor meu. Aprecio com delicadeza e num grau de observação absurdo o passar dos dedos teus que se entrelaçam em meus cabelos ondulados. Finjo que durmo enquanto te sinto passear em minha face com seus lábios em ato de acariciar e fazer dormir. Amo a leveza com que você conduz suas palavras em desatino ao meu aparelho de observar letras. Gosto da nossa intensidade incompreensível aos olhos de alguns e nosso carinho visto como loucura aos olhos de outros. Guardo de forma ímpar os seus suspiros e as canções que ousas balbuciar nos nossos atos românticos. E entre as flores está escondido o nosso cuidado. E cada pétala representa uma noite em que seu corpo habitou o meu na mais suave brisa dos tempos em que o vento uivava na janela. Gosto da confusão que é os seus cabelos nos meus. Amo recitar poemas com rosas vermelhas em punho, só pra te convencer que você é minha religião. Só pra te convencer que seus lábios ainda são para mim com oásis no desesto. E que seu colo ainda é o lugar mais seguro para eu morar com meus devaneios. É doce, tão doce sentir teu cheiro suave na minha camisa. É doce, tão doce, brincar de beijar minha pele, por onde seus lábios passearam.
És canção. És meu amor. É bom te ter completa, aqui na minha vida. Eu amo você!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Dry Neres

terça-feira, 10 de março de 2009
Dry Neres

Pingam algumas gotas nesse solo quente que me faço. Permeia alguma água que escorre por esse coração. Desenlaça uma alma de um corpo. Envolve os cactos com esses versos soltos. Penso que sou o próprio deserto personificado. Deserto não é sempre vazio. Deserto tem sol, tem gente, tem céu, tem mito, miragem, canção. Desertos têm príncipes, galáxias, nadas. Penso que nossa liberdade é tão limitada, encarcerada. As gentes nesse mundo são tão estereotipadas. Se você saí um pouquinho da linha do que ensinaram nas gramáticas, literaturas, constituição, você é considerado estranho. Se você não concorda com o que as placas dizem, com o que os dirigentes das massas pregam, você é considerado rebelde. Se você ama, simplesmente ama e seu amor não pode ser fotografado e seu amor não pode de mãos dadas com você caminhar pelas calçadas... Você é considerado desumano, anormal. Você se enquadra no padrão?
Sou deserto quando penso na falta de amor, calor humano. Sou deserto quando vejo homens vestidos de relógios, calendários, monopólio. Não se pergunta mais o nome das gentes viventes. Indaga-se acerca das contas bancárias, dos títulos dos livros, dos vinhos que se degusta. É uma contradição, brincar de enjaular palavras bonitas na garganta, brincar de ser humano que ri, sonhar com a crença de dias melhores. É contradição maior ainda ser poeta e usar computador, ver televisão, embarcar no avião. Peco quando tento não ser deserto meu. Peco em duplicidade quando finjo ser eterno o tocar de mãos, o beijar dos lábios, o abrir dos olhos. A eternidade é utopia dos que ainda não cegaram. Ceguei!
Dói-me avassaladoramente ver que os anos se passam, os carros aumentam, mais bebês nascem, muitos velhos morrem, e penso no caos que é pensar. E penso no caos dos desertos milhares muitos vários que somos. Que me perdoe a sintaxe gramatical pela minha ignorância literária. Que me perdoem os lexicos, silábas, frases, pois minhas mãos são desertos aguados, só escrevem. Não penso para escrever. Não é necessário pensar. Eu sinto que as letras vão me tragando, vão me fazendo cócegas e preciso rápido, tão rápido e demasiadamente largá-las aqui. As sílabas vão fazendo eco nesse deserto aguado e deixam em estado de transe espacial, com os lábios secos como se eu as pronunciasse a exércitos de sessenta mil homens cada. Vejo-me em ato de parir, de morrer nessas linhas que terão como túmulo essa lápide de texto acerca do deserto aqui nesse lugar de abrigar meus besteiróis que eu ouso chamar de prosa poética. Respiro pouco aqui... Estou fotografando as paisagens que formo no meu singular pluridesertificado estado estático do pensar e fazer. E nada faz sentido. As palavras não se acham, não querem se abraçar e como ter um câncer sem vírgula sem possibilidade dessa cura que é viver e achar que se vive bem quando o caos se instaura dentro e fora de você e não há literatura nem canção nem verso de shakespeare que te prove que te faça se assumir como ser tem veias e sangue que corre pelo corpo que já se julga ser morto em estado de vivência e eu tento não sentar ali naquelas pedras e bancos de areia para não me sentir tão cansada e não espero que alguma ave me arranque desse estado sem líquido no deserto e não aceito que as vírgulas me arranquem dessa construção do meu respirar ofegante e dessa dor e felicidade que é digitar quase arrancando as letras desse aparelho que inventaram para facilitar a rapidez do gozo veloz das palavras que me tomam e me canso e paro.
segunda-feira, 9 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009
Dry Neres

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nunca, nunca mesmo me vi diante de uma situação tão dolorosa. Não se decide uma vida, como quem decide que roupa usar. Sempre fui péssima em lidar com escolhas. Não sei coordenar bem nem se uso o anél no dedo polegar ou médio. 'E me aparecem duas coisinhas'. Venho oscilando a umas quarenta e seis horas mais ou menos. Ora penso saber o que fazer. Ora, penso ter cometido ato de impulsão típico meu. E sofro como poeta em duplicidade, sem verso pra cantar. O problema agora não é ausência. É exagero. Quem foi que disse que os amores não são abundantes? Quem disse que poeta não pode amar duas vezes, duas vidas díspares? O retrovisor do meu carro reflete face duma. O espelho auxiliar direito, reflete face outra. Certa música me traz uma. O violão me lembra outra.
Ôh Deuses dos céus, logo comigo que não sei ter o dom de escolher bem. Sinto remorso. Sinto-me como troféu em tempos de competição. E não é bom pro meu coração se sentir assim. Disputada! Ôh elementos vivos desse ninho chamado Terra que abriga e abraça seres de tão ambígua e polar existência, porque abrilhantais meu mundinho singular com duas estrelas duma vez só? Porque não guardaste pedacinho disto para mais adiante, quando a decepção que é certa chegar para o coração dos que se enamoraram por almas? Olha, guardo comigo as lágrimas minhas embrulhadas numa carta com perfume de rosas. Quisera mesmo guardar só os beijos, as danças, os arpejos em braço de violão e em dedos que encobrem mãos. Mas sou artista desesperada, em balanço duma corda só. Aliás, balanço de duas cordas. E digo novamente - 'E me aparecem duas coisinhas'.
Se eu dissesse ser meu coração duro, mentiria. Coração mole é o meu. Coração bobo é o meu, que esquece e tira armadura pra viver de novo o que já se viu machucar a alma outrora lá atrás e daqui pro vindouro. Coração pequeno tá o meu. Cabe bem aqui nesse ato de teclar, mas não sabe abrigar esse turbilhão de emoções que invadem meu ato de piscar, meus olhos em exatidão.
Escolha podia ter outro nome. Escolha tem nome camuflado de castigo. Minhas escolhas, poderiam se chamar, sonho ou pesadelo. Mas não deveriam participar desse momento tão imprevisível meu. Sou desconhecida de mim. Amor é matemática também. Mas nessa matemática não há fórmula, nem cálculo exato.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Fui atropelada por um caminhão de sentimentos. Divi-dida, ao me-io. O meu amor deu-me 'carta branca' pra alçar novos vôos, dizia não querer me prender. Fui, pássaro que sou, e permiti-me. Mesmo com a asa machucada, mesmo com o coração exposto ao calor do sol, parti! Encontrei repouso, cuidado, afeto, encanto... Encontrei um sorriso indescritível, mãos artesãs que cuidaram do meu sono, olhos carentes pedindo carinho. Encontrei braços amigos que souberam me abraçar enquanto a falta tua eu sentia. Encontrei compreensão naqueles olhos, doçura naqueles lábios e naquela voz estonteante. Tua voz era canção doce... Dos seus dedos que arrancavam daquele violão notas que me elevavam... Entre os fios telefônicos estão presas as confissões tuas, minhas, tão nossas. Tão menina, quanto o amor meu. Mas tão segura ao falar da saudade tanta que sente de mim. Tão segura ao falar que me queria na vida dela. Tão triste estou por causar dor no coração.
Os fatos acontecem de forma violenta. É quase um estupro de palavras me consomem, me arrancam gritos. O amor meu, resolveu retornar. Veio junto toda minha confusão. Porque meu coração ainda está entrelaçado ao teu, criança minha. E entre lágrimas e beijos, escutei a pronúncia tão esperada do verbo voltar. Esbravejei! Me indignei! Chorei! Sorri! Me sinto tão cruel com os sentimentos novos. Ainda não aprendi a me preocupar comigo em primeira instância. Parte minha se derrama em alegria, por te ter aqui comigo de novo, criança minha. Parte minha outra, se derrama em lamentações por ter promovido um gostar por mim em outrem, sem poder correspondê-la à altura.
Coração e razão se misturaram... São os sentimentos meus, que por vezes, confundo com o sentimento do mundo.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Dry Neres

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Dry Neres
É como procurar poesia em rio que escorre veloz. É como ler música em paisagem rápida dentro do carro que sou. Talvez fosse como beijar rosas num mar de espinhos. Meus lábios quiseram vomitar todos os seus beijos. Te devolver cada centímetro do teu corpo que habitou o meu. Habitou em convulsão de pensamentos que não sabiam se concentrar nos meus. Estava longe, lá nos olhos que moraram em seu edifício interior, por longa data. Dois verbos guerrearam dentro do meu ser e ecoaram gritos, rangidos. Dormente! - Gostar e Amar. O meu verbo que não é de ninguém tentou te encantar, dançou frente ao seu sorriso, se enfeitou, vestiu roupas novas, aprendeu novas canções, se desfez de corpos amigos. O seu verbo, até que gostou, também se encantou, todavia foi como gelo ácido, como pedra intransponível, como doce que hoje amarga ao fundo do meu ego. Foi como dois pólos, o tempo inteiro. Enquanto parte tua me amava. Parte tua caminhava lá no teu desejo banido de amor. Eu te inventei, perfumei, amei e te vi partir. Do que me adianta o seu gostar se o meu querer é teu amor primeiro. Não posso mais ser válvula de escape às nossas necessidades. Não me deixarei, portanto, diminuir-me, desfazer-me da essência tão doce da que sou. Sou por demais, intensa! Sou por demais, visceral! E deixarei que morra em mim toda a poesia que me aproxima e me afasta dos meus fantasmas.
Teus olhos não sabem enganar e sempre que eu os buscava via esconderijo, via medo de machucar. Quisera que tivessem sido treinados para transparecer e não camuflar. Ainda assim, me arrisquei, quis ser oftalmologista, futurista... Interpretar suas expressões. Me formei em psicologia e toda terapia que quisera usar contigo, vi que falhou. Invertemos papéis: da mulher que sou, fui menina contigo. Da menina que és, foi mulher e nos levou da forma como quis. Eu permiti! Me formei então na arte da poesia pra te escrever linhas que ninguém nunca alcançou. Fui poeta de ruas vazias, camas frias, noites de amor. Fui confidente dos meus versos que te arrancavam suspiros, elevavam seu ego de Narciso e o que era doce se acabou. Contei demais do coração pra você. Não me devolva nossas músicas, nem nossas cartas, nossas coisas. Guarda tudo com você. Meus gemidos, nossos beijos, seu cobertor que nos aquecia naquelas noites frias em que eu pensava ser amor. Guarda com você meus anéis, meu relógio que parou. Deixa contigo meu abraço, o primeiro beijo. Porque eu só preciso saber que acabou.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Dry Neres

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dry Neres

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Dry Neres

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Dry Neres

Dentro de mim, ecoa seu sorriso. Seu nome mora aqui nos lábios meus. Minhas l e t r a s pequenas disfarçam a vontade de afagar os seus cabelos longos, negros. Minha respiração conta sobre nós. Todas as músicas me levam até você. Já dormi, mas é você que ainda tenho nos sonhos de olhos abertos. E é uma contradição, porque ora te quero livre, bem livre como deve ser o amor; ora te desejo aqui comigo, no meu colo, no meu local de sorrir. Por que você não vem, me abraça e conta pra mim seus medos? Por que você não pega minha mão pra gente procurar um lugar melhor pra ver o pôr-do-sol? Devolva-me minhas L e t r a s em forma de beijos. Fica em mim por mais alguns meses. Não diz que vai partir assim, levando tanto de mim... Minha sanidade, meus beijos, meu sorriso. Devolve-me você!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Dry Neres
Não! Inconformadamente vejo que amo demais. Sinto demais. Sofro demais. E nenhuma vida, nenhum pensamento parece me alcançar. Vejo-me descalça em noite fria, sem chão pra pisar, sem mensagem pra te mandar, sem papel pra rabiscar. Sou poeta sem canção e criança sem colo. Poderia dizer destemidamente que sou avião sem pouso.
Eu sinto falta dos nossos sorrisos primeiros. Dos seus braços nos meus, em verbo confortar. A saudade me vem ao lembrar-me das suas mãos nas minhas, suas doces mãos, delicadas mãos, insinuantes mãos, inesquecíveis de fato.
Sabe pequena, no começo... Eu pensei que... Que...
Sim! Pensei que a paixão tinha te inspirado uma espécie de loucura que é advinda da mesma. A ponto de você me querer perto de ti. A ponto de fazer crescer em mim um sentimento sem nome. Algo que eu custei acreditar que poderia me acontecer, depois de eu ter visto barcos partirem do meu porto que eu confiei ser seguro. Você, anjo meu, não me veio como embarcação... Talvez seja esse o motivo de seu nome ainda estar inscrito aqui nos meus livros e anéis e cd’s e relógios sem ponteiro... Você veio personificada, em corpo, alma e em vermelho-amor. Não me foi personagem de quadrinhos, ou ultra-romantismo Byroniano. Foi-me verdade. Foi-me passível de toque.
Mas oscilou. Desfez-se em mil faces, mil sorrisos, mil olhares... Dois mil jeitos indecifráveis. Eu não te acompanhei.
E eu me assusto com a forma com que vi e vejo e verei seus olhos desgrudarem-se dos meus. É um desenlace. Perda. É uma insônia birutícea e pericoronarite. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! O perigo era iminente desde o princípio e eu sabia disso. Nunca se deve entrar em histórias inacabadas. Quis ser figurante, sabia que só assim ficaria. Mesmo assim... Fui, intensa que sou. Estou, sem nada de ti. E te vejo voltar pro lugar de onde nunca deveria ter saído. E me vejo sem lugar nenhum. Porque em minhas construções, eu desenhava meu corpo no seu, o seu no meu...
De todas as muitas dores que já provoquei em meu órgão de bater descompassado, o tal coração, essa tem-me sido a mais longa e a que mais dói. Porque te fiz cura pra amores antigos, te fiz antídoto contra mal-humor ou solidão, te fiz injeção de poesia em minhas veias, te fiz minha mas era só imaginação. E agora, sem teu cheiro, seus lábios, seu sorriso, suas letras... E agora...
Até quando farei da minha alma enfermaria para os males de outrem? Até quando exigirei comprimidos de paixão e amor correspondidos dos corpos que se cruzam com o meu?
Tu és conto de fadas. E esqueceu-se de me contar que quando eu fechasse o livro pela primeira vez, as palavras desapareceriam todas de lá. Eu não sabia. E quando abri, não te vi. Esqueceu de me contar também que todo o livro passaria a habitar dentro de mim, no local de guardar memórias. Memórias irmãs gêmeas da Saudade. E lamento oficialmente. Tu não deixarás de ser em mim, tão cedo.
É uma insônia birutícea e pericoronarite.
“Tu és a deusa da ilusão e eu te amo”.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Draconiana
Dry Neres
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Dry Neres

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Dry Neres

É como se meus órgãos fossem desfiados numa nuvem de confusão interior. É uma vontade repleta de convulsões de silenciar-me, mas os verbos saem em ato de parir, das minhas mãos, da minha face. É surpreendentemente incrível a forma como meus poros externam o que minhas veias querem dizer. Escondo-me. Revolvo-me. Destrói-me essa vontade de ultrapassar barreiras e sinais vermelhos. O lobo que há dentro de mim veste-se em tecido de pérolas, dança como Conde em festa Epita-fônica (são apenas palavras que invento).
É como se eu desapropria-se o verbo Ser. E como Robespierre, meus lábios pronunciassem: "Passant, ne pleure pas ma mort"! Os meus fantasmas voltam a me visitar todas as noites. Às vezes, quando sonho com castelos e consigo sorrir o mais largo dos sorrisos humanos, acordam-me no pico da minha alegria e entristeço-me em perceber-me "acorda"-Da. As ruas despencam nas rodas do meu carro. Vejo túneis, neblina e aperta-me os sentidos, quando penso nos meus pés a se balançar em dragões velando a ausência tua (que breve há de me acontecer, eu sinto).
É como o desejo de voltar e a deficiência de força que não encontro em meus relógios para que meus braços retornem à minha casa. Escuto os passos dos guarda-chuvas que camuflam o sol dos meus meses. E os anos se despedem em filmes preto e branco, trêmulos. Senhorita, estás a pisar a Terra? Ou estás submersa em baldes de pensamentos desordenados da procura cansada rumo à tua exaltação? Senhorita, caminha. Desgruda teus braços das amarras e artífices. Senhorita, estás a pisar a Terra? Por que não me responde? (Silêncio)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Dry Neres

Até seu vício por café se fez passível de encantamento meu. Dele emanam canções de mistério... Assim, como caminha a criança na noite escura, na floresta fria, nua, assustada. Em notas maiores vejo meu sorriso espalmado em seus lábios. Tão breve como correm as lágrimas, um palco das notas menores se forma no campo central do meu globo ocular. E o que contemplo? O café acabou, mas a inquietação não. Tento te alcançar. Faço força surreal para que minhas mãos atravessem seus órgãos, na tentativa-sorte de tocar seu coração. Desenho-me de forma que nem sou. Não é fingimento. É poesia!
Eu me sinto assim quebrada. Sem muitos nortes, nem oestes... Em todos os setores da minha existência parcial. Sim, existo parcialmente e não deixa de ser tão bom. É como se a insegurança, astuta que é, tivesse vestido meus dedos, tivesse se feito anel-prisão. Que horas são? Que dia é hoje? Qual o seu nome? O que você sente? Não quero pontuação. Não queria precisar de pontuação nem questionamento. Invento situações para entreter meu insignificante ato de pensar tanto no teu jeito.
Não quero mais jogos. Não quero mais beijos, líquidos. Preciso voltar pro meu lugar seguro. Onde existia paz na quentura do inferno interior. Onde havia certeza apesar da dor. Onde amigos brindavam e brincavam. Estavam. De tudo. Presentes! E agora, pra onde foi todo mundo? Pra onde fui? Me deixei...
Notas... É tão você, quando falo de mim. Seu café, seu cigarro, seus anéis, seus cílios, sua cor. Que dia é hoje? Quantas horas são? Onde posso me encontrar? Seu perfume ainda mora na minha boca.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Dry Neres

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Dry Neres

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Dry Neres

Hoje pensei em escrever qualquer coisa assim, de giz...
Hoje, me lembrei de você!
Me lembrei de mim...
Do rosto meu, assim, no travesseiro.
Eu que já perdi de tudo nessa vida, não imagina nunca que o vento me roubasse...
Uma filha, uma irmã, uma mãe, uma amiga, tudo junto.
O vento levou você pra longe.
Mas eu te sinto tão perto!
Como pode ora, haver sentimento tão nobre assim?
Não sou tão boa longe de você.
Diz que volta um dia, diz que volta breve, diz que não vai me esquecer!
Meu coração se enche como mar denso e salgado em lágrimas de saudade...
Em lágrimas do abraço nosso, em códigos das falas silenciosas nossas.
De tudo... Me diz, sussurra: Simply Undeniable!
Because we are best friends, right, right, right???
Que os ventos te soprem meus cuidados.
Pra você Nany, amiga de longas datas. Me traz flores Holandesas! :) Te amo!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Dry Neres

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Dry Neres
As pernas nunca sabem
Os próximos passos que os pés darão!
Às vezes com uma paixão, o coração se cruza
Às vezes só com falta de compreensão.
Dói, ver pessoas que você ama
Apontarem-lhe os dedos
Sem ao menos ouvirem a outra versão do livro
A outra língua que traduz a história
O coração emudece diante dos encantamentos
O corpo é vela que se inclina aos desejos mais fortes
Todavia, os desejos não desrespeitaram a ordem natural dos fatos
Primeiro ponto final.
Depois nova frase com letra maiúscula e em fonte times romântico.
Dói ver todos os dedos apontarem você.
Sem que antes tua língua pudesse pronunciar a verdade
A verdade só é uma!
Embora as várias bocas conte-a de formas diferentes
A verdade só é uma, fato!
Só sei do sorriso que carrego na face, no corpo, nos olhos...
Nas chaves, nos livros, páginas, teclados, só sei desse sorriso.
Quem são vocês, deuses que tentam podar meus sentimentos?
Quem são os espíritos que não ouviram a verdade que eu desejo proferir?
Não importa. Não, não importa!
No carro, na camisa, nos calendários, nos meus dias, só sei saber desse sorriso!
Mas parece ninguém querer saber desse lado da história.
Mas nos versos, e na pele, dos ouvidos, nos sussurros...
Só este sorriso diz como estou!
E seguirei sorrindo.
Sim, seguirei sorrindo...
Até que algo prove o contrário.
E se não provar, saberei eu ter encontrado a felicidade!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Dry Neres

Lembrei-me do teu riso e quis beijar as ondas do mar com os lábios teus entrelaçados aos meus em anil. Senti-me em carne viva na ausência tua. Na saudade que aperta num dia que mais parece ter quarenta e duas horas que vinte e quatro. O palpitar exorbitante do órgão que produz o amor ousava chamar teu nome entre as ruas por onde passamos e deixamos rastros de cor e céu. Oh, amor meu, sou tua! E me recordo de quando batem às minhas costas os questionamentos dos que não se enamoraram pela lua: Senhorita, estás a pisar a Terra? Com suspiros a resposta é visível na fotografia tua, que se moldurou nos cabelos claros meus. Pareço pintura moderna, pareço poesia ultra-romântica, com sorriso estampado em camiseta de cetim campestre. Tudo em você é belo... Tudo em você me agrada, minha criança! No teu colo encontro o repouso e inquietação a tanto procurado entre lunetas e faróis. Continua iluminando-me amor meu, sorriso meu, água minha. E em tudo escuto ecoar nossa canção. Todos cantam em coro aberto e exultante. As flores despetalam-se e jogam-se ao chão para que passemos com nossos grãos de amor e paixão. Beija-me! Ama-me! Adormece em meus braços que cantarei o som que faz as ondas do mar a bater nas montanhas, em teus ouvidos, tuas entranhas. Seja a sombra minha. Não me canso de ter você comigo, anjo meu! Alegro-me em ter-te feito minha crença. Rezo-te assim, então! Devora-me, na cor mais exata tua, na cor do sangue nosso!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Dry Neres

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Dry Neres

terça-feira, 25 de novembro de 2008
Dry Neres

Lá no sol onde faz frio.
Bom dia Seu Paulo!
Algum intervalo?
Me manda um milagre São Paulo?
Me dê informações.
Você já comeu hoje?
Um bom dia gelado...
Era a dor de não ser gente feliz!
Era só a riqueza alí do lado
Ele de costas, em seu refúgio
Com medo das mãos que afagam com veneno
Com falta dos olhos de compaixão
Seu Paulo só queria alguma orientação
Um prato com algo.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Dry Neres

Os poetas também amam?
Ah, já me perguntei.
Como resposta, obtive uma lágrima que molhou minhas curvas...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Dry Neres

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Dry Neres

Os quartos são alongados. Parecem querer abrigar os mundos. Bem iluminados, papéis de parede em poesia, um círculo desenhado ao chão. Em cada canto, uma miragem. No teto, lantejoulas arquetípicas desenham lágrimas que não molham. No ar, perfume de aconchego. No ar, algum resquício de dor. Voltando-se para o lado esquerdo, numa rotação corporal de 55º graus, vê-se a sala. O cômodo mais bonito. O cômodo mais arranjado. Não tem sofá, mas os tapetes cor de sangue desenham o mar que cobre a ausência tua. Os abajures representam as noites de leitura do corpo seu sobre os livros espalmados. A lareira me dá a impressão de sentir o pulsar do meu coração, a cada faísca que voa, que grita lá. Tenho dois quadros. Um meu. Um seu. Mas em todos, a pintura que vejo é a sua. Vejo o dedilhar da alma tua, caminhando pela sombra dos mesmos. Outro papel de parede e os dizeres: Mora-me, pertença-me, suga-me! O som é mais agitado por aqui. O som é mais rápido, intenso. As paredes costumam se movimentar com as ondulações das luzes que emanam do chão. O teto é sem cor. Abriga acomodações de uma osga cinegética (personagem que me habita os devaneios desde que conheci o Agualusa). Não tem cozinha. É bem pequeno por aqui. Não tem banheiro. Já não sou humano. Tampouco, naturalista. É bem pequeno por aqui. Abrigo outra casa. Mas essa só vive em meus sonhos. Das fotos que tiro, só eu vejo a casa perpendicular querendo me invadir. Só eu vejo as possibilidades de um enlace em que a ponta invada meu teto. Só nas fotografias de vento isso se faz real. Só pra mim. E quando desocupada me deixo, visualizo no espelho que ganhou lugar fora da casa, a imagem minha refletida naquela construção. Os cômodos, são minhas personalidades. Os móveis, pura imaginação. O que não foi citado... é a verdade acerca do meu coração.
Tenho uma casa que parece ser eu.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Dry Neres

Oh minha terra de sabores
Oh poetas de almas longas
Quantas vidas de vagas leves
Nos lugares por onde aviltas
Teus sussurros, gargantas roxas
Meus poemas são livros teus
Meus Drummonds que nas noites lentas
Me aparecem como o teu adeus
Dissabores, meu terno abraço
A poesia este eterno laço

A palavra que envolve, bebe
Oh terra minha, esse vento reza
O abafado som que faz os olhos teus
De tudo que levo, a saudade é a mala...
mola, matriz, canto inspirador...
Sorriso teu.
Nada prosaico
Muito predicativo
Pouco poeticossintetizador
Exacerbadamente verborrágico
Demasiado a devanear
Uma janela, um caminho
Psiu! Ninguém pode escutar
Um passo, um grito
Ahh!! O medo me invadiu
Preciso ficar
Nada prefixal
Muitos paradoxos
Pouco silêncio
Exacerbadamente dramático
Demasiado fingidor
O meu andar, meus caros
É cheio de mácula
O meu sorriso, amigos
É cheio de dor
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Dry Neres

Ter que ver minha pele a se abrir
E de dentro, sair o corpo seu
Cheio de cores e notas
Cheio de amor e dor
Triste mesmo foi ver saindo
O que nunca me habitou
Lágrima em forma de sorrir
Você, que virou nuvem, oh amor meu!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Dry Neres

Diz que quer abraçar o sol junto ao meu corpo. Ou simplesmente diz que quer me abraçar. Sua voz ao telefone me faz querer ultrapassar todos os fios, todos os elétrons da comunicação ofegante, da respiração cintilante. Diz que sim. Que eu te faço bem. Que eu sou a Dona dos teus "ais". Teu cais, teu porto, teu carro desgovernado. Sua pele ainda insiste em acariciar a minha. E as aves do céu me lembram teu pousar. E o teu canto não me sai da pele. Confesso! Já tentei lavá-lo com outras vozes, com outros cantos, com outros instrumentos. Confesso novamente... nada saiu de mim. Reclamo com o universo, grito com o tempo. Maldito seja o tempo! Maldita seja a ausência tua em mim. Que algo bendito te traga, para que minha alma assim repouse, durma em você. Que você durma em mim, por mais trezentos mil anos ou somente por um luar. Diga sim pra mim! Dê ordens à minha dor. Diga a ela que saia rapidamente, porque agora é o jeito teu que irá me invadir. Dê ordens ao meu coração. Diga a ele que te acompanhe. Que não se perca de você. Ordene que minha poesia seja tua. Reclame do meu assombro. Me beije quando eu menos esperar. Me queira quando de meias eu estiver. Briga com a distância que insiste em nos perturbar. Diz sim pra mim? Diz Sim... porque o meu Não está mais que preparado!
NÃO, não saia da minha vida nunca mais!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Dry Neres

Parece que foi ontem. Ainda lembro-me do primeiro, VAZIO que saiu de mim há exatamente 176 dias. Desafiei a própria idéia que eu tinha de mim... e busquei máscaras ou MASK, como preferir. ELA me surgiu de forma inusitada. Minha produção poética cresceu exarcebadamente após tal aparição. Entre BUTTERFLY, descobri indecifráveis PLANETÁRIOS em que suas paredes traziam como escritura: SUGA-ME! Sinto cada fibra vibrar de forma peculiar quando me recordo do instante em que minhas mãos choraram ao escrever com tanta ternura "PEQUENA" CAROL. Deliciei-me ao som de Los Hermanos em sua CASA PRÉ-FABRICADA e soube através de LEMBRANÇAS trazer A DOR E O BEIJO DA ALMA que tiravam meu sono. Com o TOQUE SUAVE das tuas mãos, aprendi a ouvir o principal órgão do meu corpo: O CORAÇÃO. Entre tantas letras, entre tantas palavras e inquietações, marquei um ENCONTRO com MINH'ALMA. E a surpresa foi tanta que até Gabriel O Pensador, deu seus ares de graça com ASTRONAUTA. Em meio a tantos esses SENTIMENTOS MEUS, percebi sutilmente que A PALAVRA tomava conta de todo o meu ser. Que sem ela eu não saberia balbuciar no escuro, os escritos que me levariam a sorrir em forma de CARTA AOS MEUS AMIGOS.
Ganhei sabedoria incomensurável ao ver a GUERRA GELADA, que muitos Joãos, Marias, Gustavos, Patrícias, travam todos os dias... dentro... fora de si! SONHO com cada instante mágico em que a DESPEDIDA possa se reverter em retorno. E o que me inclina a SORRIR são os DEVANEIOS NUM GUARDANAPO que volta e meia me pego a escrever. Diariamente as MÁQUINAS me convidam para ser partícipe de toda sua configuração assustadora. Ousaram até me questionar, com toda sua frieza: AFINAL, OS ANJOS EXISTEM? Fiquei perplexa logo, com essa HOSTIL DIFERENÇA e resolvi me enclausurar no que edifiquei afim de me livrar de todas as loucuras do mundo moderno. Lá, na minha FÁBRICA DO PENSAMENTO, descobri que meu corpo pode ser mais leve, leve como pluma... com A DANÇA das ÁGUAS VIVAS Claricianas. E a cada segundo que me permitia ficar na minha fábrica, na nossa fábrica, pensava nas METADES minhas que haviam ficado perdidas durante todo o percurso. Minha FLOR DE LIS, me lembrou que A LÍNGUA É O QUE NOS UNE. Disse que eu não me preocupasse, porque afinal ainda existem ALMAS CÁLIDAS. Nessa viagem que me permito fazer, desafiando minha memória poética, desafiando os recôncavos dos mistérios das criações que exalam como perfume Celeste, digo-vos COM CARINHO que nada mais sou do que PEREGRINO, em busca do Amor, em busca do SER "ONOMATOPÁICO".
Não me importo com a lonjura ou extensão de cada palavra dessa. Sem elas, eu não seria o que sou hoje. Em JULHO, CODINOME EU!... Pude sentir o vento que sabia revolver sutilmente cada poro da pele minha, anunciando que DESCOBRI QUE ANJO TEM NOME: MEIRELES. Em cada descoberta... um susto! A PARTE FINAL DE CADA EXTREMIDADE SUPERIOR, me fez chegar à REFLEXÃO que nesse mundo as coisas tão mais lindas, são as que se repousam no INDIZÍVEL. EU ACHO que DURMO ALI NO MEIO -nos- RESPINGOS DO TEMPO, no LIVRO DO ESQUECIMENTO, nas RE-LEITURAS - que faço da - MEIRELES. E sei, aprendi a ler mais que o nome: E O NOME DELA É CECÍLIA!... Hoje digo com convicção! Ser ARQUITETO DE MIM MESMO, me fez perceber que posso ser maior, mais alto... que posso alçar vôos como gaivotas e reconhecer que O MUNDO PEDE PAZ.
Paz essa, que podemos encontrar, nos traduzindo... escrevendo! Em 146 CARACTERES, quis expressar todo o meu amor, toda a minha canção a um ser que despertou em mim os mais sublimes sentimentos. Segredo: Isso ainda mora aqui... Mas hoje descansa em paz, leve! Em cada ESCOLHA, soube dizer com mais firmeza que o CODINOME, AMOR deveria estar sempre assim, perto de onde podemos tocar IN MEMORIAN nos corações dos NA-MORADOS. O DESTINO, inerte à escolha, me ensinou que as coisas são ASSIM, fora do controle do que planejamos ser. Somos como VIAJANTES, perpassando as fronteiras do TEMPO, procurando LIBERDADE e O SILÊNCIO. Surpresa maior, foi descobrir meu tom MEMORIALISTA, que volta e meia, em meias voltas, me inclinava a ficar FORA DE ÓRBITA, AQUI, O QUÊ, ALÉM.
Além de mim, de Outrem. AS FLORES QUE BEIJAM MEU ROSTO em cada manhã, me trazem novamente o SILÊNCIO II que preciso encontrar meio às multidões. Porque esse me explica tudo DO QUE EU PRECISO SABER, e em constante VIAGEM, descubro de forma um tanto dolorida, que tudo é EFÊMERO. Sigo assim RECONTANDO DA VIDA e ELAS - A LUA E A MENINA voltam a me aparecer. Em outros rostos, em outros formatos, em outro alcance. Decidi que EU VOU TOCAR A LUA e pra isso, preciso me livrar DOS SOLDADOS QUE DANÇAM EM MIM e de alguns SENTIMENTOS QUE NASCEM. Preciso aprender mais com O MENINO DO PATINETE e deixar ser banhada pela TERRA ONDE CANTA MEU SABIÁ. Quero passar mais tardes com JOÃO, O PALHAÇO e sentir-me protegida assim, pelo BERÇO DO MEU FASCÍNIO. Quero FOTOGRAFAR minha inquietação com o ato de escrever e contar pra todos, que tenho UM SEGREDO, UMA RESPOSTA.
Com os SUSSURROS - DO VENTO, vejo-me À FLOR DA PELE EM CONFISSÕES DESORDENADAS. Vejo-me INCONTROLÁVEL, vejo que ainda não aprendi a beijar o que tanto preciso: O Amor! Na BATALHA NOSSA DE TODOS OS DIAS, continuo com o desejo de ser MAIOR, MAIS ALTO e CAMINHANDO, pretendo descobrir o MEU SEGREDO maior. Porque sim, eu sei que TALVEZ AINDA SEJA amor o que eu sinto por você, sei também que em meio a tantos VÔOS perpassando até pelo DIA EM QUE DEUS DERRUBOU A CAIXA DE TINTAS e a minha curiosidade em saber se é tudo isso FALSO OU VERDADEIRO, me perco, me deixo com a MINHA FEBRE, na DIALÉTICA DA DOR que quis enclausurar com a ausência tua. Mas sei que preciso de uma cama para dormir. E isso SERIA COMO DORMIR NO COLO DO TEMPO, e conseguir ver através DO GLOBO OCULAR que o grande ESPETÁCULO é o que NÃO APRENDI A DIZER, acerca DO VERBO AMAR. E desafio-te: DECIFRA-ME! Decifra-me para que eu possa compreender O QUE ENTENDEM POR AMOR...
Chego, chego quase SEM fôlego, no que me veio em forma de sussurro, ousadamente. O que balbuciei como sendo OS SEM TEXTOS. Cem textos em 176 dias. Sem textos porque descobri que nada sei. Sou uma "des-Textada". Preciso de mais, mais e mais. Esse é meu alimento, esse é o meu motor. Esse é o meu cansaço, minha dor e meu sorriso maior. Amo a palavra, amo a cena, amo o instante mágico em que os dedos se descompassam e atravessam folhas e comem lápis e deitam em mim, assim... como tatuagem, roupagem, espelho. Chego, chego quase SEM fôlego aos meus SEM de cem TEXTOS. Respiro você, respiro o que pensas agora... Decifra-me, agora!
-Agradeço de coração a todos vocês... Que amam a palavra... que a elevam... que dançam comigo nessa corda que é a escrita, na dor de saber se nossos próprios olhos se agradarão, se as almas de outras pessoas se alimentarão. Em especial: Rinnaldo Alves, Bianca Alves, Kátia de Carli, Anderson Meireles, Mauro Rocha, Ana Diniz, Gerlane Melo, Cris Fontes, Martha Thorman, Amanda Manfredini, Su... Marias, Joãos, Zés, Jorges, Anas!
Meus beijos.
Sinceramente,
Drielly Neres - Outubro/2008



