domingo, 10 de junho de 2012

Três e meio...
Dry Neres



 Verbo-te, amor. Verbo-te, porque aprendi Heduardamente, que a poesia é o lapso temporário da ilusão. Se ilusão tu és, deixa-me iludirmeamar-te até contigo as estrelas alcançar. Expurgo ideias que não cabem na imaginação. Amontôo sentimentos que a direção não pode alcançar. Haveria aqui, pecado algum? Se houver, alguém me diga, porque pecar assim é, sobretudo, amar e sorrir. Porque pecar assim, deixa o sabor da pureza nos lábios e faz com que o coração sinta repouso e pouso acalentado. Verbo-te, em verdade, em palavra que não sei ao certo usar. Sei que devoto a ti, todas. 

Feliz dia dos que se amam. Se é que há um dia específico para estes. Há? Impossível. Ainda que o verbo haver permitisse conjugação. Não há!





5 comentários:

ParadoXos disse...

Quem me dera que todos os pecados fossem assim, poetificar as palavras em nome do teu nome. Obrigado pelo texto que me surpreende, amiga Neres. É como uma sur-presa que além de surpreender também prende e nos deixa sem saber o que dizer.

Continuemos a pecar com requintes de poesia, neste pensamento que também é fascínio!

Beijinhos

Adorei‼


H. Kiesse

ParadoXos disse...

"Verbo-te..."

"Porque pecar assim, deixa o sabor da pureza nos lábios e faz com que o coração sinta repouso e pouso acalentado"


perfeito!!!

Forever Dieguita disse...

Maravilhosas palavras =)

Anderson Meireles disse...

Existem muitas coisas bonitas sobre amor, ditas por aí.
Mas poucas são absurdamente profundas e tocantes.
Abraço!

Anônimo disse...

Um fato interessante: na língua inglesa a palavra ¨words¨ pode significar mundo ou palavra.