sexta-feira, 18 de julho de 2008

Berço do meu Fascínio:
O Pequeno Príncipe - Dry Neres







Resolvi nos presentear, nesta data em que comemoro mais um inverno, ou duas décadas de existência, com uma lembrança linda, doce. A lembrança do primeiro livro que meu coração leu! Sim... antes dele meus olhos já tinham rabiscado algumas páginas de alguns outros excelentes livros também. Todavia, esse entrou, e mora aqui. Eu falo de um principezinho, com nariz arrebitado, sombrancelha arqueada, mãos na cintura e tom interrogativo. Esse, que quis sair do lugar comum e aprender mais sobre a vida. Tão jovem e tão corajoso... tão errante e confuso. Foi um desbravador, desbravador de si mesmo. Descobriu vários personagens que permeavam seu universo singular. Conheceu uns que se permitiram enlouquecer, fazendo-se acreditar que possuiam as estrelas; outros de trabalho singelo, em que o "Bom Dia" logo se revestia num "Boa Noite", porque ele precisava acender os lampiões na velocidade da sua respiração.


Ele deixou para trás, sua rosa. A rosa que embora existam mil exemplares de outras iguais no mundo, era única pra ele. Caprichosa, dengosa, orgulhosa, contraditória... mas... linda! De beleza imensurável. Como não poderia ser diferente o pequeno se apaixona por todo aquele encanto e dedica sua vida à ela... uma redoma, um para-vento, um lanchinho. A rosa, extremamente feminina, sedutora, mas nunca satisfeita... fez com que o seu apaixonado resolvesse partir. Extraordinário e misterioso, ele vive em um planeta muito pequeno... Quando o espaço é pouco, a gente tende a querer aumentá-lo, expandí-lo. Porque nossa visão é também pequena, limitada. Mal sabia ele que tinha tudo... Ele assim o fez... Partiu!


Conheceu uma serpente que apesar de falar sempre por enigmas é muito sincera. Ela respeita o que é puro e verdadeiro. Conheceu uma raposa que lhe ensinara a maior lição que ele poderia aprender... Que cativar quer dizer conquistar e requer responsabilidade. Responsabilidade por um amor, por um amigo, responsabilidade pela rosa. "Só se vê bem com o coração... O essencial é invisível aos olhos", ela dizia. ... As plantações de trigo... Elas fazem a raposa lembrar dos cabelos dourados do pequeno. E quão dolorosa foi a despedida deles, porque eles haviam se cativado, marcado encontro diário entre risadas e desajeitamentos.


O principezinho quando encontrou Exupéry, mostrou que sabia enxergar além de caixas, mostrou que se pode encontrar um oásis no deserto... mostrou que sabia que precisa voltar! Voltar para a sua amada, a rosa, o seu lugar... Sua amiga, serpente, sabia bem como devolvê-lo ao seu local de dormir. Retirou o peso do corpo do pequeno e as areias do deserto levaram a casca que restou. Eu não consigo olhar para as estrelas e não enxergar "quinhentos milhões de guizos sorridentes"!



"Eis aí um mistério bem grande. Para vocês, que amam também o principezinho, como para mim, todo o universo muda de sentido, se num lugar, que não sabemos onde, um carneiro, que não conhecemos, comeu ou não uma rosa... Olhem o céu. Perguntem: Terá ou não terá o carneiro comido a flor? E verão como tudo fica diferente...
E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância". [Antoine de Saint Exupéry]


O riso do pequeno fica guardado aqui sempre. Os cabelos dourados figuram meus pensamentos, penso que ele conseguiu colocar tudo em ordem no seu planeta e cuidar da sua rosa pra sempre, sem se importar com seus caprichos... mas somente com o seu amor. O principezinho sou eu, você, o Exupéry... todos nós precisamos aprender a importância do que é se deixar ser cativado, cativar e cuidar dessa ação. Meu corpo chora quando lembro do abraço de despedida em que o corpo do pequeno deslizava verticalmente no abismo... Mas tudo se cala porque a rosa do principezinho é tão ingênua e frágil com somente quatro espinhos que a defendia do mundo... era necessário!


"Sim, as estrelas... elas sempre me fazem rir"!



Ps:. São singelas palavras minhas. Elas só podem traduzir 0,3% do significado de todo o encanto que me possibilitou a rosa, o Exupéry, o Pequeno Príncipe, a serpente, a raposa, o homem de negócios, o geógrafo... Amo o Principezinho, porque me lembro das minhas rosas... Com licença, preciso pegar as redomas!


As estrelas... As rosas, os risos!!




Editado e revisado por: Dry Neres

11 comentários:

◘◘◘ disse...

Pelo texto... Aniversário?!?!!?!?!?
=]
Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Iniciar a vida na leitura com u liro tão peculiar explica muitas coisas...
Poucas obras são tão sensíveis ou tão capazes de formarem conceitos e traços na nossa personalidade!

Um grande beijo!

busillis disse...

Aniversário? Parabéns!
O Principezinho é delicioso!

Abraço

◘◘◘ disse...

hehehee
velha tô eu...
2.4 em dezembro! haha

e com as forças cada vez mais exauridas... atualmente tenho sentido um peso gigante nas costas...
queria, muitas vezes, poder ter a capacidade mágica do escritor... apagar e reescrever...
talvez então eu não teria que abrir mão de algo para mostrar o quanto é verdadeiro...

mas hoje não é dia de lamentações e sim de festa!!!!!
um dia especial para você!!!

beijosss

Poeta Mauro Rocha disse...

Que texto e parabéns!!!

Anderson Meireles disse...

É incrível como em tão pouco tempo uma pessoa pode nos cativar. Cativar traz responsabilidade, porém não torna responsável.
Aprendi com um certo alguém, que nunca devemos nos conformar e sim dormir, descansar...
Ah, seus texto é como já disse outras vezes, "incomentável"; me fez voltar no tempo, me fez acordar de tempos em que eu estava
dormindo neles.
Me desculpa pelo tamanho desse comentário, mas acho que hoje pode. Hoje é o dia que Deus, por alguns instantes, pára tudo o que está fazendo para colocar sobre você mais uma estrelinha.
Hoje é o dia que ele separa para atender os desejos do seu coração e para confortá-la nos que não são de Sua vontade.
Hoje o dia se chama Dry Neres,
Um abraço e uma rosinha amarela de bolso pra você carregar sempre junto!

Ynot Nosirrah disse...

Seu blog é muito bom. Gostaria que também conhecesse os meus: http://conscienciaacademica.blogspot.com/, http://ligadenefroufcsobral.blogspot.com/ e http://iflmsobral.blogspot.com/.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Lindo o que vc escreveu sobre Le Petit Prince. Passei pelo Blog do Anderson e disse a ele que desde que entrei paraa Blogosfera nunca vi duas pessoas evoluírem tantao quanto vc e ele. Vcs escrevem a cada dia melhor. Continue, Dry, vc nasceu para isso.
E eu, apesar de não ter engordado (um) 1 grama além dos meus 38 quilos, postei sobre um filme meio desconhecido, porém belíssimo.
Apareça:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata

Rinnaldo Alves disse...

O TAMANHO DAS PESSOAS
"Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... É a sua sensibilidade sem tamanho..."
QUAL O SEU TAMANHO?AH, NÃO IMPORTA...rss
BJS,BJS,BJS,BJS,BJS,BJS,BJS,BJS!!!!!!
Seja...

Camila disse...

Parabénsss mesmo de coração...

O pequeno príncipe e mesmo muito fascinante. Uma leitura inimaginávelmente doce e mágica. Na minha opinião...

E que foi muito bem traduzida nas suas belas palavras ^^

Um beijão!

Eu caçador de mim disse...

Fiquei pensando sobre o que escrever em relação a esse belo texto...inspirado no livro mais adulto, mais infantil que os meus olhos...olharam, tocaram...ele tbm mudou a minha vida...eu tbm amo a rosa...tatuada em mim...eu tbm procuro a rosa...tatuada em mim...aprendi a tocar o amor por meio dele...sempre volto...qdo desaprendo, qdo me limito, qdo desacredito, qdo olho um jardim e acho que as rosas são iguais...eu sempre lembro do sentido de se ser único...como a rosa... vc pode conhecer outros mundos...mas...tem que saber pra onde voltar(3 mil anos são insuficientes)...Obrigada! no seu dia...eu ganhei o presente...rsrs
Bela e única...Dry

Bill Stein Husenbar disse...

Parabéns.

Excelente texto.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/