segunda-feira, 5 de maio de 2008

A fábrica do pensamento - Dry Neres


Sorria! Acorda! Se move... Nítida e misteriosa, se move. Dá voltas. Flutua. Atua no teu palco, afinal você é produto de inspiração dos artistas! Olha pro céu, pro sol: que coisa maravilhosa! O que poderia te deixar triste nesta tarde em que o dia deseja dormir? Acorda! Por que é tão difícil desgrudar teu corpo frágil e pequeno do teu travesseiro? Escuta o canto do pássaro, do motor dos carros... Sente o "perfume" que as fábricas exalam. Seja alvo dos flashs, máquinas, engrenagens, descartável. Sublime! É engraçado como os cactos do deserto não são tão ruins assim como se apresentam. Muito menos as rosas tão aromatizadas como as visões errôneas pintam.

Construir castelos de areia, soltar pipas sem linha, são realmente características humanas. Sim! E se falando em humano, como “todos” da espécie, temos coração. Ah, coração... e ele adora se fazer cego, surdo e mudo em diversas situações.

Antes de ontem conheci um sujeito infeliz e mal amado, chamado Amor, e permiti que ele trepidamente vulcanizasse meu existir! O irmão dele, um cara legal e gentil, chamado Amor-Próprio, não deu as caras. Ufa, que pena! As coisas não teriam caminhado assim tão descompassadamente!