segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O segredo
Dry Neres

Baús vivos, esfinges trancadas, vidros trincados e peliculados. Escondemo-nos de nós mesmos a cada segundo de nossa breve existência. Usamos sorrisos, brincos, peles para nos camuflar; mas tem a alma nossa, que faz um barulho ensurdecedor e por alguns instantes, foge desta casca superficial que é o corpo nosso. Deseja nos tocar. Está cheio de vozes, o meu barco.


VERBO ERMO VIL SOLAR AQUI ACOLÁ – O SEGREDO.

5 comentários:

Gerlane disse...

Dry, querida!

O ser humano é,em essência,frágil, eis, talvez, o motivo de tanta camuflagem. Não é todo mundo que consegue suportar ver os reflexos da própria alma em um espelho.

Beijos pra ti!

P.S.: Obrigada pelos calorosos elogios aos meus textos, pois nem sempre são bons, mas a intensão sempre é.

Poeta Mauro Rocha disse...

Baús vivos, somos os próprios e nossos segredos.....

pensador made in vaso disse...

sometimes the reason to paint you is the influence of others in you.just it!

(se o ingles estiver ruim, por favor desculpe)

abraços libertários

ps: tenho um novo texto no blog

Paradoxos disse...

eu só sei é que moras dentro do meu coração - tão dentro e ao mesmo tempo tão fora! - fora da distância que nos une!

um dia vou casar as minhas palavras com as tuas!!!

:-)

Anderson Meireles disse...

O corpo é mesmo o esconderijo da alma. É ela que habita plenamente, o que vemos é apenas casca...e tão sensível casca,
abraço!