terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Amarás!
Dry Neres


Amarás! Este é teu mandamento perpétuo. Quero abraços como os teus, criança minha! Quero mãos que suavizam como as tuas, sorriso meu. Amarás! Não há culpa em conjugar o verbo. Nem aqui, nem por lá, à outrem! Se te coloco em minha vida, não permito que saias nunca mais. Se minha boca beija teus pés, feito o sal beija a água do mar, não te deixo caminhar sem as pernas minhas pra te sustentar entre as veredas, entre os campos dourados de gramas lisas.

Queria te fazer como pintura, como o Criador moldura sua Cri-Ação. Soprar-te-ei as primeiras palavras de doçura, banhar-me-ei da alma tua em canto e poesia, e verei repousada tua sombra nas pedras de cores vizinhas do Ártico. Sua pele assim na minha, seu jeito de me olhar; o jeito com que tocas minha face, aquele jeito de pirraça que insiste em ficar. Da pouca idade que temos, dos poucos instantes que conseguimos morar juntas, nos nossos mundos inventados e longínquos, digo que queria ancorar barco e desejar me deitar. Sentir os elementos da natureza a se moverem como ondas nos órgãos nossos. Que o coração pudesse falar e cantar nossos nomes em coro alto com o sol elevado de mar.

Que a paixão que vem não se vá! Não, não sou boa, só! Amarás!

5 comentários:

KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...

Amarás!
Lindo desabafo, minha querida Dry!
Um dia terás tempo e porto, e ancorarás tua alma cansada, e haverá perdões recíprocos, e tudo não parecerá tão doloroso... acredite, eu vivi!
Mas mesmo emocionada, a danadinha da inveja não me abandona! Já falei pro Filósofo, tb quero meu encontro! (rs)
beijos (e se precisar de um porto seguro para ancorar seu barco envolto em águas turbulentas: aqui sempre estarei...)

*** Cris *** disse...

Querida Dry, lindo seu texto,vai escrever bem assim heim...
Bjs no seu coração!

Anderson Meireles disse...

Imperativo! Forte! Típico seu sem ser previsível! Terno e elétrico!
Dry Neres!
Abraço!

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Que lindo este texto.
Todos os verbos de "amar" sempre valem a pena,mesmo que as vezes pareça que não.Acredite sempre valem a pena.
Um abraço

ANA DINIZ disse...

A sensualidade natural é uma dádiva ofertada pelas paixões.

Um texto delicioso de se ler e de se viver.


Bjos.