sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Olha
Dry Neres


As pernas nunca sabem
Os próximos passos que os pés darão!
Às vezes com uma paixão, o coração se cruza
Às vezes só com falta de compreensão.
Dói, ver pessoas que você ama
Apontarem-lhe os dedos
Sem ao menos ouvirem a outra versão do livro
A outra língua que traduz a história
O coração emudece diante dos encantamentos
O corpo é vela que se inclina aos desejos mais fortes
Todavia, os desejos não desrespeitaram a ordem natural dos fatos
Primeiro ponto final.
Depois nova frase com letra maiúscula e em fonte times romântico.
Dói ver todos os dedos apontarem você.
Sem que antes tua língua pudesse pronunciar a verdade
A verdade só é uma!
Embora as várias bocas conte-a de formas diferentes
A verdade só é uma, fato!
Só sei do sorriso que carrego na face, no corpo, nos olhos...
Nas chaves, nos livros, páginas, teclados, só sei desse sorriso.
Quem são vocês, deuses que tentam podar meus sentimentos?
Quem são os espíritos que não ouviram a verdade que eu desejo proferir?
Não importa. Não, não importa!
No carro, na camisa, nos calendários, nos meus dias, só sei saber desse sorriso!
Mas parece ninguém querer saber desse lado da história.
Mas nos versos, e na pele, dos ouvidos, nos sussurros...
Só este sorriso diz como estou!
E seguirei sorrindo.
Sim, seguirei sorrindo...
Até que algo prove o contrário.
E se não provar, saberei eu ter encontrado a felicidade!

2 comentários:

Anderson Meireles disse...

Dedos são involuntários e burros na maioria das vezes, resta-nos não dar importância!
Abraço!

Gerlane disse...

Dry, querida, oxalá que um dia tenhas em teu coração a certeza de ter encontrado a felicidade.
Quanto aos maus dedos, querida, sempre os encontraremos em nossa cara, mas, acredito, ainda, na força superior do bem, da verdade!

* Deixo-te, desde já, um abração, com desejos de mil realizações pra ti, pois estou me afstando um pouco do blog, por me sentir extremamente cansada.

* Cuida-te, tá?..