
quinta-feira, 30 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Dry Neres

Oh minha terra de sabores
Oh poetas de almas longas
Quantas vidas de vagas leves
Nos lugares por onde aviltas
Teus sussurros, gargantas roxas
Meus poemas são livros teus
Meus Drummonds que nas noites lentas
Me aparecem como o teu adeus
Dissabores, meu terno abraço
A poesia este eterno laço

A palavra que envolve, bebe
Oh terra minha, esse vento reza
O abafado som que faz os olhos teus
De tudo que levo, a saudade é a mala...
mola, matriz, canto inspirador...
Sorriso teu.
Nada prosaico
Muito predicativo
Pouco poeticossintetizador
Exacerbadamente verborrágico
Demasiado a devanear
Uma janela, um caminho
Psiu! Ninguém pode escutar
Um passo, um grito
Ahh!! O medo me invadiu
Preciso ficar
Nada prefixal
Muitos paradoxos
Pouco silêncio
Exacerbadamente dramático
Demasiado fingidor
O meu andar, meus caros
É cheio de mácula
O meu sorriso, amigos
É cheio de dor
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Dry Neres
Diz que quer abraçar o sol junto ao meu corpo. Ou simplesmente diz que quer me abraçar. Sua voz ao telefone me faz querer ultrapassar todos os fios, todos os elétrons da comunicação ofegante, da respiração cintilante. Diz que sim. Que eu te faço bem. Que eu sou a Dona dos teus "ais". Teu cais, teu porto, teu carro desgovernado. Sua pele ainda insiste em acariciar a minha. E as aves do céu me lembram teu pousar. E o teu canto não me sai da pele. Confesso! Já tentei lavá-lo com outras vozes, com outros cantos, com outros instrumentos. Confesso novamente... nada saiu de mim. Reclamo com o universo, grito com o tempo. Maldito seja o tempo! Maldita seja a ausência tua em mim. Que algo bendito te traga, para que minha alma assim repouse, durma em você. Que você durma em mim, por mais trezentos mil anos ou somente por um luar. Diga sim pra mim! Dê ordens à minha dor. Diga a ela que saia rapidamente, porque agora é o jeito teu que irá me invadir. Dê ordens ao meu coração. Diga a ele que te acompanhe. Que não se perca de você. Ordene que minha poesia seja tua. Reclame do meu assombro. Me beije quando eu menos esperar. Me queira quando de meias eu estiver. Briga com a distância que insiste em nos perturbar. Diz sim pra mim? Diz Sim... porque o meu Não está mais que preparado!
NÃO, não saia da minha vida nunca mais!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Dry Neres

Parece que foi ontem. Ainda lembro-me do primeiro, VAZIO que saiu de mim há exatamente 176 dias. Desafiei a própria idéia que eu tinha de mim... e busquei máscaras ou MASK, como preferir. ELA me surgiu de forma inusitada. Minha produção poética cresceu exarcebadamente após tal aparição. Entre BUTTERFLY, descobri indecifráveis PLANETÁRIOS em que suas paredes traziam como escritura: SUGA-ME! Sinto cada fibra vibrar de forma peculiar quando me recordo do instante em que minhas mãos choraram ao escrever com tanta ternura "PEQUENA" CAROL. Deliciei-me ao som de Los Hermanos em sua CASA PRÉ-FABRICADA e soube através de LEMBRANÇAS trazer A DOR E O BEIJO DA ALMA que tiravam meu sono. Com o TOQUE SUAVE das tuas mãos, aprendi a ouvir o principal órgão do meu corpo: O CORAÇÃO. Entre tantas letras, entre tantas palavras e inquietações, marquei um ENCONTRO com MINH'ALMA. E a surpresa foi tanta que até Gabriel O Pensador, deu seus ares de graça com ASTRONAUTA. Em meio a tantos esses SENTIMENTOS MEUS, percebi sutilmente que A PALAVRA tomava conta de todo o meu ser. Que sem ela eu não saberia balbuciar no escuro, os escritos que me levariam a sorrir em forma de CARTA AOS MEUS AMIGOS.
Ganhei sabedoria incomensurável ao ver a GUERRA GELADA, que muitos Joãos, Marias, Gustavos, Patrícias, travam todos os dias... dentro... fora de si! SONHO com cada instante mágico em que a DESPEDIDA possa se reverter em retorno. E o que me inclina a SORRIR são os DEVANEIOS NUM GUARDANAPO que volta e meia me pego a escrever. Diariamente as MÁQUINAS me convidam para ser partícipe de toda sua configuração assustadora. Ousaram até me questionar, com toda sua frieza: AFINAL, OS ANJOS EXISTEM? Fiquei perplexa logo, com essa HOSTIL DIFERENÇA e resolvi me enclausurar no que edifiquei afim de me livrar de todas as loucuras do mundo moderno. Lá, na minha FÁBRICA DO PENSAMENTO, descobri que meu corpo pode ser mais leve, leve como pluma... com A DANÇA das ÁGUAS VIVAS Claricianas. E a cada segundo que me permitia ficar na minha fábrica, na nossa fábrica, pensava nas METADES minhas que haviam ficado perdidas durante todo o percurso. Minha FLOR DE LIS, me lembrou que A LÍNGUA É O QUE NOS UNE. Disse que eu não me preocupasse, porque afinal ainda existem ALMAS CÁLIDAS. Nessa viagem que me permito fazer, desafiando minha memória poética, desafiando os recôncavos dos mistérios das criações que exalam como perfume Celeste, digo-vos COM CARINHO que nada mais sou do que PEREGRINO, em busca do Amor, em busca do SER "ONOMATOPÁICO".
Não me importo com a lonjura ou extensão de cada palavra dessa. Sem elas, eu não seria o que sou hoje. Em JULHO, CODINOME EU!... Pude sentir o vento que sabia revolver sutilmente cada poro da pele minha, anunciando que DESCOBRI QUE ANJO TEM NOME: MEIRELES. Em cada descoberta... um susto! A PARTE FINAL DE CADA EXTREMIDADE SUPERIOR, me fez chegar à REFLEXÃO que nesse mundo as coisas tão mais lindas, são as que se repousam no INDIZÍVEL. EU ACHO que DURMO ALI NO MEIO -nos- RESPINGOS DO TEMPO, no LIVRO DO ESQUECIMENTO, nas RE-LEITURAS - que faço da - MEIRELES. E sei, aprendi a ler mais que o nome: E O NOME DELA É CECÍLIA!... Hoje digo com convicção! Ser ARQUITETO DE MIM MESMO, me fez perceber que posso ser maior, mais alto... que posso alçar vôos como gaivotas e reconhecer que O MUNDO PEDE PAZ.
Paz essa, que podemos encontrar, nos traduzindo... escrevendo! Em 146 CARACTERES, quis expressar todo o meu amor, toda a minha canção a um ser que despertou em mim os mais sublimes sentimentos. Segredo: Isso ainda mora aqui... Mas hoje descansa em paz, leve! Em cada ESCOLHA, soube dizer com mais firmeza que o CODINOME, AMOR deveria estar sempre assim, perto de onde podemos tocar IN MEMORIAN nos corações dos NA-MORADOS. O DESTINO, inerte à escolha, me ensinou que as coisas são ASSIM, fora do controle do que planejamos ser. Somos como VIAJANTES, perpassando as fronteiras do TEMPO, procurando LIBERDADE e O SILÊNCIO. Surpresa maior, foi descobrir meu tom MEMORIALISTA, que volta e meia, em meias voltas, me inclinava a ficar FORA DE ÓRBITA, AQUI, O QUÊ, ALÉM.
Além de mim, de Outrem. AS FLORES QUE BEIJAM MEU ROSTO em cada manhã, me trazem novamente o SILÊNCIO II que preciso encontrar meio às multidões. Porque esse me explica tudo DO QUE EU PRECISO SABER, e em constante VIAGEM, descubro de forma um tanto dolorida, que tudo é EFÊMERO. Sigo assim RECONTANDO DA VIDA e ELAS - A LUA E A MENINA voltam a me aparecer. Em outros rostos, em outros formatos, em outro alcance. Decidi que EU VOU TOCAR A LUA e pra isso, preciso me livrar DOS SOLDADOS QUE DANÇAM EM MIM e de alguns SENTIMENTOS QUE NASCEM. Preciso aprender mais com O MENINO DO PATINETE e deixar ser banhada pela TERRA ONDE CANTA MEU SABIÁ. Quero passar mais tardes com JOÃO, O PALHAÇO e sentir-me protegida assim, pelo BERÇO DO MEU FASCÍNIO. Quero FOTOGRAFAR minha inquietação com o ato de escrever e contar pra todos, que tenho UM SEGREDO, UMA RESPOSTA.
Com os SUSSURROS - DO VENTO, vejo-me À FLOR DA PELE EM CONFISSÕES DESORDENADAS. Vejo-me INCONTROLÁVEL, vejo que ainda não aprendi a beijar o que tanto preciso: O Amor! Na BATALHA NOSSA DE TODOS OS DIAS, continuo com o desejo de ser MAIOR, MAIS ALTO e CAMINHANDO, pretendo descobrir o MEU SEGREDO maior. Porque sim, eu sei que TALVEZ AINDA SEJA amor o que eu sinto por você, sei também que em meio a tantos VÔOS perpassando até pelo DIA EM QUE DEUS DERRUBOU A CAIXA DE TINTAS e a minha curiosidade em saber se é tudo isso FALSO OU VERDADEIRO, me perco, me deixo com a MINHA FEBRE, na DIALÉTICA DA DOR que quis enclausurar com a ausência tua. Mas sei que preciso de uma cama para dormir. E isso SERIA COMO DORMIR NO COLO DO TEMPO, e conseguir ver através DO GLOBO OCULAR que o grande ESPETÁCULO é o que NÃO APRENDI A DIZER, acerca DO VERBO AMAR. E desafio-te: DECIFRA-ME! Decifra-me para que eu possa compreender O QUE ENTENDEM POR AMOR...
Chego, chego quase SEM fôlego, no que me veio em forma de sussurro, ousadamente. O que balbuciei como sendo OS SEM TEXTOS. Cem textos em 176 dias. Sem textos porque descobri que nada sei. Sou uma "des-Textada". Preciso de mais, mais e mais. Esse é meu alimento, esse é o meu motor. Esse é o meu cansaço, minha dor e meu sorriso maior. Amo a palavra, amo a cena, amo o instante mágico em que os dedos se descompassam e atravessam folhas e comem lápis e deitam em mim, assim... como tatuagem, roupagem, espelho. Chego, chego quase SEM fôlego aos meus SEM de cem TEXTOS. Respiro você, respiro o que pensas agora... Decifra-me, agora!
-Agradeço de coração a todos vocês... Que amam a palavra... que a elevam... que dançam comigo nessa corda que é a escrita, na dor de saber se nossos próprios olhos se agradarão, se as almas de outras pessoas se alimentarão. Em especial: Rinnaldo Alves, Bianca Alves, Kátia de Carli, Anderson Meireles, Mauro Rocha, Ana Diniz, Gerlane Melo, Cris Fontes, Martha Thorman, Amanda Manfredini, Su... Marias, Joãos, Zés, Jorges, Anas!
Meus beijos.
Sinceramente,
Drielly Neres - Outubro/2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Dry Neres

sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Dry Neres

COMO PAPIRO PRESO NA GARRAFA, ME FAÇO. Vou encolhida para que ainda me sobre espaço. Vou de meias porque a noite pode fazer frio intenso. Vou de carona, porque perdi identidade. Como astronauta marinho, me deixo. Vou de calças longas, não quero me molhar. Vou com as mãos nos joelhos, preciso pensar. Com tampa, proteção, sentada... sigo a minha viagem. Preciso de atenção, preciso só de coragem. Pensei em deixar isso como história em quadrinhos. Descobri tristemente, que não caibo nas páginas grandes dos livros. Sou personagem que invento a cada hora, mas sobretudo, sou humana só de passagem. Tenho várias caras, vários mitos, vários gritos. Eu não caibo nas literaturas. Sou personagem dos livros de Hamlet, sou o vento que perpassa teu corpo cintilante, fugaz.
COMO PAPIRO PRESO NA GARRAFA, ME FAÇO. Quisera descobrir os mistérios que rondam minha breve existência. Quisera saber do aqui, do além. Os remédios não me dão mais alívio. As músicas parecem sugar-me para um túnel, desse mar. Como astronauta marinho, me protejo. Quem sabe nas ilhas do Alentejo, quem sabe fico nas águas a afundar. Penso que não sei nada sobre mim. Digo que meus auto-retratos são fiéis. Como medir fidelidade em mãos que escrevem dores que não se sente? Como medir fidelidade em mãos que deixam de escrever seus reais desamores, dissabores? Eu me mostro demais. Sou teu livro vivo, a dona dos teus "ais"! E de suspiros ofegantes morre meu coração, porque nessa vida-passagem, pareço não me encontrar. Caminhos confusos, respostas que vem e vão... em vão!
COMO PAPIRO PRESO NA GARRAFA, ME FAÇO. Quem sabe nas ondas do mar, eu veja minha sorte. Quem sabe eu vá habitar o mesmo lugar onde mora a Dona Morte. Talvez a melancolia seja só esforço para parecer triste. Na verdade, sorrio por dentro. Tenho a alma por vezes, exorbitante. Sei que nessa garrafa que vagueia, encontrarei trilha, roupagem. Quero que os ventos soprem cada vez mais pra longe. É no inabitável que me surgem as mais belas canções. É no inabitável que minha voz ecoa mais fortemente em mim. Consigo ouvir as fibras que se movimentam em meus músculos. Consigo ouvir a voz branda que emana do diálogo que faço com meu Eu... na dialética. Me decifre. Ou não me decifre. Me transforme em quadro. Eis que o meu mistério é estar assim... pairando entre o que não sei, entre o que você acha que sabe de mim... entre o meu verdadeiro Eu. Decifra-me, não.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Dry Neres

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Dry Neres

Caminhos vários - Pensamentos soltos
A teoria dos iguais - O preconceito dos diferentes
Um peregrino a caminhar - Entre pedras, lá...
Não sei, não sei! - Eu procuro abraços desconhecidos
Ainda espero amores antigos - Entre tantos
Procuro só um ser - Me procuro ali no meio
Espero que você me ache - Entre o amarelo e o singular
Espero que eu saiba - Do que não aprendi a dizer
Mesmo sem saber - Ouso porque sinto
Ouso porque quero - E tudo que quero
Se traduz em quatro letras - V-O-C-Ê!
Você que não sei o nome - Nem a cor dos olhos
Você que nem sei se existe - Ou se só habita meus sonhos
Você que no meio de tanta gente - Me chama a atenção
Eu que te espero nesse barco sem velas - Em desalento e solidão
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Dry Neres

terça-feira, 7 de outubro de 2008
Dry Neres
"Penso que não cegámos, penso que estamos cegos. Cegos que vêem. Cegos que vendo, não vêem"! - Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Dry neres

Quantas vezes já te pedi um abraço?
Quantas vezes já te contei do meu cansaço?
Meu corpo pede calma...
Minha mente desafia a alma!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Dry Neres