quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um sujeito simples - O Amor
Dry Neres



Somos o templo uma d'Youtra. A melodia que há em nós passa longe do conhecimento teórico dos grandes músicos. O nosso amor é um sujeito simples e dispensa predicados. Amamo-nos e o nosso sorriso mora nessa conjugação. Estamos cercadas das literaturas românticas - e a prova disso é que por vezes fazemos amor ao passo que lemos um trecho de Anäis e adormecemos nos braços uma D'outra. As palavras nos cercam e nos unem de uma forma indescritível. Construímos um país onde as calçadas são de poesia e dos nossos álbuns se fazem os papéis de paredes.

Os meus olhos completamente apaixonados pelos seus jeitos... As minhas mãos que te procuram em silêncio e encontram líquidos, flor, seios. Os seus lábios poéticos me arrancam tremores, cores. As nossas pernas entrelaçadas. Os nossos cabelos claros e escuros misturados no mar que nos fizemos. Você é o meu abRigo. Você é a minha arte e meu sentido. Você me traz a calma. O mundo pode tentar me desabar que você tem o poder de construir.

Um dia, eu prometo... Ainda te escrevo um livro, com o título dos nossos dias e a foto tua estampada na capa. Dedico-te nem que seja umas quarenta páginas. Faço um diário e um álbum nosso. Seria um anexo, uma extensão nossa. Talvez eu já tenha aqui comigo algum dois livros prontos para te ver sorrir.

O nosso amor é um sujeito assim simples... Ajeita-se num abraço em dia frio. Alimenta-se de beijos. Caminha de mãos dadas. Viaja pensando em você. Dizer da felicidade ainda é pouco para nomear nossos minutos. Falar em céu é pouco para dizer da paz que você me traz.

Não vês que estamos a viver um conto de fadas, aMor?

2 comentários:

Glenda Moreira disse...

É tão grandiosa a tua forma de falar de amor. Tornas tão lindo algo que, a mim, parece tortura.
Sempre muito bom ler teus posts.
Deixo de ser tão laica e começo a acreditar que beleza existe.

Veneno Antimonotonia disse...

Eu também.