domingo, 30 de outubro de 2011

 Côncava e imprecisa
 Dry Neres


As palavras se aninham aqui ou acolá, em alguma vontade astronomicamente grande em fazer-te confissões, juramentos, promessas. Nosso enlace caminha, apressadamente, ensejando abraçar os trinta e seis meses de brilho nos olhos, lábios corados do vermelho amor, olfato aguçado ao sentir teu perfume. Ansiosa estou, porque dentre os meus planos diários ao teu lado, essa data me trará a realização de um em especial. 
Ainda preciso moldar muito o que sou para acompanhar a tua doçura. Ainda preciso ter os olhos mais ingênuos, as mãos e os lábios mais puros, a fim de alcançar os ares da sua divindade. De côncava e imprecisa que sou, não sei como o teu amor me abraça. Preciso incessantemente purificar os meus atos, abraços... Talvez eu, ainda hoje, não mereça a profundidade da sua devoção.   
Preciso dizer que te amo, assim em quase poema, porque há tempos não o tenho revelado. E há nesse ato pecado imperdoável. Não viso remendar o que não foi dito. Mas aceita de coração, as verdades dessa desajeitada com o amor. Aceita, porque eu te quero incondicionalmente. Aceita, porque ainda hoje, estou no aprendizado do que é amar verdadeiramente e ter um diamante para dar, cotidianamente, bom dia.  Amo-te, minha criança.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não cessarão as cartas, amor!
Dry Neres 



Turbu-lentidão. Diafragma contraído. Respiração ofegante. Mãos desesperadas ao volante. Ponteiros pontiagudos com a espera. Mas, não cessarão as cartas, amor. Tenho apreciado ainda mais os teus olhos apaixonados nos meus encantados. Não cessarão as preces que diariamente rogo aos céus para que o teu sono encontre sempre o meu seio. Oftalmologicamente comovida me encontro. E não é a bactéria que por hora devora o globo ocular que me traz tristeza. É o anti-vírus, amor... você é o antídoto! 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ensaio em um versículo
Dry Neres



Art. 1º 
PARÁGRAFO ÚNICO: Perdoa-me por nos últimos dias ter-me apresentado tão Casmurra em meio aos meus livros e anseios quanto ao serviço público, amada minha. Os sentimentos não murcharam. Nem mesmo o toque se tornou distante. Nada. As retóricas enamoradas somente precisaram ceder um tanto de espaço à esfera das realizações pessoais, nossas. Todavia, o amor ainda é maior, imenso. Por nós, tenho enfiado toda a massa cefálica em páginas rasuradas com ou sem caneta. Tenho tido os olhos nas leis morais e sociais a fim de que mais adiante possa dedicar-lhe plenamente os meus cuidados, com afinco. Então só tu, amada minha, será lei primordial às minhas vistas. Ainda que o serviço público não abrace por hora este corpo tão atarefado com as páginas a vencer... tenho tu, amada minha, como investidura da pele em pleno exercício cardiovascular. Tens a posse de tudo aqui em mim. Meus olhos te seguem. Minhas mãos te procuram. Tens dúvida senhora? Segue o meu ensaio, aceita o meu versículo e ama nossos beijos intermináveis. É a lei por agora.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sabe por que é tão forte?
Dry Neres





Já teve inúmeros erros. Tantos quantos nem valem dizer porque não lhe cabem nos bolsos. As suas mãos já tocaram poesias que desagradaram seu coração. Os ombros às vezes parecem arqueados em trezentos e sessenta graus de introspecção armada em pesar. Alguns dias, que não se apagam do seu calendário fazem transbordar o raso dos olhos. Ela queria ter o controle para editar cenas do seu filme. Mas, ninguém tem. Dias turvos. O inferno na ponta do cansaço. Ela sabe que todo ser humano é movido pela vaidade das horas que pensa dominar. Já teve inúmeros erros e quem não os teve atire-se primeiro do precipício.
Pensou nunca encontrar a leveza do amor. Fingia lançar-se aos braços dos enamorados. Fingia. Sabia que o amor nunca havia tocado verdadeiramente sua face. Enfeitava os dedos e o corpo todo, em goles longos de uma fantasia desmedida. Descobria-se ainda. Ensaiava os primeiros passos no seu mundo. Desprendia-se dos dogmas e razões vãs. Era só uma menina e seu diário de bordo naufragado naquilo que ela pensara ser a única verdade e vertente e razão. Jamais pensava. Tinha comichão na ponta da língua, em forma de atos desesperados shakespearianos.  
Quando entregou os pontos e parou de pensar em si mesma, descobriu a devoção a outrem, o que a mudou absurdamente. Escolhia sempre o dois ao invés do um. Praticava incessantemente o junto, ao invés da vaidade insana de buscar o status. Entendeu que o amor espera do amante a verdade, a simplicidade e a singeleza de atos recém-nascidos. O amor a fez melhor, sem dúvida alguma. O amor mandou-lhe uma mensageira que antes de lhe passar qualquer instrução, colocou-a na redoma dos cuidados, na redoma do seu coração. Fez mais ainda: provou que tudo o que é verdadeiro permanece, que tudo que é puro inspira.
E hoje eu digo... Minha inspiração é você, sempre!

sexta-feira, 15 de julho de 2011


PESSIMISMO OU SANIDADE?
Dry Neres



Educação no nosso país só é prioridade quando a palavra é proferida pela boca dos hipócritas em período eleitoral. O professor é animalizado e visto como burro de carga capaz de carregar uma herança genética doente desde tempos imemoriais. Na esfera pública usamos ornamentos circenses, porque infelizmente somos presos pela importância que damos ao nosso amor incondicional em formar caráter e regar sonhos, enquanto os “detentores do poder supremo monetário” se limitam a nos chamar de “grevistas insanos”. Na esfera particular, somos apenas mercadoria que o cliente escolhe na prateleira. Somos apenas algarismos engravatados, bem ensaiados a sorrir para o nosso próprio açoite. O proprietário é um vassalo e você... é a massinha de modelar subjugada.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Você
Dry Neres




Onde começa a minha vida e termina a sua? Qual é a parte da cama que lhe cabe? Qual é a tua xícara? Quais os nortes do teu corpo que ainda não conheço?
Questionamentos vãos de romances de primavera... Não temos limitações físicas, tampouco emocionais que nos permitam dividir algo em nós, dividir nossas vidas. Fico a pensar no fio temporal que te trouxe para mim, numa junção exponencial do que eu esperava há tempos.
Os nossos pensamentos em perfeita harmonia desencadeiam em mim a plenitude da mais nítida exatidão do nosso enlace à moda antiga.  Meus olhos contemplam a certeza de que não há eu sem você ou você sem mim.
Eu amo cada instante da complexidade que é compreender teu universo particular. Eu amo a sua ascendência em leão com a ansiedade em peixes. Faria se me pedisse um horóscopo só seu inspirado em todos os sóis e astros outros, que me trouxeram você.

Sou inteiramente tua, tal como sinto sua totalidade em mim. Amo o cuidado com que regas nosso romance. Farei o impossível para sempre ser digna da bênção que é ter você na minha vida.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Haveria poesia mais bela se não fosse você?
Dry Neres



Não paro de pensar em você um só segundo. Cá estou entre as paredes métricas dos muros da educação, fazendo a observação vassala de alunos em provas... E eu não paro de pensar em você um só segundo.
Os olhos captam as imagens externas, mas meu coração não cansa de me enviar palpitações e suspiros, por meio da lembrança do teu sorriso largo e infinito.
A adoração que sinto em meu peito por tua existência divina, assemelha-se à devoção eclesiástica. Faço de ti meu templo... Faço de ti o sonho realizado que me desumaniza e me aproxima do estado de purificação da alma. És minha fonte, meu cais, meu repouso, meu desespero... És o amor personificado.
Assim, cheios de brilho meus olhos estão, quase lacrimejados ao me deparar com a reflexão da magnitude do nosso enlace.
Haverá ainda felicidade mais extensa que essa?
Haverá amor mais transeunte?
Houve maior devoção, encantamento?
Haveria poesia mais bela se não fosse você?

sábado, 11 de junho de 2011

Vivía sin sentido, pero llegaste tú
   Dry Neres 




O teu amor é o que me transforma diariamente. Os teus olhos me abrem portas para o encontro da poesia. Eu queria que você pudesse alcançar meus sonhos para compreender que dentro ou fora da minha consciência estou ligada fortemente a ti. Ainda é inédito. Não sei até quando será o nosso SEMPRE em Cronos. Sei somente que você se faz eterna em mim. Nada, nunca poderá arrancar isso do peito de uma peregrina desesperada, sedenta por felicidade. Conheci o amor por meio do teu sorriso. 

Tudo o que eu sei sobre tentar a cada dia ser uma pessoa melhor vem de você. Sou inspirada a ser romântica desde que te conheci. Você é como uma flor rara que precisa sempre ser regada pelo vermelho e intenso da paixão que arrebata os enlouquecidos movidos pelo amor. Ainda é inédito. 

Estamos imunes aos males do mundo... Aos males da modernidade que mecaniza e humaniza o amor. Ainda utilizamos a máquina de escrever, ainda compartilhamos o mesmo garfo e a escova de dente. Esse amor, meu bem, não cabe em palavras. Feliz todos os nossos dias dos namorados. Feliz eu sou todos os dias de todos os namorados, por poder tocar suas mãos suaves, beijar teu queixo, dançar contigo mesmo quando não há música, rir das suas caretas e te fazer dormir no meu peito.


Pela primeira vez na minha vida... Eu tenho vontade de viver até o meu último dia com alguém. Eres mi religión, amor!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Introspecção
Dry Neres











O tempo finge que é tempo, mas não passa de razão. Faz-se de sonso e colorido, mas não passa de solidão. Olha para trás e percebe tuas rugas, teus cabelos desalinhados, tua alma rude e teus pés aflitos. O tempo se faz de otimista, mas não passa de ficção. Não pode haver otimismo enquanto a vida escorre entre os dedos. Os mundos que você visitou estão bem mais distantes do que sua vã filosofia pensa em descrever. Os mundos que você visitou foram deletados de sua memória. Ficou o aperto do que não foi. Haveria possibilidade de ser? Haveria felicidade longínqua naquele sorriso? Desenvolveria amor sustentável? O que você pode fazer agora é ser paciente e aguardar os próximos passos. A borracha que facilitaria o teu trabalho ainda não fora inventada. O que apaga as marcas? Tua fama de bom moço não pode de uma hora para outra, destilar, expurgar os rastros. Todo ser é sempre ruim ou bom. Todo ser é sempre sujo e angelical. É a penitência de ser humano. A tua razão por vezes grita. Grita até para ter vez, porque teu coração vive  encantado com a emoção que te toma pelos braços e lhe concede danças diárias. Haveria sido feliz d'outra forma? Poderia ter tomado nos dedos outras argolas de compromisso aceitável? Apresentar-te-iam as flores? E as dores dos teus? Terias permissão assim, para ser poética? A escrita vem dos loucos. D'outra forma seria sã e não adoentada pelos percalços e baratos que é se machucar com suas escolhas. Outonos viris e a sensação de garganta seca. Correu todo o teu passado em breves minutos? Optaste pela letra e não pela melodia. Faz então da tua letra, melódica, ora!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Qual é a natureza do amor?
Dry Neres






A humanidade tem fechado os olhos para a corrupção, para a crueldade. Tem aplaudido de pé a ignorância dos fanáticos religiosos, que pintam um Deus imoral e injusto. Nojento, para estes, é ser homossexual. Imoral é nutrir uma união que celebra o amor. Petulante é pedir direitos iguais.

Todos os dias, nos noticiários, atrocidades são desnudadas diante de nossas faces, mas continua sendo pauta de pregação ou chamamento ao arrependimento, a igualdade como ato IN-Constitucional. Muito se fala... São retóricas, falácias imorais. O amor virou imoral para eles. Mas os dedos apontados se voltam de forma voraz quando são questionados sobre o abuso financeiro contra os “fiéis”, sobre a pedofilia contra os inocentes.

Só quem é... Sabe a dor e a delícia de assim o ser.  

A dor é ainda hoje, em pleno século vinte e um, ter que saber que tal amor mesmo sendo a coisa mais linda e importante da minha vida deve se enclausurar e se conformar com quatro paredes que nos separam do mundo... Que não nos revelam.

A delícia é que mesmo diante de tanta dificuldade, o meu coração se enche de orgulho do que sou. Não optei por nada. Sou. Há certas escolhas que a vida faz por nós. A felicidade consiste nisso. Mesmo caminhando entre bosques espinhosos e terra escorregadia, cercada por selvagens inescrupulosos, porcos e desumanos coloco-me em estado de paz interior... Porque eles não sabem o que é o amor, nem o que é amar. Eu sempre soube. Do meu jeito. Movida pelo coração. Pautada nas emoções que a poesia de ser “gente” me revela. Sou. Diferente. Diferente não pela condição sexual, mas simplesmente pelo fato de viver... Coisa que mais da metade da população da Terra não sabe, porque se preocupam com mesquinharias e se preocupam, sobretudo, em viver na hipocrisia cega e desmedida de homens que se julgam “de verdade”, mas não passam de uma mentira.

O que eu sinto, verdadeiramente jamais poderia se chamar pecado. Pecado mesmo é pensar que Deus é um tirano.

Qual é a natureza do amor?

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cada dia mais...
Dry Neres




Tenho dito pouco, sentido mais. Não troco os teus beijos pelo teclado poético, mas preciso vez ou outra, derramar esse amor do  tamanho do mundo todo em textos longos, palavras felizes.

O que eu sinto por você me transmutou de uma esfera em preto e branco,  para a aquarela que não é de Vinícius, que não é de Toquinho... para a aquarela que é o teu-meu sorriso. E eu amo amar cada vértice teu. E eu amo amar suas caras e jeitos e faces e números e curvas. E eu...

Sou louca por tuas mãos, teus pés, tua alma doce. Sou louca por tua voz, pelo formato do teu rosto, pela forma como você toca o indizível ao falar do nosso amor. 

Eu não poderia escrever outra coisa... porque é bem mais que nítida toda a paixão que devoto a ti. Meu coração se enche em agradecimentos por te ter em minha vida. Eu não tenho palavras para expressar a alegria que é compartilhar momentos, sonhos, sorrisos com você. 

Obrigada, amor... Serei tua eterna namorada, confidente, amiga, mulher. Serei tua eterna guardiã, minha criança. Velarei teu sono, teus dias, teus passos, nosso amor...

E... ainda que pareça clichê:
 
"Se você não existisse, eu te inventaria". 

E você sabe disso! 
Afinal, são quase três anos... Os quase três anos que me valem tudo o que já vivi e que ainda vou viver.

 Amor da minha vida... é tão lindo tudo o que eu sinto...  
Cada dia mais!

domingo, 24 de abril de 2011



Quem fala de amor deve dispensar a formulação de nexos, estudos linguísticos, morfologia despreparada. O amor é simples e quem se apropria dele fala com a alma, ainda que pareça estar segurando um dicionário ou enciclopédia na ponta da língua. O meu coração exala o que eu sinto e tudo é inédito, NEOlogismo. Esse romance não encontrasse nas escalas universitárias... é mais! Portanto, Shut up!   

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dry Neres




No estômago um embrulho, nos olhos o ardor de lágrimas que já tem tempo aproximado de quarenta e oito horas, no coração batimentos descompassados, na garganta um nó. A minha poesia está silenciada diante de tanta barbárie. As lágrimas não cessam. Penso em meus alunos, em meus companheiros de trabalho, em nossas famílias e é  inevitável conceber que poderíamos ser nós ali naquela situação. O meu corpo não aceita alimentação, recusa repouso. A tragédia instalou-se em meu peito. As mãos trêmulas ao expressar os sentimentos de vários. O ambiente que configura sonhos foi transformado em uma tela nada artística manchada a sangue. As lágrimas não cessam. Vidas lançadas fora, precocemente disso que conhecemos por Terra. Meus olhos querem enxergar aquarelas de esperança, mas o coração diz outra coisa. A dor é imensa. As lágrimas não cessam.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apaixonadamente
Dry Neres






A nudez de um relacionamento que é extremamente humano rasga as vestes da pele que pensa saber de todas as coisas. É considerado relativamente fácil se apaixonar por uma pessoa, todavia permanecer apaixonado é a grande dádiva. Apaixonar-se pela perfeição não é nobre feito. Encantador mesmo é amar cada pedacinho das qualidades e dos defeitos de alguém. Compartilhar o travesseiro, a toalha, o almoço, os diários, a escova de dente, o pente, o cobertor... apaixonadamente! Multiplicar os sorrisos, gritar os medos, fechar os olhos juntos, esfregar os pés, beijar a ponta do nariz, acariciar as mãos... apaixonadamente! Brigar com dramaticidade, pegar as chaves do carro para fugir dos conflitos, fazer rolar lágrimas de ausência... apaixonadamente!

A paixão não nos larga um só momento. O amor penetrou nossa pele e já afirmou em alto e bom som: "Não vou sair"! Não adianta lavagem, raspagem, laser moderno. Não adianta trocar de nome, identidade, roupa, mundo. Não adianta! O que construímos, amor é algo inédito em nós. Saboreamos dia-a-dia o doce da nossa loucura e sanidade. Amamos com cuidado, comprometimento, poesia. Amamos! E tudo se cala diante do amor. Tudo se curva diante do amor. Eu me curvo diante de você... Apaixonadamente!


segunda-feira, 28 de março de 2011

Humanandróide
Dry Neres




Um homem, em algum lugar desse planeta desenvolveu técnicas e estudos capazes de recriar o amor seu que em meio ao mar teve sua vida sugada pelas mesmas ondas que um dia levaram-na até ele. Ela, ainda não sabe - mas não poderia nesta Terra haver representação de paixão mais intrigante. Lançou mão da razão e curvou sua face à fé no amor. Não se sabe ao certo, como ele fará para que o coração, que nela não há, tenha encanto nas mãos que deram a ela o piscar dos olhos. É desconhecida a origem do medo humano de não saber lidar com a ausência. Tal desconhecimento propicia o olhar poético, dos movimentos arquétipos e projetados de um ser, que embora não tenha lágrimas para expressar seu choro, curva-se diante do poder da arte que é amar. 

Se fosse necessário, por você eu faria o mesmo...






 - Dois anos e quatro meses...

terça-feira, 22 de março de 2011

Hoje
Dry Neres




Hoje qualquer canção de amor, me lembrava o teu sorriso. Hoje, a paixão que tenho exalou mais poeticamente. Vi-me diante da contemplação do primeiro amor, quando em calafrios e devaneios pensava nas noites que o amor me concedeu. A tua delicadeza invadiu meus fios da saudade, e ainda que de olhos bem abertos, os meus pensamentos  traziam você bem perto de mim. A tua voz invadia minha pele, tal como quando as tuas mãos conduzem meu corpo ao paraíso. Agradeci então, finalmente, por cada eternidade que o nosso enlace nos proporciona. Você consegue ser a metade da laranja, dispensando os clichês. Você consegue o que ninguém jamais alcançou em mim - a plenitude. Hoje e sempre quero você comigo, minha criança.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Alma-Gêmea
Dry Neres




O que eu tenho aqui no peito é o maior amor do mundo inteiro: incondicional, invencível, incomum. Quando no ventre ainda estavas, eu já a contemplava nos fios longos da minha imaginação infalível. Eu já havia te doado todos os meus sorrisos e abraços envoltos de um ciúme comum de quem está prestes a perder o "trono".

Impossível é olhar pra você, sem se encantar. Impossível é ver você sorrir e não ter vontade de correr descalça no planeta pintando uma ou três aquarelas. Dificílimo é não se espantar com a sua beleza ímpar. 

Eu queria conseguir ser pra você, somente uma porcentagem mínima do que você é pra mim - assim, você saberia facilmente o quanto é imenso o que carrego aqui no peito por tua doçura, pequena.

Eu sou loucamente apaixonada por você, irmã minha. Perdidamente encantada com a tua alma doce. O aniversário é teu, mas eu já fiz meu pedido aqui para as estrelas - pra que a maturidade e a razão nunca nos roubem a pérola mais preciosa que carregamos juntas -  a amizade.

Te amo, lindeza!

À Carol Neres, irmã-alma-gêmea minha.

terça-feira, 8 de março de 2011

Indizível
Dry Neres



A minha ousadia literária desafia as limitações do indizível, porque tenho aqui no peito um amor maior que o mundo e que precisa ser estampado na face dos meus dedos velozes no ato de escrever.

Configurei-me para recebê-la. E confesso ter pensado estar preparada para amar. Obviamente se pensa, quando se abre as portas do teu coração, estampa um sorriso na boca e perfuma a alma para receber um ser que não pertence a tua carne, mas que se pretende levar consigo para o resto de sua existência. 

Confesso agora talvez lúcida que não há preparação alguma para o amor. Ele vem quando a alma descansa, quando o sorriso se guarda; ele vem, quando os teus olhos parecem não mais enxergar; ele chega, quando os teus cabelos estão despenteados e seus pés usam meias na tentativa de fazer calor numa gripe existencial.

Quando soube que estava te amando, percebi-me tão crua e nua da vida, que precisei enriquecer minha alma, meu corpo, meus dias, minha fé. Todavia, já estava contigo, talvez não em matéria física, mas com certeza numa esfera pensamental muito mais avançada. O que me levou hoje mesmo à conclusão de que isso também não me garantia uma "preparação" para viver o que antes só era ensaio.

Nesses dois anos e três meses, desvencilhei-me das preparações e montagens. O que tenho com você hoje é uma eternidade que não pode ser gasta com coisas fúteis. É a eternidade mais doce que meus lábios e olhos e coração já saborearam. Se eu me desse o desprazer de pensar em enfeitar minha alma para o seu coração, já estaria perdendo a fase mais intrigante e gostosa, que é ser humana e deixar-me ser assim aos teus olhos.

Aprendi, sobretudo, que o amor ainda vai muito além do que penso saber. E só descobri tudo isso, por meio da imensidão dos seus olhos que me dizem incessantemente que ainda há mais para sorrir junto contigo.  

Considero-me uma estagiária desmistificando suas teses em campo de amar, com a identificação estampada no peito da única certeza que tem na alma: "Eu te amo"!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ah!
Dry Neres



Diz-me dos teus encantos, os porquês... É quase impossível aos meus olhos ver-te humana. És a divindade poética dos meus ais e cais e fontes. És de fato a própria representação da estética do amor em mim. Abriga em ti as interjeições da pureza e do pecado. Carrega em teu corpo-maestria a  força dos meus desejos e sabores. Tem nos lábios a habilidade avassaladora de me tomar o juízo e as roupas. Toma-me com as mãos, as letras e a coerência. Rouba-me com as pernas, toda a sanidade do real. EN-Leva-me aos sentidos mais sublimes que o sensorial desenvolveu. Traz-me os frascos da delicadeza quando o assunto é acariciar o teu templo. Diz-me! Qual é o segredo do teu sorriso? Como consegues arrebatar-me assim de alma e corpo? Como explicar que eu já era tua, antes mesmo do teu nascimento nessa esfera? Que ventos sopraram tua voz até meu canal receptor da felicidade? Sintoniza agora teus pensamentos nos meus, porque estou inebriada de canções e poesias, na espera mais saudável que já vivi - a espera certa, de que amanhã mesmo, e de que  em todos os outros dias irei alcançar seus lábios e o teu coração que já me pertencem.; e embora eu já os detenha, para mim será sempre como a primeira vez, como o primeiro telefonema, o primeiro texto e beijo, o primeiro sim. Renovado é sempre em mim, a alegria do teu/nosso amor. Ama-me sempre assim, devotadamente, pois sempre em meu seio repousarás em sono suave, tal como criança fostes um dia, assim sempre terás a segurança e o carinho de quem te ama incondicionalmente. Ah! Diz-me dos teus encantos, os porquês...      

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A minha poesia também recebe cartas de amor

"Bem, você parecerá um pouco confusa
E você parecerá um pouco machucado,
Mas, baby, nós dormimos de conchinha como ninguém
Então eu vou ajudá-la com esses livros
E você aliviará minha aparência preocupada
E vamos calocá-los, solitários, na prateleira"
"You and I, you and I"
Eu te amo minha pequena. E com o passar do tempo só aumenta! Amém.
Sabe, enquanto você dorme - como uma princesa - eu te abraço, te beijo, passo a mão nos seus cabelos... deito no seu peito - que é meu abrigo, onde encontro paz - e te agarro prestando atenção na sua respiração, ouvindo as batidas do seu coração... e são nesses momentos que eu tenho certeza absoluta de que não há mais eu sem você! E cada pedacinho meu sabe que você, Drielly Neres, é a mulher eleita para ser amada por mim pro resto da minha vida!
Obrigada por me fazer sua também. Mais uma vez e sempre: Eu te amo!

(O amor da minha vida escreveu essas coisas lindas pra mim...) 


Eu também te amo, I N F I N I T A M E N T E ! ! !

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Poematografa-me...
Dry Neres





Fotografei o nosso dia. Poeticamente pensei nos janeiros, fevereiros, outonos, aniversários, sorrisos, alianças que estampam nossos álbuns pessoais. Percebi tão claramente que nenhum outro caminho que meu coração ousasse seguir, me conduziria ao que construímos hoje - um poematório de amor.

Repousei meus pensamentos na primeira imagem que tive de ti, antes mesmo de tê-la formada no realismo palpável, ao ouvir de bocas outras, o teu nome sílaba por sílaba. Ali, inevitavelmente eu já estava apaixonada, apaixonando-me pelos relatos que me eram contados, de um amor, de outro estado que parecia um mapa da mina que eu precisara decifrar. E unindo cacos e retratos alcancei a sua imagem numa dessas páginas de pesquisar. Foi quando apaixonei-me pela segunda vez. A terceira paixão me veio pelos fios telefônicos, tempos muitos depois, quando num doce susto percebi a intensidade da tua fala em mim.

O amor me bateu às portas quando sem arma, nem escudo eu me encontrava, ali submersa e submissa ao encanto teu. Foi uma sequência de 'apaixonamentos', até que descobri que o que eu sentia era a reunião absoluta de tudo que eu queria, numa intensidade muito mais fugaz que as infinitas ondas do mar.  

E quando por arte ou situação inexplicável do destino, fomos postas no mesmo caminho, chorando alguns desencontros da vida, que serviram para nos encontrar. Fomos livro de cabeceira uma d'outra; literatura viva e conto de fadas, com direito hoje, enfim, de "final" (leia-se eterno começo) feliz e calendário pra 'poematografar'.  

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Coração Casmurro
Dry Neres



Entreolharam-se percebendo a frieza de um momento. Um doce frio quente de amor estonteante e trágico.  Não era Romeu, nem Julieta. A sua dança era poeticamente desesperadora.Uma sensação de peso nas mãos sobrepostas ao mundo. Uma sensação repentina de desligamento carnal. Os olhos pesaram acima de um fantasma que retornara ao cenário da vida real.A vida real era somente um quadro palpável brevemente com o estalar dos dedos que se confundiam com vidas passadas. E no meu coração Casmurro, só haviam paisagens que gostariam de ser ensaiadas algum dia desses, juntamente com a utopia incessante de caminhar em alguma Avenida Paulista sem culpas e sem pesos. As armaduras despedaçaram-se com a presença da consciência.

O que ainda tem de bom é o que eu sinto por você, que nunca muda.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Cartas à minha amada
Dry Neres



Eu queria saber descrever o que acontece quando tuas mãos tocam o meu corpo... Queria ainda controlar os ponteiros quando os seus olhos navegam nos meus. É incrível a sintonia, a intimidade, a metade de mim que você é. Eu tenho no peito os desejos mais sinceros de um coração apaixonado, talvez do mais apaixonado que há nisto que chamamos de Terra. Eu quero dançar com você, uma música bem doce, a noite inteira, e sussurrar no teu ouvido o que há de mais belo em matéria de amor... Vou encostar a ponta do seu nariz no meu, fechar os olhos e ter a certeza de que a felicidade tem a nossa cor. Te entreguei todos os minutos da minha vida. Fiz com que você pudesse tocar a minha face e descobrir o amor que você sempre quis sentir.

O amor nos escolheu para cuidarmos uma da outra e preenchermos tudo o que faltava... Me escolheu para que eu fosse o teu travesseiro a noite, o teu antídoto contra a insônia, a tua fortaleza e a tua menina. Te escolheu para me trazer sensibilidade, coragem, poesia, doçura. Nos escolheu para mostrar que o amor não tem limites, barreiras.

Eu juro que te amo e que prometo te amar até os meus últimos minutos de vida. Eu juro que quando você não está perto de mim, eu fico apreciando nossas alianças, o teu sorriso que nunca se apaga dos meus olhos... Eu durmo abraçada com o travesseiro, na tentativa desenfreada de acarinhar meus sonhos, tal como você faz. Eu abro e fecho a geladeira só para te imitar. Faço café só para imaginar que você vai me pedir um pouquinho...

Eu sou completamente louca por você....

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

24 HORAS
Dry Neres



No cérebro, um formigamento externo às estrelinhas do dia destinado ao pensar desenfreado. Chega num cansaço de corpo. Chega num cansaço de alma. É como ser dono de uma balança, e ter a função diária de não deixá-la pender nem para um lado, nem para outro, a fim de resguardar os instantes de sanidade.

Fuligens de ideias inconcatenadas que se misturaram com o que penso ser eu. Tenho caminhado tanto. Os ombros estão arqueados verticalmente, momentaneamente sem batimentos. Os dias correm depressa, e em todos os finais de ano, minhas têmporas doem mais, doem absurdamente mais. Todas as vinte e quatro horas de todos os dias do ano deixam se pesar no final dos ciclos. E a mente parece trabalhar mais que operário nas ideias de Chaplin.

Os sentimentos apertam os sentidos ou é vice e verso. Todos os sentidos do homem escondem-se nos olhos. Os olhos parecem minas com ponteiros de tempo. Os olhos fingem. Os olhos seguram a ponta da alma. E um homem ainda não ganhou a dádiva de ler os olhos de outro homem. Aí está a beleza de tudo. Olhar e não compreender. Teimar e não acertar. Insistir e falhar. Meus olhos estão um tanto cansados do que vêm. Ou quem sabe é só a ressaca anual que resolveu desembocar nesse peito de poesia diária.

Só são vinte e quatro, mas parece uma vida toda.

domingo, 19 de dezembro de 2010

À poesia nossa de cada dia
Dry Neres




O meu amor é prosa em verso. 
O meu amor tem a doçura na ponta dos dedos. Tem os fios do cabelo bem alinhados. Tem o sono de contos de fadas. Tem na face o sorriso mais pacífico de todos os oceanos. Tem a arte na ponta das ideias. O meu amor carrega nos bolsos algumas letras da Duncan. Não dispensa o bom all star quando é pra me agradar. O meu amor é ultra-romântico e à moda antiga. Gosta de se atrasar sempre; parece charme para aguçar meus instintos. O meu amor dorme feito anjo. Deveras anjo ser na realidade. Tem gosto de café nos lábios todas as tardes. Come livros desesperadamente quando a insônia chega. Tem na ponta dos dentes alguma explicação científica quando o assunto é corpo humano. O meu amor é representação divina da felicidade. É a eternidade em que quero habitar. Tem nos pés o meu fetiche. Tem nas mãos o mapa do meu desejo. O meu amor tem o desajeitamento nos gestos. Tem uma caixinha de relógios. Gosta de cumplicidade. Ama com intimidade. Cheira A-mar. É humano e divertido. Gosta de abrir a geladeira no meio da noite e beber água gelada. Ouve músicas antigas. Ama molho italiano. Demora no banho. Demora em mim. O meu amor é dessas coisas que se guarda pra sempre. É dessas coisas que se ama desesperadamente. É dessas mulheres de tirar o fôlego e a identidade e dar sorrisos durante uns trezentos e sessenta e cinco dias de todos os anos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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Dry Neres




Ela nunca fora tão feliz assim nem nessa, nem em outras vidas. Morava nos sertões dos seus desejos, e quando lhe perguntavam acerca do amor, dizia: "Vai bem, não sei... vai"! O amor passou por ela inúmeras vezes, mas nunca ousou tocá-la. Ensaiou até poesia, rima, fala, mas ainda não era hora, nem mês. Caminhava na corda bamba da incerteza. Fascinava-se. Apaixonavasse pelo invisível. Imaginava. Pintava a verdadeira face do amor. 
O coração dela estava acostumado a bater forte e, por várias vezes, pensou saber caminhar nos labirintos do sentimento. Sua rotina estava calcada na razão, nos números, no sexo. Abandonou de tudo um pouco, para viver suas fantasias. Ironias. Chorou como rio deságua. Clamou aos céus, dias mais coloridos. Quando acordava dizia: "Que seja eterno enquanto dure"...


HOJE...


Diz: "É-Terno"!

Certa vez duma boca outra ouviu os dizeres: "Não devemos eternizar o amor". E hoje, ela poderia dizer certamente, que ouviu o conselho. Não buscou eternizar o amor. Fez do amor sua eterna razão e loucura. O amor fez dela a sua eternidade. Ah, e como foi bom pra ela ser é-terna do amor. 

Sua face é corada. Seu caminhar mais largo e imponente. Sua humildade, acrescida de elegância. Seus dedos são ornamentados por alianças várias de um amor único. Seus dedos tocam o sexo, romanticamente, ainda como se fosse a primeira vez. Os seus lábios repousam nos lábios de sua amada sem pressa de acordar. E mais ainda - não deseja, nem espera acordar. 

É de olho fechado que encontramos o amor. 

Ela não pisca quando sua amada está ao lado. Capta cada movimento delicado, feminino. Ela alimenta diariamente um altar devotado ao amor. Religiosamente atenta aos sussurros do teu amor. Fez da tua amada, sua água, seu pão, sua poesia, sua profissão. 

Escreve com ternura. Pensa delicadamente em amar cada vez mais. Abraça as palavras com firmeza do que sente. Faz do teu amor, irrefutável. Namora não só com a amada, mas namora dia a dia, a beleza mais incontestável de sua vida - A de ter sua sombra duplicada ao sol e dormir de conchinha em todas as estações de todos esses anos.