domingo, 26 de setembro de 2010

Para não morrer de saudade...
Dry Neres




EXISTE um céu, muito mais amplo do que o que podemos contemplar com os olhos da carne.
EXISTE um Deus afetivo que não pune nem apregoa seus filhos por exercerem um livre arbítrio pré-ordenado.
EXISTEM anjos a entoar hinos quando os irmãos seus, aqui nessa Terra, são bondosos e honestos uns com os outros.
EXISTE a saudade, aqui na Terra, dos bons tempos em que vivíamos unos em paz e sorrisos... Os velhos, quase apagados tempos, em que os tiros não eram disparados, nem as mulheres estupradas, nem os governadores corruptos; tempo este, em que o homem não era humano, mas somente anjo... mas somente puro.
HOUVE este tempo, mas não nos é permitido recordar com tanta clareza, para não morrer de saudade!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Se nós tentarmos partir... Que Deus envie anjos para guardar a porta"!
Dry Neres


Existem canções que nos transportam, que fazem o mundo parar no instante em que escutamos e aproximamos nossos lábios do ato de beijar com os olhos e com o restante do corpo:

"Você consegue me escutar? Estou falando com você...
Do outro lado da água, do outro lado do profundo oceano azul...
Sobre o céu aberto, oh nossa! Meu bem estou tentando!


Garota eu te escuto, em meus sonhos,
Eu sinto o seu sussurro do outro lado do mar.
Eu te guardo comigo em meu coração...
Você faz as coisas fáceis quando a vida fica difícil.


Sortuda, pois estou apaixonada por minha melhor amiga...
Sortuda por ter estado onde estive...
Sortuda por estar voltando pra casa novamente.

Não sabem como demora
Esperar por um amor como esse.
Toda vez que dizemos adeus
Queria que nos beijássemos novamente.
Vou esperar você, eu juro que vou esperar!


E então estou velejando pelo mar
Para uma ilha aonde vamos nos encontrar.
Você ouvirá a música preencher o ar
Vou colocar uma flor em seu cabelo.


Apesar da brisa das árvores
Se moverem tão graciosamente, você é tudo que vejo.
Enquanto o mundo continua girando
Você me abraça forte aqui, nesse instante"! (Tradução com modificações de gênero - Lucky - Feat. Colbie Caillat)

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"Amor não é um lugar
Para ir e vir quando quisermos...
É uma casa que entramos
E nos comprometemos a nunca partir!


Então feche a porta atrás de você
Jogue a chave fora...
Trabalharemos nisto juntos
Deixe que nos leve a ajoelhar...


O amor é um abrigo
Numa tempestade furiosa.
O amor é paz
No meio de uma guerra.
Se nós tentarmos partir
Que Deus envie anjos para guardar a porta!
Não, o amor não é uma luta
Mas é algo que vale a pena lutar...


Para alguns amor é uma palavra
Que eles podem descansar.
Mas quando dá tudo errado
É difícil manter a palavra.


O amor virá nos salvar
Se nós, simplesmente, o chamarmos...
Ele não nos pedirá nada
Mas exige tudo de nós"!(Tradução - Love Is not a fight - Warren Barfield)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É-terno
Dry Neres

O meu sorriso anda largo. BONITO. Estampado - desde que passei a sorrir ao seu lado. Tenho fotografado as flores, o branco, o tudo. Tenho tentado não pensar tanto no amor. Bobagem! O amor dispensa a razão... O meu sentimentalismo em teu retrato. As minhas mãos que te fazem um afago. Sou a cuidadora dos teus olhos. Entrego a ti, painéis de felicidade, estrelas, estrelas e também os meus dias. Os nossos beijos têm estado mais doces. O nosso sono já é mais abraçado. Os nossos dedos resolveram se aninhar e não se soltam nem nas noites mais Celsias. Meu amor, eu te carregarei em meus braços todas as manhãs. Já não é mais, há muito tempo, lirismo de primeira geração romântica, quando transito pelo mundo das palavras nas tentativas desenfreadas de brindar nosso amor. O meu sentimentalismo é exarcebado e por isso, estou aqui inteira, relatada, nua. O meu sentimentalismo não tem razão nem outra desculpa para temer nada em nós. Os teus olhos me tiram toda a razão, e a única coisa pela qual peço desculpas - é por ainda não ter escrevido, mais uns três mil versos apaixonados endereçados a ti. És... a sublime arte feminina!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Os teus olhos
Dry Neres



Eu que nunca tive tom muito cerimonialista, tenho pensado em me casar com você todos os dias. Também nunca pensei em fazer café pela manhã e acariciar a face de algum anjo à noite, tenho assim o feito incessantemente. A você, destino hoje a minha literatura viva... a minha literatura transmutada e conservada na verdade única, de que te amo, amo, amo e não quero parar de amar nunca mais. 

Os teus olhos me trazem a certeza mais exata de que Deus com sua bondade infinita resolveu secar minhas lágrimas e me colocar no colo. E para um feito tão grandioso, enviou você. Quando me percebi ao teu lado, senti também e juntamente, suas mãos que mais pareciam o melhor abraço do mundo, ao acariciar minha face, me pôr no colo e secar o infinito rio que derramava dos meus olhos. 

Os teus olhos me trazem cartas, todos os dias... Abençoadas da mais perfeita verbalização e representação humana do que hoje entendo e sei, que vivo de amor. E ainda que, se você não estivesse comigo, eu continuaria a usar nossas alianças. Sim, continuaria a cantar para você, escrever para você, ser tua... Não se deixa de amar, o que começamos antes mesmo de termos pisado tais terras, da Terra. 

Você me traz leveza, inspiração. O seu sorriso é o lugar onde estampo o meu. Você é tudo pra mim. Não há dúvidas de que nos casaremos em cada cômodo, em cada país, em cada estado (de espírito) - na alegria e na alegria, na felicidade e na felicidade, na saúde e na saúde e todo o resto do cerimonial que os apaixonados sabem de cor. 

Eu vou estar contigo pra sempre, menina. 

Sempre, entendeu?

EU TE AMO... com ou sem cerimonial. EU TE AMO.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O HOMEM E A MINA
Dry Neres


O coração não queria me dar trégua. Na garganta o nó de trinta e três. Na sede, a angústia de trinta e três. Na fome, o caos de trinta e três. A vida vista em tubos. A esperança soterrada à setecentos metros. A esperança ainda viva num pedido de casamento. Os olhos que não se alcançam. A escuridão anunciada. Os bravos combatentes da claustrofobia e da saudade. Os sorridentes soldados desnutridos e descamisados. A vida vista em tubos. E o que mais dói saber é que nem precisa estar enclausurado numa mina subterrânea para sentir solidão - porque muitas vezes, a "mina" está dentro de nós. 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amor, meu grande amor
Dry Neres



NÃO serão birras, nem brigas, nem broncas que terão o poder extra-vivo de nos separar. Não serão as cenas, ou ciúmes, ou crises de tempos em tempos que ousarão destruir o maior e melhor amor do mundo. O respeito e cuidado que construímos está calcado no mais belo solo FÉ-rtil - o solo do nosso amor fiel e devotado.

Eu te amo mais a cada dia. Eu te desejo mais a cada beijo. Eu me orgulho mais de você a cada conquista. Há provas circunstanciais, de que não vivemos um amor de carnaval, ou de verão, ou de alguns poucos dias. Há provas ainda mais evidentes, de que nascemos uma para a outra. O teu riso me é tão familiar... tão DOCE e conhecido. As tuas mãos são tão conhecedoras dos meus encantos... Os meus pensamentos e o seus estão completamente concatenados. Você é detentora de todas as minhas juras de amor. Sou DEVO-tada a ti, inteiramente. Eu conheço cada movimento do teu corpo, cada linha, cada líquido. Eu sei distinguir PERFEITA-mente cada nota PRESENTE em tua fala, cheia de verdades e amor tão puro, ao qual me devota com tanto afinco.

AMOR, MEU GRANDE AMOR...

Você é MUITO, MUITO mais do que eu pedi, ou que pude imaginar um dia. Você é o amor de todas as minhas vidas e mais um pouco. . . Te sinto como a ex-TENSÃO do meu corpo - sinto e percebo a vida como você. Abrimos e fechamos os olhos com um mesmo intuito, foco. . . olhamos na mesma direção, enfim. Eu quero beijar tuas mãos, beijar teu instinto, seus extremos, seus nortes. Você, minha estrela, é o meu amor, meu grande amor.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O segredo é não pensar no "ontem"
Dry Neres



Queria envolver teu coração nos meus braços e te ninar. Queria não precisar responder aos teus olhos indagadores. Queria mesmo e mais ainda, que tua confiança fosse verdadeiramente firme.
Quando o amor é questionado, ele sofre. O amor não admite dúvidas. O amor magoasse facilmente quando os seus afetos transbordantes não são vistos como se queria. E o amor... Queria apagar todo o "ontem", porque meu hoje é eterno - Meu hoje é você!
Eu não queria ter que chorar agora... Mas é insuportável a ideia de que seus pensamentos não têm te dado trégua, nem paz. Eu sei que NUNCA amei e NUNCA vou sentir por alguém o que eu sinto por você. Sim, ultrapassa tudo o que estabeleceram de comum em um bom relacionamento. Ultrapassa o que o universo definiu como amor. E por que você não consegue fazer disso a tua e a minha verdade? Por que?

"Queria mesmo e mais ainda, que tua confiança fosse verdadeiramente firme".

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ao teu medo
Dry Neres


Não haverá dança sem par. Frio sem abraço. Beijo sem flor. Estrelas sem céu. Não haverá a mínima possibilidade de Dam sem Dry. Diga ao teu medo que fique - BEM LONGE DE NÓS - Diga ao teu medo que sou seu ponto de exclamação, seu império, seu travesseiro.

Tenho pensado mais fortemente nos últimos dias acerca do nosso apego. Penso que se preciso fosse, eu largaria tudo - diploma, trabalho, carro, residência fixa - para viver com você onde quer que fosse. Sinto NECESSIDADE de ter você minuto a minuto perto de mim. E o tic-tac, bi-bi, fon-fon da rotina me faz um Sócrates questionador do Clero. Eu não queria precisar transformar o mundo dia-a-dia lecionando Língua Portuguesa e outras humanidades, se a mais bela transfomação já ocorreu em mim. Sou licenciada e bacharel em você. Estou Mestrando em - como fazer uma mulher feliz - Eu não preciso ser eu, se eu tenho você. Você preenche o tudo!
Se eu soubesse domar as palavras te faria entender definitivamente que sem você não haveria brilho nos olhos, vermelho no sorriso, cor no coração, ar nos pulmões. Eu nasci para te encontrar e te fazer feliz. Eu te esperei para que eu pudesse deitar no teu colo e saber que a tranquilidade mora perto de ti.

Eu não vou deixar a felicidade escapar. Não se preocupe!
Eu te amo, minha criança...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Trans-POR barreiras
Dry Neres


Quanto mais te amo, menos sei dizer do que sinto. É como uma barreira que se instala no espaço que separa o coração da máquina de escrever. É como se houvesse ainda nesse espaço visualmente pequeno, uma imensidão de entrelinhas e alfabetos de todas as línguas. São palavras IN-concatenadas. Não permitem a junção morfo-LÓGICA, para que a razão não se atreva a tocar os dedos no que é feito de vermelhos e sorrisos. Somente quem ama, assim como eu te amo, poderia alcançar essas ideias que soam como louCURA. Eu sei que me curei do defeito de expor demais - é mais ou menos assim: é tanto amor, que assim o guardo como uma pérola, que para mim é a única no mundo inteiro, e me recolho em posição fetal quando as palavras pulsam no aparelho fonador. Guardo-as, dentro da caixinha que abriga a pérola, para santificá-las. Para que ninguém as diga em vão; para que não seja profanada a nossa literatura. O meu altar é composto desses segredos tão expostos. O meu altar amor é você. Ajoelho-me. Curvo-me. Revencio-te em adorAÇÃO e DEVOção. Este amor é como oásis no deserto - se eu fingir por alguns momentos que não o tenho - serei então multiplicadamente feliz, pois sou sabedora do conhecimento de que a incansável busca é que nos torna inteiramente vivos. Amo-te assim, cada dia, como se fosse o primeiro e o último. Refresco-me com teus beijos, como se fosse a única fonte de água potável da Terra. Embebedo-me dos teus olhos, como se fossem a única razão e motor da minha existência - e assim, hiperbolicamente são.

Caminhando aos vinte e um meses. Caminhando sempre na cautelosa divisória entre o que é bom e o que não é para nós. Sendo arquitetas do nosso próprio sorriso. Sendo cuidadoras da nossa verdade. Alimentando DES-regradamente o vulcão de sentimentos que mora em nós. São mais que vinte meses. No tempo que não se conta, já é uma vida toda. E como o amor acredita em tudo, inclusive na reencarnação, a gente vai viver todas as vidas possíveis, e o mesmo amor estará em nós - Porque é indiscutível o poder que os seus olhos têm em mim. É ainda mais apaixonante, o domínio que as tuas mãos têm em minhas curvas. É você e só.

terça-feira, 27 de julho de 2010


"O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor
[...]
Poderia se chamar primeiro beijo

Porque não lembro mais do meu passado
[...]
Poderia se chamar universo

Porque nunca o entenderei por inteiro"...

Que não deveria se chamar amor - Paulinho Moska

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Biovidadegradável
Somos exatamente aquilo que temos?
Dry Neres



Você tem dinheiro? Você tem filhos? Você tem saúde? Você tem idade? O que você tem? O que você vale?

Efemeridade – palavra que poucos conhecem ao pé da letra como dita as normas dos dicionários, mas que todos sabem exatamente como dói não ter o poder de eternizar coisas, pessoas, momentos. Ainda que façamos esforço descomunal para tal... É impossível! Caso contrário, não se chamaria vida, mas sim filme onde podemos pausar, retroceder, avançar, aumentar o volume. Volume – eu queria poder aumentar o meu volume de vida nesse exato momento. Ouvir da mais leve respiração de criança, até o turbilhão de maquinários de uma montadora de turbinas de avião. Queria aumentar o meu volume pra vida... Pra entender melhor o mecanismo de tudo isso que nos impulsiona, que nos faz sorrir, que nos faz chorar.

Por mais erros que consigamos carregar ao longo de nossa trajetória neste mundo, não devemos ser julgados quando mais precisamos. Ao contrário, devemos ser colocados no colo tal como quando nascemos, na tentativa esperançosa, de ao menos nos sentirmos ainda importantes ou vivos. Viver – ato que poucos conhecem em sua íntegra. Muitos, a maioria conhece apenas o que a grande mídia divulga e metaforicamente, não o que os bastidores ensinam.

Se somos exatamente o que temos, porque então nos preocupamos diariamente, em apenas trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar, para conseguir dinheiro. Seria todo homem então como a visão de Príncipes de Maquiavel? Somos então: dinheiro, capital, moedas, reais!

Na minha vã lucidez creio que não. O homem mais duro de coração se ajoelha e se rende ao sentimentalismo que lhe é nato, quando prostrado diante das injustiças que a trajetória nos apresenta. É injusto um pai ter filhos e alimentá-los, doar o máximo de si a eles, amá-los, chamá-los de minhas crianças, e quando esse pai se vê em situação de dependência total, não ter o que é direito de todo ser humano: o amor! Mais do que ver o pai como um problema, dever-se-ia ver o pai como sinônimo do mais puro amor, do primeiro amor, àquele que remete mais brilhantemente o amor de Jesus Cristo por toda a humanidade.

Somos exatamente o que temos? E pra esse pai que tem filhos que se comportam como estranhos? O que tem? O que vale? O mesmo tem o peso da indiferença e vale somente o que consegue vagamente respirar, caminhando de forma bamba, à incredulidade na própria morte.

O meu racionalismo não me deixa mais o ser. O coração esmagado em desejos que me são sobre-humanos. Na garganta, a angústia de a qualquer momento atender a uma chamada telefônica que não trará felicitações, mas somente despedida. Nos olhos rasos, as lágrimas que não caem há tempos por motivo nenhum. Nos poros a sensibilidade e o medo de se sentir cada vez mais humana.

A vida num tubo respiratório onde o ar é escasso. Onde cada tempo é tempo de correr contra o resto do mundo.

Ao meu avô, Luiz.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Na imensidão
Dry Neres



Não sei exatamente o por quê, mas estou assim, um tanto quanto mais apaixonada por você. É que não me sai dos pensamentos a imensidão do teu sorriso. É que ainda hoje faço questão de beliscar os olhos na tentativa feliz de provar pra mim mesma que você faz de mim a criatura mais feliz da face desse mundo.

Dia desses, quis ser a protagonista da Felicidade Clandestina que a Lispector desenhou - leio você lentamente, passo-a-passo, linha-a-linha, metro-a-metro. Leio vagarosamente. Deixo de ler por alguns instantes para que quando eu retornar, eu possa sentir o coração apertar como se fosse a primeira vez. Carrego-te assim, aos braços como o amante carrega na face a alegria indescritível de não ser só no mundo. Às vezes finjo te perder, para que o desespero me tome, a fim de que quando eu me perceber na realidade de ter-te assim minuto-a-minuto, eu possa dar valor a cada sorriso teu que me invada, me domine, me enlouqueça.

Desta vez, escrevo-te com lágrimas na face, pois é impossível controlar a emoção de amar-te e novamente saber que se só houvesse eu e você no mundo - duas Evas - seríamos também felizes imensamente, pois bastamo-nos.  

A minha poesia está demasiadamente aflita, agora neste espaço de horas, porque a minha vontade é escrever até não sentir mais as mãos, a fim de ditar as palavras que se derramam agora, desvairadamente, em meu coração. Você é literalmente um anjo. Uma criança em corpo - ...E que corpo! - de mulher... É minha bonequinha, a minha estrela, o próprio ar que eu respiro. Já não sou eu então! Trans-mu-tar-te-me assim, em sua alma que é gêmea minha. E em nossos lençóis, uma silhueta só dorme - tal como adormecemo-nos no seio uma d'outra.

O teu sorriso... a minhaimensidão! O teu sorriso estampado em mim! Aprendi o que era sorrir, quando os teus olhos vi de perto naquela noite fria de algum ano desses da nossa existência pré-mortal talvez. .
- Que seja infinito - é o que rogo aos deuses que puderem me ouvir... Que o teu sorriso seja sempre o motor e a razão da  minha poesia e assim, do meu próprio viver

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Outro inverno se aproxima
Dry Neres




Quanta melancolia invadiu-me... Não sei se pela leitura de João Cabral de Melo Neto, onde lhe ocorria de o amor lhe comer tudo - até os papéis onde ele quereria um dia escrever o nome; não sei se pela chegada breve de mais um inverno me trazendo mais idade... Sei que sinto saudade de um monte de coisas. É uma melancolia nostálgica. Uma espécie de poesia que escolhera derramar o seu líquido em meu corpo. E eu assim, desnuda... Entregue a pensamentos de poesia e violão. Não sei se por ter mais idade a gente se afasta do sorriso simples de criança. Não sei se  perdemos a vontade de sujar as mãos com o doce do algodão...

As horas se passam e os questionamentos multiplicam-se. Calculo o inexato de quilômetros que já percorri... e neste cálculo ineficaz percebo que o ponteiro do relógio asperamente só caminha em uma direção e me assusto ao esfregar os olhos e perceber-me mulher, não mais criança. O peso das responsabilidades nos impõe algumas irresponsabilidades e desafetos com nós mesmos. O peso da idade faz-nos viver numa corrida interminável contra nós mesmos, contra os sonhos que passam depressa diante da realidade que chega sempre em horário inglês.

Escuto som escocês... É hora de recolher as asas das palavras que precisam ser caladas - Elas sempre insistem em falar mais do que deveriam - Não tiveram a educação de esconder, camuflar, tal como o artista chora internamente, para que a platéia possa sorrir. E se a vida fosse tão real... Eu não seria!

sexta-feira, 25 de junho de 2010


Olhando-me assim, penso ser romântica
Dry Neres


Em alguns momentos o próprio romântico deixa de reconhecer-se. Ele planeja o absurdo, cria mundos, dá voz à ausência, dá beijos ao vento. A própria romântica pensa estar louca desvairada a pensar na sua amada em todos os momentos que lhe deram a permissão de viver. Mas o romântico às vezes não tem o cuidado de saber quando precisa ainda mais ser namorado, antes, sobretudo, de ser amigo. E a amizade vai se confundindo com a intimidade numa rima nada boa de ler.  A gente se esquece de tirar do plano atmosférico dos pensamentos, todos os nossos desejos, todo o nosso real sentimento, porque pensamos já assim o saber, o amado nosso, pelo o qual até deixaríamos de viver. É um erro brutal, que te prometo meu afago, não mais deixar de lhe remeter. Não serei romântico só de palavras, mas voltarei a empunhar-te flores e a morrer de amores em ti até o amanhecer. Não deixarei de ser romântico nem pelos ‘ais’, nem pelos dias a mais - tantos, ao qual o nosso amor tem caminhado. Não será o tempo ou a intimidade demasiada que me arrastará da maior vontade realizada que tive ao ter-te assim comigo. Não deixarei mais letras serem desperdiçadas, na vontade ardente de serem escritas, pela vontade inexata de deixar passar essas tintas, pelo fato de já ter o conhecimento perfeito do que é o amor meu. Indago-me, oh minha amada, porque assim teria de ser se somos diferentes... Indago-me e torturo-me, oh minha amada, desculpando-me pelo lapso temporal a que me remeti, esquecendo-me de regar o seu jardim. Perdoa-me pelas palavras ditas em escassez, e pelos beijos que o sono não me permitiu dar, ou pelo poema que não quis declamar. Desculpa-me, oh amada, ultra romanticamente, pelos minutos que deixei meus olhos se desviarem do foco do nosso amor, deixando de ouvir os seus desejos, não te deixando falar, oh meu amor. Voltarei a ser assim, romântica a qual conheces-te em tardes ensolaradas primaveris. Serei seu anjo sem asas, serás minha menininha feliz. Esquecerei o seu nome, porque criança minha, serás... de criança minha te chamarei a fim de agradar o teu sorriso. Deixa-me ser tua namorada hoje, novamente... Deixa-me ser tua essa noite, e te matar de amores, e derramar-me em flor e mel a ti, senhora minha: vassala tua serei! Invade o meu reino, captura minha paz, leva contigo o meu sossego. Traz-me a inquietação, guarda contigo meu coração, para que eu não esqueça meu romantismo outra vez. Olhando-me assim... Penso ser romântica!

sábado, 19 de junho de 2010



A você amor, da tua amada;

Tomei a liberdade de escrever aqui onde a mim são dedicadas as mais belas e sinceras formas de transcrição de amor, do nosso amor. Mesmo não levando muito jeito, mesmo não tendo o mesmo dom que você de lidar com as palavras. Quero mesmo é dizer que eu te amo, e que ao teu lado tudo tem sido felicidade, apesar dos pesares né?! Estes que são pequenos diante da força que nos damos. Em você encontrei um outro eu e também um alguém completamente diferente de mim e assim sei que também foi contigo, e é por isso que nos multiplicamos, nos somamos! É incrível a nossa sintonia. É incrível como tudo nos leva a crer que somos de fato 'a metade' uma d'outra. Já se passaram um ano, seis meses e dois dias dos namorados e a vontade de que isso se prolongue só cresce, cada vez mais. Juntas aprendemos muito, mudamos muito, amadurecemos muito... tudo em função de um grande amor, de uma grande história. Isso só tende a aumentar junto com a nossa vontade desse amor.
Minha linda, obrigada por tudo!

                                              
                         Da sua Estrela.

domingo, 13 de junho de 2010

E-namoradA
Dry Neres

Não poderíamos ter um dia mais perfeito. Visitamo-nos em nosso primeiro beijo. E não haveria dia melhor, nem mesmo hora mais adequada para relembrarmos o momento em que nossos lábios se reconheceram, após tantos anos de busca incansável uma pela outra. Foi inevitável conter as lágrimas emocionadas de um amor que se derrama em nós, em agradecimentos, abraços, lembranças. 

E de seus lábios vi ser desenhada a minha maior felicidade: "Você é o meu melhor presente"!

Eu poderia dizer mil coisas... Inventar outros mil léxicos e notas musicais; mas você sabe, eu sei... que o melhor de nós está subentendido em nosso sorriso. É impossível passar por nós, nas ruas, curvas das estradas, esquinas, sem notar o cheiro de felicidade de exala em nós.

"E até quem me vê, lendo o jornal... Na fila do pão, sabe que eu te encontrei"...

Você é tudo pra mim, minha criança. 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Descrição ao gosto parnasiano
Dry Neres 




Ninguém acreditava, talvez nem mesmo eu; tampouco ela; imagine o restante do universo... Parecia óbvio, inconstante. Parecia de fato não ser. E era um "não-sei-o-quê" dentro de mim. Os ponteiros dos relógios eram certos em nos dar incertezas; e éramos como vendaval em mares portugueses. Havia calmaria, mas tinha os segundos contados para findar. Lutávamos contra nós mesmas - eu, com meu o orgulho; você, com a sua dor. - Grandes histórias de amor - eu pensara - deveriam ser assim nas ficções... Mas não era ficção; era mais. 

Eu havia rompido o véu dos sonhos e percebia a realidade que se apresentava nua e nitidamente crua. Você, quase conseguiu transbordar algum oceano desses, com tantas lágrimas, tantos questionamentos... Eu as secava uma a uma; vez ou outra, ganhava algum beijo desesperado e  os meus braços cercavam-lhe como quem abraça o próprio ato de ser feliz.

Quando te percebi curada, inteira, erguida pude compreender o fundamento de estarmos juntas. O brilho dos olhos não me cabia no globo ocular. E você disse, como quem arranca do peito o coração e o coloca nas mãos, os mais sinceros desejos seus. Naquele exato momento, eu soube - não se espera nascer o amor como aguarda-se um filho por nove meses; ele, vem quando a gente esquece de gritar o seu nome... ele vem, quando a gente se desvencilha das amarras do egoísmo e quando aprendemos a arte de caminhar com a simplicidade. 

Você veio há um ano e seis meses... 

E até hoje me questiono sobre como consegui viver tanto tempo sem aquela que sopra a alegria em meus pulmões...

Se as cicatrizes existem, são para nos lembrar que saímos de mãos dadas de um redemoinho humano, lutando contra nós mesmas e contra os olhos pouco amistosos do mundo. Hoje é nítido - É infindável - Hoje amor, sinceramente - eu sou louca por você! 


Ps.: O teu sorriso é uma coisa assim - de estremecer um corpo e uma vida inteira.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Surram-me as palavras. Elas realizam uma espécie de balé rítmico em mim. Emitem sons de risos desesperados. O objeto enfim vence o poeta. Suam as mãos em alguns trezentos Celsius. As pálpebras quentes como quem deseja abraçar a amada com os olhos; prendê-la, sugá-la. Os movimentos não se coordenam, porque subordinados são a ti. 

A pele em veludo e nudez, nas suas silhuetas de pecado, perdição e prazer. A boca que beija o veludo interior; e os lábios comprimem a pequena pérola de grande valor. As mãos esmagam as curvas que não têm fim; os olhos exclamam - Vem, fica, mora.

O relevo dos teus beijos emudece, molha... queima, impele a pele a querer mais de ti. Os pés tocam-se como quem fala: - Não é permitido que fique um centímetro teu sem o toque do meu desejo! Os pulsos ardem; e mais Celsius invandem-me. A garganta queima com a vontade das palavras que são ditas no inaudível de um... sorriso na hora do amor! 

Na constelação do nosso céu particular, literalmente vejo estrelas. Minha mente desfila nas pinturas que molduram o meu corpo em chamas e em líquidos.

O que você representa em minha vida, não cabe e nem caberia, como eu já disse várias vezes, em nenhuma descrição humana. É indiscutível o nosso enlace. Guardas nas mãos, bem abertas, toda a minha felicidade; ser feliz é ser livre para voar os quatro, cinco, sete cantos do universo e ainda assim, querer estar eternamente preso a um único pólo; a um único mundo. A minha felicidade resume-se fielmente nos minutos-horas ao teu lado. E se ainda assim, for pouco... perco-me para te encontrar. Encontro-me para te aquecer. Brinco de tocar o que as mãos ainda não alcançam; porque as suas mãos apontam-me a direção segura para prosseguir. Com você não há medo. Com você há sorriso no escuro e coragem no abismo.

Lindo mesmo é ver você sorrir, minha criança!

sábado, 1 de maio de 2010

Pronome a ti
Dry Neres


O que eu preciso dizer a você, não pertence mais às esferas simples das palavras já conhecidas. Por isso, esmago-me neste aparelho de escrever a fim de colar meu coração nestas letras, para quem sabe ter o poder de redigir três ou quatro versos. O inexplicável do amor foi o conhecimento mais perfeito que pude perceber em mim. De sentimento abstrato que não se conhece e não se toca, passou a habitar em mim na personificação de tuas fotografias reais. Antes eu, de sabedora das arquiteturas do sentimento, hoje sou apenas refém ou oração subordinada das impressões que o amor me causa. 

Ele, o amor, transforma tudo em nós - desde o andar até o que pensas que dominas mais em você. Pensara eu, saber dominar o dicionário que mora em mim. Hoje, ele me surra porque usa das mãos para dizer o que o coração quer mostrar, sem reservas, com total desprendimento... Sem medo ou cuidado do que irão pensar. Porque o que eu penso é que te amo. E se assim o é: nada há que temer!

O nosso amor se desdobra em mil outros adjetivos. E no uso do meu infinitivo quero viver com você mais vidas do que o conhecimento prévio do homem julga existir.  Não tenho condições alguma de exigir algo mais da vida - O sinal de adição já habita-me. Vencemos tudo e todos numa guerra firmada no invisível dos nossos dias. Porque eu não me canso: eu já era tua! Entregue, nua... Tua! ... Antes ainda do teu concebimento, eu já era pronome a ti - Tua amada e cúmplice. 

[...]

"É incrível... Nada desvia o destino. Hoje tudo faz sentido e ainda há tanto a aprender. E a vida tão generosa comigo veio de amigo a amigo, me apresentar a você. Paralisa com seu olhar - Monalisa. Seu quase rir ilumina... Tudo ao redor minha vida. Ai de mim, me conduza Junto a você ou me usa pro seu prazer... Me fascina: Deusa com ar de menina! Não se prenda a sentimentos antigos... Tudo que se foi vivido me preparou pra você! Não se ofenda, com meus amores de antes, todos tornaram-se ponte pra que eu chegasse a você"!

Toda a cor e leveza e poesia e sentimento e bondade e compreensão e alegria e o que mais há de bom em mim, provém de você!

sábado, 17 de abril de 2010

À Jovem Brasíl-ia
Dry Neres




Não são simplesmente cinco décadas em idade cronológica. Brasília abriga por si só, muito mais... Mais anseios, expectativas, conquistas, idades, idéias, sonhos, histórias. Antes mesmo da sua fundação, já era projetada, arquitetada, elaborada nos moldes mais singelos de quem quer erguer uma cidade para ser um marco na sociedade; para ser a capital de um país verde e amarelo e da cor de todos os sonhos desse povo que em meio a tantas dificuldades almeja mais coisas belas.
O espaço onde antes era uma cicatriz no meio da selva, hoje se tornou o palco dos mais diversos espetáculos humanos – sejam eles agradáveis ou não. Como belezas, temos os monumentos de forma inigualável, muito bem arquitetados e os campos floridos do parque da cidade, com o nosso lago que mesmo sendo artificial reflete a mais bela luz do sol quando deixa irradiar em suas águas o sorriso de Deus.
Brasília que abriga vários passos, dos que vêm e vão e dos milhares de milhões que todos os dias por aqui passam em busca de emprego ou simplesmente de pão; em busca de acordos políticos ou de um irmão que morar aqui veio, porque no Nordeste não encontraram o que aqui oferecem.
É uma cidade artificial, como uma poesia inventada. É o centro das decisões. É jovem, bela, de ruas solitárias sem esquinas para se sentar e conversar. Mas que reúne multidões quando das reivindicações precisam se levantar. Brasília é um Brasil, cercada por outro Brasil de todos os lados.

domingo, 11 de abril de 2010

In-Dependência
Dry Neres



É um vínculo dos mais extremistas, o que me liga a você. Sabe o que é não saber ser você mesmo, sem aquele ‘serzinho’ que lhe dá sentido até ao bocejar e abrir e fechar de olhos? Eu que sempre quis ser livre, imploro agora todos os dias para que os seus braços sejam o máximo em circunferência do além que eu possa conhecer. Os meus limites estão expressos em você. Não ouso sequer criar novas rotas ou curvas, porque já tenho o mapa e a visão de céu que é estar ao teu lado. E depois disso, não ousaria sentir desejos outros de caminhar sem ser paralela aos teus passos.

Eu que por várias vezes achei bom gosto em estar isolada de mim mesma; de mãos aos bolsos em sombra única e fria... Que achava ser a vida assim até boa de viver, mas sem ter tocado fielmente a felicidade e a graça divina do que é amar... E que acreditava conhecer os mistérios da existência e das pessoas; contemplei diante de ti a mais inacreditável representação do que é não saber de nada além da respiração tua. Aprendi os teus compassos e a musicalidade dos versos ímpares do teu sorrir. A tua voz e o teu sorriso são os elementos mais vorazes da dependência estabelecida de ti a mim.

Depois desse tempo reflito... Já éramos sem dúvida alguma pré-ordenadas a ser uma d’outra. Porque não há explicação filosófica, religiosa ou científica que desbanque o nosso afeto incomum; a nossa sutileza ao cuidar do amor de uma a outra. Almas gêmeas se assim preferir! E se a eternidade não nos couber, certamente inventaremos algum outro lugar para abrigar nossa felicidade.

A paisagem rústica, iluminada lá fora não me abraça... Porque não te tenho aqui ao meu lado para sentir o roçar da ponta do teu nariz no meu, nem os teus pés que acariciam os meus e se abraçam e beijam. O som do vento hoje à noite não se fez amigo, porque os teus beijos não vão morar aqui em meus cabelos. Estou em estado de abstinência tua... E o mais engraçado é que somente doze horas nos separaram. Todavia, qualquer segundo longe de você é como ser estrangeiro de país em estado de calamidade pública.

Casa comigo pra sempre... Amanhã esta abstinência se vai e serei novamente feliz por mais algumas horas em que a minha alma e a tua farão a mais bela pintura retratada em arte moderna ou clássica acerca do conhecimento que nem mesmo temos... Sobre o porquê de nos amarmos tanto assim. Eu não preciso conhecer mais nada... Tudo o que me alegra e faz com que minha vida tenha sentido já está em mim. E com conhecimento de causa, posso dizer: se eu não sabia antes o que era o amor, hoje sei, porque você nasce em mim todos os dias e me é como o próprio surgimento do mundo sempre esplêndido e divino – e me é sempre como o cantarolar das coisas mais lindas do universo.

terça-feira, 23 de março de 2010


Os movimentos em fome e em verso
Dry Neres



Apaixonamo-nos ali mesmo, entre edredons. Você amanheceu em mim. O amor tem se renovado em nós a cada hora. Nossos olhos queimando-se em brilho-paixão.  Aquele não era um domingo comum: renovou-se em mim um desejo descomunal. O seu corpo implorava por meus cuidados. A sua face quente em ponto de exclamação fazia estremecer todos os órgãos e pernas, quando o calor dos meus lábios adentrava na calmaria furiosa do teu prazer. 

Ardiam em mim, gritos de contemplação. Eu compartilhava naquele exato instante do teu delírio. Meus olhos não podiam ficar abertos. Eu os apertava na mesma intensidade em que programava os meus lábios naquela concentração artística, da escultura em relevo de um amor que ainda não contaram em livros.

Uma cena indescritivelmente bela! Mãos que procuravam mapear um universo particular em forma de corpo-escultura. Mãos que te seguem sempre, em silêncio. Mãos que abrigam dedos famintos à espera certa da poesia do outro. O cheiro. Impregnado. Artisticamente transformado: Em poros, líquidos – manjares de todos os deuses – és inigualável – paixão.

A dança dos lábios velozes. Os movimentos em fome e em verso. O verso do outro na palma da mão e da língua. As linhas – molhadas. As minhas impressões nas tuas – digitais. As unhas arranhando e arranhadas costas nuas que mais representam o cais, céu, ou qualquer outra figura divinal. Os negros cabelos que se misturavam com os meus quase vermelhos da cor ainda não escrita, pintada. De uma língua não falada. Diante do amor tudo se cala, e eis a primeira visão: vi duas deusas em nuvem de firmamento aromatizado, em observância às estrelas do teu céu particular. E se amavam. Brincavam de felicidade. E era real. Tal como a cor do vento que se inflamava, com a fogueira doce da paixão.


E por você, eu juro... Faço tudo - Movo o mundo!
 

sexta-feira, 19 de março de 2010

E todos foram pontes...
Dry Neres




Ausentei-me em palavra escrita, todavia nunca amei-te como amo nesse exato instante. Meus olhos bobos e vermelhos me tomaram os juízos porque tudo o que guardo nos cílios e versos são os teus sorrisos. 

O nosso amor saiu da adolescência. Entrou no módulo adulto e maduro na mais perfeição que há, porque somos uma d'outra e não há questionamento ou razão que façam nossas mãos se separarem.

Eu te amo com a ganância dos que desejam conhecer o mundo. Eu amo porque agora sim, sei como é bom dividir o edredon, ou cozinhar junto. O marco do descobrimento deveria ter sua data alterada de 1500 para 2008 (quando nos conhecemos). Depois de você, não há lábio, beijo ou língua que pudesse me causar os tremores e arrepios e quenturas no coração. Depois das aulas de amor que tive com você, me pós-graduei: sou mais humana, então!

Vi-te crescer - posso dizer sem medo! Amo intensamente quando meu corpo ganha moldura em seu colo e quando seus cabelos negros acompanham a melodia da minha voz. É incrivelmente lindo acordar e ter ao meu lado a mulher que sempre sonhei em ter. É mágico cada anoitecer em que repousas sobre meus seios e adormeces como criança, minha criança. 

Eu amo rir dos seus risos e das suas caretas e das suas danças nada convencionais. Eu não sei mais respirar sem você. O ar que ventila em mim tem o cheiro do teu perfume. Os meus dedos, estão cercados das alianças que construímos nesta vida de um ano de quatro meses (quase).

Eu queria que você soubesse que tudo o que vivi antes de você, somente foi ponte para que eu te encontrasse. E todas essas pontes me trouxeram você no melhor momento - no momento exato. E quando meus olhos se cruzaram com os seus e até antes disso, eu já sabia que era amor. Porque só se ama dessa forma, uma vez na vida. E quando se ama assim, ama-se eternamente. Traduzindo: sou tua eterna, óh minha divindade!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

De nossos destinos
Dry Neres


 Intro: C Am C Am

C                             Am                  E                      Em7  
Se é pra falar em sentimento, vem cá me dá a tua mão.

C                                        Am                  E                      Em7

E relembrando os bons momentos que tocam em meu coração.

 G                    C                                                     C7

De tantos caminhos, meus passos se cruzaram com os seus.

 G                    C                                           D7
De nossos destinos, o céu inteiro se compadeceu.

G                  C7            D
Não posso ficar sem você.

G                 C7               D

Não posso ficar sem te ter.

Intro:  C Am E G

C                                Am                E        Em           C
Se é pra falar em sentimento até te faço uma canção.




Letra e Melodia - Drielly Neres


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 Meus olhos rasos de lágrimas que dançam felizes em minha face... 

Sinto por você algo bem maior do que qualquer sentimento que ganhou nome ou voz. Não há como distinguir os seus passos dos meus, nem as tuas metas das minhas. Parte dos teus sonhos que me enchem de alegria e admiração começa exatamente amanhã. E eu estarei contigo a cada segundo. Queria que soubesses amor, que este é o teu primeiro degrau que traz consigo a idade da maioridade e das conquistas vindouras. Queria que soubesses que  o meu amor é teu. E isto significa doar-me inteiramente aos teus dias; significa devotar-me horas e horas no cuidado à tua felicidade. Não medirei esforços para tornar sua caminhada mais segura e amena. Poeticamente romântica me deixo... E não pense que isto é a suficiente devoção para agradecer-lhe por estar presente em minha vida.  E não pense que por aqui encerro as carícias em corpo escrito...

Por você, regressaria há vinte e uma primaveras, quando ainda não me eram conhecidas tua face, nem tua voz. Retornaria aos fios embrionários que me cercavam para me trazer até esta esfera ou talvez mais longe que isto... Enfrentaria bravamente e novamente todos os dias que antecederam os do nosso encontro, se a promessa tivesse de te encontrar novamente tal como foi. Por você não me é assustador permanecer num barco de cais em meio à escuridão e solidão humana; porque já me é clara e indiscutível sua presença que me acalma. 

Segura minhas mãos, amor... Serei teu colo e abrigo. Sou teu carinho e mulher. Ser-te-ia tudo mais o que te fores necessário. Escuta os meus sussurros embalados pelos ventos; e permite encostar tua vida mais ainda na minha, de tal modo que confundiremos nossas idades e nomes e endereços... porque em uníssono nossos corações permanecerão. 
Nasce em mim diariamente, num campo de flores belas, o que há de mais lindo em matéria de amor.

 Ps.: você é incrível. Te amo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Como saber que se ama o bastante? 
Dry Neres


Nem enchendo as mãos de palavras e arranjos poéticos é possível metrificar a extensão do amor que por vezes nos cega. É uma cegueira que está imune à realidade perversa ao qual o mundo enfiou as fuças. São canções que escutamos e que foge ao entendimento dos que não tropeçaram um dia com a felicidade estonteante de ver sua sombra dupla ao sol. Amar é tornar-se dependente de si mesmo. Porque amas no outro, aquilo que desejas em si. Por isso, são almas que se juntam e formam os desejos duma só. Irradia nos amantes a sede do outro; a vontade do outro; a saudade do beijo. Vez ou outra, questionam-se se amam ou se acomodam-se. Vez ou outra, dão de caras ao vento procurando aventura, liberdade - o que é insano. Porque quem ama, fez uma escolha. Escolheu-se andar de mãos dadas, dormir de conchinha, compartilhar fotos. Combinou-se ter o celular sempre por perto quando na ausência de um ou outro. Optou-se por beijos endereçados à destinatários certos. Devotou-se tempo até que o jardim do amor pudesse florescer e chegar num estágio onde pensa-se: Para onde caminhar após a conquista inicial? Como inovar se deitados estão sob o mesmo teto, compartilhando o mesmo filme e lençóis e tempo? 

São analogias que permeiam um pensamento que não sabia, nem fazia idéia alguma do que poderia ser a palavra - junto - abdicar-se de si em prol de algo ou algúem parece ser amor. Mover-se ao som/tom de uma só voz amena que lhe chega aos ouvidos de forma arrebatadora, parece ser amor. Elevar os teus passos/caminhos aos movimentos de dois pés que se misturam com os teus outros dois e te guiam, parece ser amor. Porque se isto não é... O que mais haveria de ser? 

Nem que eu enfiasse mil versos goela a-baixo, conseguiria expulsar os mil sentimentos que me tomam - De insensatez até paixão em brasas. Nem que eu quisesse, poderia deixar-te tão segura da minha insegurança fulgaz. Às vezes dá vontade de te colocar no colo e ninar como faz a mãe à criança. Mas na maioria das vezes, eu quero ser somente o choro, o soluço e faz-me bem saber que aprecias minha melancolia. 

Como saber que se ama o bastante? Emprestar-me-ia um termo-AMOmetro? Ensina-me a amar mais... amar além das palavras e dos copos de poesias. Tens o poder de transmutar a força das nossas palavras até os nossos dias? Quero precisar mais e mais dos teus beijos...


"Say what you say. But say that you'll stay forever and a day, in the time of my life".