
sexta-feira, 26 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009
Desde que te conheci tem sido primavera. Tenho sentido o aroma sutil do amor. Tenho-me desdobrado em várias para devotar-lhe cuidados. Faço-o assim, porque nunca a loucura e a paixão, gêmeas que são, me acometeram de forma tão avassaladora. És o néctar dos meus lábios. Tuas mãos me conduzem e me elevam ao mais perfeito estado de devaneio, prazer. Não seria exagero dizer que nunca tivera eu amado assim, outra (o). A minha vontade agora seria abandonar este meu local de sentar e fazer poesia com um vínculo quase empregativo e alavancar-me em seus braços e seios, que são meu local de sorrir. Escrevo-te porque assim libero parte do êxtase vermelho de amar que me invade. Escrevo-te porque ontem embebedei-me da tua presença e ainda hoje tenho teu perfume nos olhos. És sem dúvida alguma, a deusa nórdica das minhas poesias.
Minhas palavras ainda hão de habitar um livro com o nome teu. Escrever-te-ei com aflição, a saber, se teus olhos terão encanto na minha poesia tão sua. Escrever-te-ei com toda a verdade que me mora. Escrever-te-ei com a conjugação própria a que me conduziste a sentir. Não serão apenas páginas folheadas de verdades, Amor. Serão ainda mais: serão minhas próprias fibras a falar-te, porque me sublima como poetisa; porque me demove a ser o melhor em mim. Ao folheá-lo sentiras o nosso perfume de amor. Ao lê-lo assim lembrarás-se de cada dia/noite em que nossos corpos se desejaram em calor Celsius. Cada suspiro nosso habitará em ti como se cada momento vivido retornasse numa força de toneladas duma vez só. Encontrarás um beijo nosso em cada página. Minhas letras transbordarão em ti. Derramar-se-á todo o amor que meu coração faz ecoar em mim, em seus olhos.
DESDE QUE TE CONHECI
TEM SIDO PRIMAVERA.
E SORRISO.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Dry Neres

Versus: O que falta é coragem! O que falta é... Deixar de amar!
Proso: Ora, Sr. Paulo... Então é possível?
Versus: Assim como veste, agasalha, afaga... O amor também foi programado para desabrigar. Digo, não o amor em si. Exorto-te acerca do-s sujeito-s empregado-s no verbo.
Proso: Tudo seria mais tão fácil se então pudesse terminar em poesia. Puxa a cadeira, molha a ponta do lápis, enverga a folha, derruba dois dedos de qualquer líquido e dorme.
Pairo acima de algum lugar em mim. E percebo-me ausente.
Quando sinto-me assim é porque preciso da multidão de São Paulo. Daquelas ruas geladas, de rostos fugidios, imagem forçada. É porque quero te perder lá no meio. Esquecer sua voz lá dentro. E percebo-me ausente.
sábado, 13 de junho de 2009
porque ontem seus lábios
não me deram trégua
Dry Neres

terça-feira, 9 de junho de 2009
Dry Neres

sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dry Neres

terça-feira, 2 de junho de 2009
Dry Neres
Um Amor Puro
Composição: Djavan
"O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado pra te dar. E todas as horas que o tempo tem pra me conceder, são tuas até morrer. E a tua história, eu não sei! Mas me diga só o que for bom. Um amor tão puro que ainda nem sabe a força que tem... É teu e de mais ninguém! Te adoro em tudo, tudo, tudo!!! Quero mais que tudo, tudo, tudo!!! Te amar sem limites, viver uma grande história. Aqui ou noutro lugar, que pode ser feio ou bonito... Se nós estivermos juntos haverá um céu azul. Um amor puro... Não sabe a força que tem. Meu amor eu juro, ser teu e de mais ninguém. Um amor puro"!
182 dias ou 4.368 horas ou ainda 10.920 minutos - Seven s2
Estou ligeiramente encantada com o teu sorriso. Acho que estou apaixonada! É possível então apaixonar-se pelo mesmo Ser diversas vezes? Por e com você o amor é infinito. É uma carta de data invisível. É algum elemento inelegível. Só é por si só possível, quando nossos lábios e almas resolvem cuidarem-se. Eu faço amor com as palavras que se derramam de mim. Eu faço canção das lágrimas de alegria que sopram de nós. Entre os labirintos do que nomearam de amor, estamos. Embora, alguns espinhos tenham insistido morar em nossas pétalas, estamos. Voltamos! Mais fortes, mais mulheres, mais humanas, mais verdade e menos ausência. Estamos! Eu amo cada hora dessas em que as Estrelas me permitem o brilho de sua Regente maior. Eu amo cada loucura nossa. Eu faço preces, e sou religiosa e tenho fé na junção dos corpos nossos. O amor me rouba a descrença. Eu me visto da felicidade e banho-me no brilho que nossos olhos refletem. Eu me visto de felicidade e saio pelas ruas encorajada à permanecer em nós. Eu amo você!
terça-feira, 26 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sinto-me como uma cadeira de balanço. Ali, estática. Silenciosa. Fria. Emocional. Passional. Só. E é como se todos os braços de todos os mundos não fossem suficientes para me abraçar. Porque o meu abrigo é você. Porque eu sinto falta do gosto do teu café nos meus lábios. Eu sinto falta do teu sorriso beijando meus instintos. Eu desenho-te em poesia. Tatuo nossa ausência no meu ato displicente de escrever. Não... Não quero te comover com a minha retórica. Antes fosse retórica. Mas é só verdade. Mas é só dor de amor. Amor dói?
Recordo-me com roer de unhas, dos nossos planos de tomar a areia e o mar num gole só. Recordo-te em livros que eu desejara escrever um dia. Recordo-te nos frascos vazios de perfumes que gastei no meu corpo para sua alma cheirar. E dos nossos beijos mais doces, em que o passear de lábios era dança ainda não inventada. Inventamos um jeito só nosso de ser. Fundamos um mundo só nosso, cheio de particularidades, CDS, vídeos, roupas, estrelas. Mas num belo dia, saí para trabalhar, esqueci as chaves... E quando voltei o mundo seu/nosso, estava trancado. Fiquei! Cadê você?
E se eu me revelo tanto. É só desespero. E se meus olhos não disfarçam a dor. É só canção. Eu tenho sido só ausência. Mas é você?
Anoiteço. Emudeço em lágrimas. Onde estou em mim?
segunda-feira, 18 de maio de 2009

Caminho pela cidade, assim descalça. Não me alimento de outra coisa que não seja do teu cheiro guardado em minhas mãos. Eu quero ser multidão. Quero abrigo. Preciso de um relógio sem ponteiros. Quero rasgar os conceitos; queimar as bibli(a)ografias que insistem em confundir nosso amor. Quero cortar as línguas das morais de rebanho e dos pré-con-ceitos que insistem em queimar tua/nossa pele. Nesse mundo de hipocrisia desmedida... Eu quero fugir da racionalidade. Dormir na vertical. Reescrever minha história cheia linhas unilaterais; cheia de teias e esconderijos subterrâneos pro meu Eu.
Eu quero gritar para os conceitos dos ‘Senhores Donos da Moral’ que o amor é maior que tudo. Quero morder as veias das regras, dos i-mora-is. Eu tenho pena de tudo o que nos afasta de nós. Você está em mim mais do que me era permitido perceber. Nem numa raspagem ocular tirariam você dos meus olhos. Eu tenho pena de tudo o que nos afasta de nós. Nem um transplante de pele tiraria seus poros dos meus. Mas, voa minha criança! Vá passear com as ondas do mar que desenham tua pele na minha. Voa minha criança. Amar é saber aproveitar o tempo que Deus nos concede com a pessoa que faz nossos órgãos pararem por alguns instantes. O tempo se derrama. Líquido é. Hoje descobri então, que não sei amar. E ainda cometi um pecado devido à falta de sabedoria no Amor: Pedi pra Deus guardar o nosso ‘enlace de almas’ pra sempre. Pedi pra você ficar na minha vida pra sempre.
Não há custódia perpétua que demarque a permanência do amor em nossas vidas. Borboletas pousam, encantam, e partem. Vão alegrar outros mundos. Você me fez melhor. Mas, no âmbito da minha ignorância e egoísmo, confesso que quereria mais um bocado de alegria.
sábado, 16 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dry Neres

Ela esteve em San Petersburgo. Também não sei o porquê. Ela esteve em cada artéria sua; para se despedir de si mesma, talvez. Impávida e encolhida ela esteve por algumas horas. Queria abraçar todos os seus órgãos. Abarcar todos os seus ‘sentires’. Sugeria a si mesma, minutos contados de respiração. Sorria enquanto chorava ou vice ou versa. Ela construiu um muro ao redor do seu coração. Odiava ler notícias populares. Não, não sabia ser normal. Enxergava beleza na dor. Extraía das canções mais que notas. Vez ou outra abria sua casca e mantinha um convívio social. Uns cigarros ou outros às escondidas até da própria sombra. Cabelos penteados ou somente artefatos. Mantinha um sorriso labial. O que não era o mesmo que sorrir pelo órgão muscular oco, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Tirava as amarras cotidianas após e, enclausurava-se no seu mundo aéreo, quase lateral. Ela não sabia ao certo o que é o amor. Não sabia exatamente nada de conjugação de verbos humanos. O seu léxico era limitado. Sentir, ela sabia. E só. Bastava. Não comia. Não dormia. E se perguntava o porquê de ter que respirar. Ela morava num casebre. O casebre era ela. Estava nela. Era meio irmã das coisas fugidias. E tinha um medo exorbitante de tocar pessoas. Sabia ela, que dia ou outro as pessoas iriam embora e ela ficaria nua novamente. E nesses dias de frio intenso, ela escreve, escreve. Imprime seus sentidos no seu corpo. Não há muita coisa a fazer. E confundo-me. Estranhamente é confusão. Não sei mais quem sou eu e/ou quem é ela.
quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sou inquieta. Ciumenta. Poética. Sutil. Velha. Nova. Arquetípica. Silenciosa. Ilha de mim. Sou várias em uma só. Multidão de São Paulo. Calmaria em Compostela. Tudo em mim parece acelerar-se. Quando criança, não sabia ter olhos de criança. Quando 20, tenho 70. À frente. Tenho os cheiros de todos os versos que se misturaram com o meu corpo. Confundo-me com os papéis de cartas e diários antigos que se jogaram pelo o meu local de abrigar o sono. Tenho o corpo suave. Mantenho os pés assim fora do chão, na tentativa egoísta de não fazer sangrar o coração. Nomeio o que sou e sinto como estado epifânico, todavia não sei o que fazer com a imagem que vejo nos espelhos. Corro do que descobri. Escondo-me dos registros que guardam de mim. Não atendo aos meus sentidos oculares quando à força esfregam em mim algumas rugas ou os meus lábios de outrora.
E de repente o cenário muda. Sou outra novamente. O que era presente, virou vazio. E mesmo feliz tenho a necessidade de falar sobre tristeza. Isso é arte típica dos fingidores de 'sentires' - poetas. Imito-os. Invejo-os. Derramo-os sobre meu corpo nu de conceitos. Sou quadro em branco à espera da pintura nem que seja rupestre, mas que seja pintura. Que invada o vazio que o branco se fez em mim. Tudo que ouvi no decorrer da breve existência minha até então, se aglomerou em blocos pensamentais que hora ou outra permeiam a parte do corpo meu responsável por sentir dor. Dor por tudo que o ser humano é. Dor por saber que aqui estamos sem compreender porque estamos. E fazemos o que achamos que devemos, todavia não sabemos. Compramos carros, casas, fazemos amor, guardamos algum cigarro... Cantamos, respiramos, fazemos amor novamente e caminhamos. Vejo um circulo nesse caminhar.
38 gritos expelidos num corpo só. Numa alma só-várias. Em questionamentos mil. Em estado de vida-cena-teatro. Somos todos atores. Funciona assim: Sorrimos o dia inteiro, interagimos com o social, almoçamos com os amigos, vamos ao banco. E sempre que perguntam - Você está bem? Dizemos que sim! 38 gritos expelidos num corpo só, são quando os pés tocam onde ninguém pode te ver, analisar, julgar, cobrar. Aí você é você. Aí você tira as roupas, alisa as coxas, amarra os cabelos. Aí é que você chora, promete e implora. É aí que você se vê. Percebe que embora cercado de outro um milhão de vidas, você é só. Porque sua dores não são expressas em veia ou outro material que possa ser compartilhado. Abstrata é. Cabe a você então, transcender os seus 'sentires' e se apegar à mantras, crenças, mundos laterais ao real. 38 gritos expelidos numa alma só-várias quando não se quer falar da beleza de nada. Quando não se permite brincar que tudo é perfeito, que todos são adoráveis. Em cada grito, uma verdade de três versões díspares. Uma verdade só... Somos desconhecidos de nós. Eu, por assim dizer, sou ilha minha.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Dry Neres

Meus olhos desacreditam das bibli(a)-ografias que tentam definir o que é a fé. Enclausuram a figura de um Deus-carrasco, um Deus-chicote, que na verdade só é Deus-Pai, Deus-Amor. Não tenho mais vontade, sede, saudade... Até que motivos tenho muitos... Mas perco-me na falta de coragem. Lembro-me do tempo que meus olhos sabiam ser humildes e se fechavam para agradecer-te pela dádiva que é a vida que a mim foi concedida. Invejo os momentos em que eu sabia orar quando medo meu coração sentia. E peco, por não ter coragem, por ter inveja-saudade minha, por continuar de mãos cruzadas. E peco, temo, tremo, choro... Corro feito criança perdida na areia molhada pelo mar que sou. Escrevo com a tinta dos meus pulsos nos cadernos e diários que inventei para gritar as minhas dores. O corpo cansado pede cuidados. E questiono-me acerca dos acúmulos materiais que todo homem ousa fazer. De que vale tudo? Por que não gastar seu dinheiro comendo algo que deseja muito, ou indo ver o filme que quer muito, se amanhã mesmo seus olhos poderão deixar de abertos estarem; se hoje mesmo seu coração pode cansar-se de ser artista e protagonista; se sua carne logo voltará ao seu estado primeiro: pó. ?
Eu quero mesmo seus cuidados de novo. Seu abraço apertado. Uma canção para brindar o amor. Um sorvete gelado. Andar de meias. Distraída. Andar de mãos dadas com as suas mãos. Se não for pedir demasiadamente, quero sóis coloridos, sorvetes de pistache. Quero o amor, meu bem querer enraizada(o) bem aqui no peito meu. E que todas as noites de estrelas muitas ao lado do amor, meu bem querer me seja cada vez mais felicidade. Desejo, outrossim, que a pureza, doçura e simplicidade desse amor, seja considerado pelo Senhor mais uma conjugação do verbo amar, que por vezes, assim sendo 'irregular' é mal vista aos olhos dos imorais. Eu quero amar entre iguais, sem classificação, sem excomungação. Quero de novo os teus olhos serenos ó Deus, sem medo de desaprovação. Eu quero que esta carta alce vôos... Amém!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Dry Neres

Não me vejo assim, não mais como sujeito independente.
Somos juntas (os) um arquipélago de cuidados, afagos.
Nossos corpos se traduzem, se desejam, se esperam.
O movimento frenético de roer unhas revela a minha ansiedade em te ter por perto
– Quando: Sempre!
Apaixonamos-nos diariamente.
Mandamo-nos flores em forma de beijos na mesma quantidade
De estrelas que existem no infinito.
Nosso cuidado ultrapassa os conjuntos numéricos, silábicos, geográficos.
Descubro e aprecio a doçura da alma tua.
Repousar a minha face sobre a tua me tem sido como a calma das nuvens.
É sempre algo novo.
É cada vez mais real.
É cada vez mais amor.
Nossos corpos se abrigam, multiplicam.
Nossa entrega é fotografada pelos deuses.
Nosso amor é romance parnaso.
És mais que o melhor em mim.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Dry Neres

Nos teus olhos pude aprender que existe poesia na alegria, que os poetas podem tocar o amor, que a solidão que então me acompanhava era pequena e se apagou... Partiu, visto que seu abraço abrange todas as células minhas desse corpo tão pequeno e frágil, desse corpo que tem como iniciais o nome teu, o perfume teu, a foto tua impregnada nos olhos refletidos n’água!
Pensei que sabia tudo das estrelas. Li em alguns livros que elas têm brilho próprio, formato singular, calor quase milenar. Ouvi em algumas músicas que as estrelas são esferas quase nucleares que brindam o amor, que inspiram os amantes, apaixonados.
Mal sabia eu, minha amada, que o brilho das estrelas mora logo no beijo teu. Senti-me uma desconhecedora de palavras e arpejos e notas e desconhecedora, sobretudo, e sobre-todos, de todas as filosofias que os homens inventam para explicar os desígnios de Deus. Mal sabia eu, minha amada, que o brilho das estrelas iria eu conhecer nos lábios teus.
E cada passear pela tua face me é como desenho de cada estrela dessas. E só deram o nome de Estrela, porque o homem, burro que é, esqueceu-se de perguntar o endereço teu; esqueceu-se de procurar teus dados, nos bancos de dados das coisas mais lindas, tão lindas que o Criador de tudo e dos céus, pintou!
E elas, só brilham e encantam e apaixonam seus apreciadores, porque aprenderam sumariamente com o teu caminhar, como é doce, como é eterna a nostalgia e fascínio do teu jeito assim sublime, quase sem par. Se me deixares somente ouvir teu guizo sorridente numa estrela dessas, e deitar-me, porventura, nas ondas que fazem os cabelos teus, serei eu feliz... Sentir-me-ei logo, quase estrela, quase apaixonada... Mais que amante teu!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Dry Neres
Uno os cacos, cactos, casebres, cacofonias, casos e causos, casas e gentes. São elos que invento na utopia de tapar alguns espaços meus. Cato palavras, colho músicas, capturo lágrimas para enfeitar poesias que saibam encher olhos famintos de rios largo-extensos, de líquidos sumos tão necessários ao movimento tão aclamado pelo meu eu, tão já desesperado - Movimento de pisca-abre, pisca fecha, pisca-morre.
N'alguns séculos destes que tenho vivido troco as bermudas por várias cores. Bebo cada cor como se cada uma, de cada qual fosse minha de verdade. Não peço licença ao entrar em orquestras humanas, divinas, insanas. Não tenho coragem, mal tenho coragem, de fitar-me no espelho. Sou outra. Sou várias. Sou o caos mesmo quando tudo é só calmaria.
Tenho a urgência de todas as flores. Tomo conta da doçura que me fora conferida com precisão. Tenho luvas de poesia, tenho os pés não sobre o chão. Entre emails e globanalidades, quero meu sossego, minha rede pra me embalar. Entre os transgênicos e os clones, quero só fotos 3x4, preto e branco pra minha memória desistir de esquecer dos meus sorrisos - Longínquos!
De beijos intermináveis quero encher os meus dias. Desejo vestir-me da sutileza e maciez das mãos de majestade 'Principal' (termo que emprego para dizer de príncipes, princesas, porque nos meus devaneios, posso imitar alguns poetas) - suas. Eu bebo a solidão do mundo e sinto que não pertenço a essa esfera aqui que piso. Já não me sinto de tudo, só nesse mar de braços e pernas... Já me é diferente o viver, porque de alguma forma a tua presença me transmuta.
Sim, não me julgo, nem me mutilarei por gostar de escrever dos amores e das dores, com as mesmas letras, nas mesmas poesias. É uma mistura agradável que me agrada facilmente, visto que sou duas e o ser humano é um-dois eterno (S) dúbio-s. Sou loucura aos meus olhos. Sou um vício saudável se souber se alimentar dos meus sorrisos e frases em construção de Regência reticente.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
- Poesia em Carta do Meu-Nosso Amor -
Dry Neres

Digo-te em resposta a tanta poesia-verdade-nossa, que eu já não caibo em mim. E nunca foi tão real, você na minha vida! Eu posso te tocar; eu sei que você está comigo; eu sei que nosso amor é de verdade; eu sei que quero você, mais e mais e sempre e sempre... Nada das/nas literaturas e gramáticas por onde morei e fui peregrina, podem traduzir o que é a grandeza desse sentimento. Realmente, não sei dizer... Sinto-me pequena diante do nosso amor!
Sou refém, recém... Brinco de tocar a felicidade, você, nosso amor. Sou bailarina em espetáculo, sou artista, espectador. SOU, quando ESTOU com VOCÊ!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Dry Neres
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Dry Neres

quinta-feira, 2 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009
Dry Neres

'Please, don't wake me, no, don't shake me. Leave me where I am - I'm only sleeping'.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dry Neres

Pensei na forma melódica que é o viver... Toquei a morte de forma um tanto despercebida. Vi lágrimas rolarem das faces nossas, das faces amigas, daquele sarcófago que centralizado se fazia naquela sala fria. As mãos espalmadas e no 'olhoaquele' traços de dor sem descrição. Vi flores de morte, velas sem sorte, roupas escuras na indicação do luto. Vi 'ladoutro' morte outra, lágrimas-rios outras. Nós nascentes e morrentes, falantes e emudecidos. Nós, nadas. Nós, pó. Nós, véu. Ela, agora túmulo. E penso nas canções. A natureza chorou ontem ao entardecer. As lágrimas dos anjos derramaram-se sobre nossas cabeças. A grama enverdeceu-se para receber-te. Ouvi dizer que dos pássaros emanavam canções de pêsames invólucros do diálogo das consonâncias que é a vivência/morrência nossa.
Foi como escutar Radiohead numa tarde quente, de muita gente, com sorrisos nulos. Num campo minado onde o X imperceptível a esses olhos terrenos delimita quem será o próximo a habitar a mansão dos doentes de espírito... Ou melhor, os ausentes de espírito, visto que espírito aquele deixou de morar no corpo este. Como se conformar? Como entender que a jornada de vida tem fim? Como aceitar que a figura da morte com seu cajado impiedoso bate à porta nossa, da família nossa? Pensei que morna seria eu ao me deparar com cena aquela, mas vi-me desconsolada, vi-me amedrontada com essas consonâncias contraditórias.
Vai ser impossível não deixar uma lágrima cantar quando naquele antigo local de morar dela, meus pés se calcarem e meus olhos visualizarem o seu local de repouso e observação da gente. Vai ser impossível não lembrar e não sentir remorso da forma despercebida que temos, Humanos, em esquecer-nos de dar a atenção devida aos que compõem nosso amor. E é inevitável pensar que poderíamos ter feito mais, que poderíamos ter amado mais.
Nada é definitivo. Nem a morte é o nosso estado final. Ainda existe mais depois dela. É nela que a grande jornada se inicia. Mas infelizmente não conseguimos conjugar o verbo conformar... Por enquanto não!
'No alarms and no Surprises'... Diz-nos como entender?
*Que as nuvens a abrace, minha querida Bisa... Que as rosas que tanto apreciava possam beijar sua face tão cansada. Faça das nuvens seu algodão-doce e dance com o vento agora que pode, agora que seu corpo já é tão leve. Amamos-te!
quarta-feira, 18 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009
Dry Neres

Penso que é razão de ser e existir, o tal verbo amar.
Gosto do seu riso infantil, amor meu. Aprecio com delicadeza e num grau de observação absurdo o passar dos dedos teus que se entrelaçam em meus cabelos ondulados. Finjo que durmo enquanto te sinto passear em minha face com seus lábios em ato de acariciar e fazer dormir. Amo a leveza com que você conduz suas palavras em desatino ao meu aparelho de observar letras. Gosto da nossa intensidade incompreensível aos olhos de alguns e nosso carinho visto como loucura aos olhos de outros. Guardo de forma ímpar os seus suspiros e as canções que ousas balbuciar nos nossos atos românticos. E entre as flores está escondido o nosso cuidado. E cada pétala representa uma noite em que seu corpo habitou o meu na mais suave brisa dos tempos em que o vento uivava na janela. Gosto da confusão que é os seus cabelos nos meus. Amo recitar poemas com rosas vermelhas em punho, só pra te convencer que você é minha religião. Só pra te convencer que seus lábios ainda são para mim com oásis no desesto. E que seu colo ainda é o lugar mais seguro para eu morar com meus devaneios. É doce, tão doce sentir teu cheiro suave na minha camisa. É doce, tão doce, brincar de beijar minha pele, por onde seus lábios passearam.
És canção. És meu amor. É bom te ter completa, aqui na minha vida. Eu amo você!
